Presidente Jair Bolsonaro Bolsonaro está em Israel e na chegada defendeu parcerias em segurança e defesa

O presidente Jair Bolsonaro chegou na madrugada de hoje (31) a Israel, para viagem oficial de três dias. Ele foi recebido pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Em uma cerimônia de recepção no aeroporto, Bolsonaro afirmou que a visita visa discutir parcerias entre as duas nações em diversas áreas.

 

“O ministro de Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, voltou de Israel entusiasmado com as possibilidades de acordos e parcerias. A cooperação nas áreas de segurança e defesa interessa muito ao Brasil”, disse.

 

Bolsonaro se referiu à missão da equipe do Ministério da Ciência e Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) ao país, em janeiro. O grupo, comandado pelo titular da pasta, Marcos Pontes, realizou reuniões e conheceu projetos em inovações como reuso e dessalinização de água.

 

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O Presidente @jairbolsonaro já está em Israel para uma visita oficial de três dias. Ao chegar, ele disse que quer aproximar os dois países por meio da cooperação em várias áreas. Entre elas as de ciência e tecnologia e defesa.

 

Antes da partida para Israel, Bolsonaro adiantou que esse é um dos focos no debate das possíveis parcerias, bem como técnicas de agricultura e irrigação adotadas lá. A intenção, acrescentou o presidente, é estabelecer programas de cooperação que permitam a ida de estudantes brasileiros para capacitação nessas áreas de conhecimento. “Juntas, nossas nações podem alcançar grandes feitos. Temos que explorar esse potencial e é isso que queremos fazer nessa visita”, afirmou.

 

Na cerimônia de recepção hoje, o mandatário brasileiro afirmou que os dois governos pretendem “aproximar nossos povos, nossos militares, nossos estudantes, nossos empresários e nossos turistas”.

 

Na agenda, está prevista hoje uma reunião ampliada com o primeiro-ministro Netanyahu e assinatura de acordos e parcerias. Segundo o Palácio do Planalto, os acordos de cooperação devem englobar áreas como defesa, serviços aéreos, saúde e ciência e tecnologia. Amanhã (1º), Bolsonaro vai condecorar a equipe de israelenses que auxiliou nas buscas em Bumadinho (MG) e irá visitar a Unidade de Contra-Terrorismo da polícia daquele país.

 

Na terça-feira (2), o presidente recebe CEOs de empresas israelenses e brasileiras que atuam no país e participará de encontro empresarial. Bolsonaro deve retornar ao Brasil na quarta-feira (3).

 

Bolsonaro está acompanhado por uma comitiva formada pelos ministros Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Bento Costa Lima (Minas e Energia), Marcos Pontes (Ciência, Tecnologia, Informação e Comunicações), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), além do tenente-brigadeiro do ar Raul Botelho, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, e do secretário da Pesca, Jorge Seif. O grupo ainda inclui os senadores Chico Rodrigues (DEM-RR), Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e Soraya Thronicke (PSL-MS) e a deputada federal Bia Kicis (PSL-DF).

 

Fonte: Agência Brasil

Governo economizará R$ 15 milhões com compra direta de passagens aéreas

Desde o último dia 2, os órgãos e as entidades do Poder Executivo federal voltaram a comprar passagens aéreas diretamente das companhias que operam voos domésticos. A expectativa é retomar o modelo que economizava R$ 15 milhões por ano nas viagens a serviço de servidores, militares e colaboradores do governo federal.

 

A compra direta de passagens aéreas voltou a ser feita depois da publicação da Medida Provisória (MP) 877, na última terça-feira (26). A MP dispensa a retenção na fonte dos tributos sobre passagens aéreas compradas por meio de cartões corporativos, reduzindo o custo dos bilhetes.

 

A dispensa do recolhimento de tributos vigorou de 2014 a dezembro de 2017, por meio de uma lei. Em março de 2018, a MP 822 prorrogou o não recolhimento dos tributos, mas a medida provisória caducou, perdendo a validade no fim de junho do ano passado.

 

A volta da retenção na fonte dos tributos sobre as passagens aéreas obrigou o governo a retomar o modelo antigo de compra de bilhetes por meio de agências de viagem. De acordo com a Secretaria de Gestão do Ministério da Economia, a aquisição por agências custa, em média, 22% a mais que a compra direta nas companhias aéreas.

 

Atualmente, existem cinco empresas aéreas credenciadas para fornecer passagens diretamente ao serviço público federal: Avianca, Azul, Gol, Latam e MAP Linhas Aéreas. O próprio órgão ou entidade federal pesquisa cada compra de passagem, com a escolha do menor preço e a aplicação automática dos descontos estabelecidos pelas empresas aéreas.

 

De acordo com a Secretaria de Gestão, o modelo funciona na prática como uma licitação a cada compra de passagem. Os gestores podem verificar e auditar as operações por meio do Sistema de Concessão de Diárias e Passagens, que armazena as pesquisas e as escolhas de viagens.

 

O cidadão também pode acompanhar os gastos federais com passagens aéreas por meio da  ferramenta Painel de Viagens. No site, é possível acessar informações sobre viagens a serviço e o gasto com diárias de empregados públicos, servidores, militares e colaboradores do governo federal.

 

 

Fonte: Agência Brasil

Livro com histórias de jornalistas relata episódios inusitados da imprensa escrita

“O Brasil não é um país sério” é uma frase que sempre foi atribuída ao ex-presidente da França Charles de Gaulle, mas o jornalista Aziz Ahmed garante que esta é uma das maiores fake news do jornalismo brasileiro. No recém-lançado livro “Memórias da imprensa escrita”, Ahmed publica esta e outras histórias, contadas por 26 jornalistas que comandaram as principais redações dos jornais cariocas na segunda metade do século passado.

 

Época em que Rio de Janeiro era capital federal, quando os jornalistas nem sonhavam com um mundo digital e as redações pensavam apenas em levar notícias fresquinhas assim que o dia começasse. As histórias são muitas, como a de uma que a polícia acabou com uma recepção ao presidente americano John Kennedy, após a denúncia de um vizinho que reclamou do barulho.

 

Nas 316 páginas do livro, estão episódios do cotidiano de redações de O Globo, Últimas Hora, Jornal do Brasil, Correio da Manhã. Contadas por mestres como Ricardo Boechat (morto em fevereiro deste ano em um acidente de helicóptero), os imortais Arnaldo Niskier e Cícero Sandroni, Pery Cotta, Henrique Caban e Aluizio Maranhão, entre outros.

 

Cada capítulo mostra um pouco dos bastidores e da sagacidade dos grandes editores da época. Milton Coelho da Graça, quando era editor chefe de O Globo, nos anos 1980, sempre consultava o contínuo Cigarrinho (um mulato alto, sempre com um cigarro no canto da boca) sobre as manchetes da primeira página do dia seguinte. “Seu Milton. Esta manchete não vai vender lá na Baixada. O povo de lá não vai entender nada disto”, sentenciava.

 

Bastidores

 

Na época colunista, Boechat conta que recebeu a notícia de que a apresentadora Xuxa estava grávida em uma tarde de sábado, durante a sua pelada semanal com amigos. E acreditou que podia guardar o “furo” até a edição de segunda-feira. No domingo, segundo ele, assistiu perplexo a Fausto Silva, o Faustão, dar a notícia em seu programa dominical.

 

A capa é assinada pelo desenhista Marcelo Monteiro, que desde 1962 faz ilustrações no jornal carioca O Globo. E a tipologia impressa é a mesma das antigas máquinas de escrever.

 

Apesar de toda nostalgia, “Memórias da imprensa escrita” se rende ao mundo digital. Ao final de cada capítulo, um QR-Code apresenta ao leitor um vídeo com o jornalista entrevistado. O aplicativo, explica o autor, também será usado para possíveis atualizações bibliográficas.

 

Histórico

 

Aos 80 anos, Aziz Ahmed começou no jornalismo em 1961 e passou pelas redações do Correio da Manhã, O Globo e Jornal do Commercio. Lecionou em universidades e foi chefe da Comunicação Social da Prefeitura do Rio de Janeiro.

 

Em tempo: o contínuo do jornal O Globo, o Cigarrinho, deixou a redação e foi trabalhar na assessoria de uma prefeitura em um município da Baixada Fluminense.

 

Fonte: Agência Brasil

CNJ propõe inclusão de notários e registradores entre os informantes do Coaf

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a Corregedoria Nacional de Justiça apresentaram aos membros da Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (Enccla) uma proposta de normativo para incluir os notários e registradores entre os entes obrigados e informar operações suspeitas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). A ideia é fechar ainda mais o cerco contra esses crimes.

 

“A atividade notarial brasileira é muitas vezes utilizada para dar aparência de legalidade e licitude a atos que envolvem a prática de corrupção e lavagem de dinheiro”, explicou o juiz auxiliar da Corregedoria Nacional Jorsenildo Dourado do Nascimento. “Ao integrar os notários e os registradores ao Coaf, o CNJ mostra sua posição firme no combate a esses atos criminosos”, completou.

 

De acordo com a proposta do CNJ, os notários e registradores devem avaliar a existência de suspeição nas operações ou propostas de operações de seus clientes, dispensando especial atenção àquelas incomuns ou que, por suas características, no que se refere a partes envolvidas, valores, forma de realização, finalidade, complexidade, instrumentos utilizados ou pela falta de fundamento econômico ou legal, possam configurar indícios dos crimes de lavagem de dinheiro ou de financiamento ao terrorismo, ou com eles relacionar-se. Caso haja alguma operação suspeita, ela deve ser imediatamente comunicada ao Coaf.

 

Os demais integrantes da Enccla terão 10 dias, contados a partir de 28/3, para propor sugestões ao texto. “O ideal seria ainda que os notários tivessem também acesso aos bancos de dados de identificação da população, no âmbito nacional e dos estados. Assim poderiam, de imediato, identificar documentos falsos com mais facilidade e evitar sua utilização em crimes”, comentou Nascimento.

 

Combate à corrupção e à lavagem de dinheiro

 

Desde 2003, a Enccla articula os esforços de órgãos públicos na prevenção, fiscalização e combate à corrupção e à lavagem de dinheiro. Sob coordenação da Secretaria Nacional de Justiça do Ministério da Justiça, cerca de 100 órgãos do Poder Executivo, do Legislativo e do Judiciário, além do Ministério Público, traçam metas anuais para aperfeiçoar as políticas públicas de combate aos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

 

Em 2018, o CNJ colaborou diretamente em duas ações: Ação 2, que visa propor o aprimoramento na gestão de bens apreendidos no processo penal e nas ações de improbidade administrativa e a Ação 8, para aprofundar os estudos sobre a utilização de moedas virtuais para fins de lavagem de dinheiro e eventualmente apresentar propostas para regulamentação e/ou adequações legislativas.

 

No ano passado, a Meta 4 do Poder Judiciário estabeleceu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), às cortes estaduais, à Justiça Federal e à Justiça Militar da União e dos estados, a priorização dos processos relativos à corrupção e à improbidade administrativa.

 

Os conselheiros Fernando Mattos e Arnaldo Hossepian são os representantes do CNJ na Enccla.

 

Fonte: Agência CNJ de Notícias

Relatório de CPI pede suspensão de mineração em cartão-postal de BH

Vereadores de Belo Horizonte que integraram a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre extração de minério na Serra do Curral pediram a suspensão definitiva das atividades minerárias e comerciais da Empresa de Mineração Pau Branco (Empabra) na Mina Corumi. O empreendimento se situa no bairro Taquaril, na região leste da capital mineira.

 

A Serra do Curral é um dos cartões postais de Belo Horizonte. No ano passado, a Secretaria do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (Semad) já havia suspendido temporariamente as atividades da empresa por descumprimento parcial de um termo de ajustamento de conduta (TAC) celebrado em 2007 para assegurar a preservação ambiental. As atividades minerárias também estariam ameaçando o Parque Estadual Floresta da Baleia.

 

A CPI foi instalada pela Câmara Municipal de Belo Horizonte em julho de 2018 e apresentou seu relatório final nesta semana. O documento de 324 páginas sugere ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) que seja solicitado bloqueio judicial dos bens da Empabra até que sejam resolvidas questões trabalhistas e realizada a recuperação da área degradada.

 

Ao MPMG, à Polícia Federal e à Polícia Civil, foi recomendada ainda a autuação da prefeitura de Belo Horizonte e o indiciamento, por omissão, dos responsáveis na ssecretaria de meio ambiente que não agiram diante do desrespeito à legislação ambiental. A Agência Brasil tentou fazer contato com a empresa de mineração, mas não obteve sucesso.

 

Segurança Hídrica

 

Outra CPI foi criada na Câmara Municipal de Belo Horizonte após a tragédia de Brumadinho (MG), ocorrida em 25 janeiro, com o rompimento de uma das barragens da mineradora Vale, na Mina do Feijão. A comissão investiga os impactos do episódio na segurança hídrica da capital mineira.

 

Brumadinho se situa a apenas 60 quilômetros de Belo Horizonte. O Rio Paraopeba, atingido pelos rejeitos, fornecia água para bairros da capital. Após a tragédia, a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) afirmou que as represas de Rio Manso, Serra Azul, Várzea das Flores e a captação a fio no Rio das Velhas seriam as alternativas para garantir que o abastecimento na região metropolitana não fosse afetado. As recomendações da Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) são para não usar água do Rio Paraopeba.

 

Os vereadores da CPI das Barragens, como foi nomeada, realizaram uma visita técnica na última terça-feira (26) a estruturas da Copasa. Segundo divulgado em nota da Câmara Municipal, eles ouviram de um gestor da companhia que cerca de 30% da população de Belo Horizonte pode ficar sem abastecimento de água caso a captação no Rio Paraopeba não seja retomado em até um ano e meio. A situação só não se torna mais grave porque o reservatório de Rio Manso está com mais de 75% de sua capacidade.

 

Tanto a captação no Rio Paraopeba como no reservatório de Rio Manso integram o chamado Sistema Paraopeba, construído em 2015 para enfrentar a crise hídrica ocorrida naquele ano por falta de chuva. As obras, realizadas em seis meses, custaram R$ 128 milhões, segundo a Copasa.

 

Fonte: Agência Brasil

No Dia da Mentira, palestra com o tema “Comunicação Violenta e Fake News” abre o mês na Assembleia Legislativa de MS

A semana de 1º a 5 de abril de 2019 será marcada por sessões plenárias, reuniões dos grupos de trabalho da Casa de Leis e mais uma Sessão Ordinária do Projeto Parlamento Jovem, dessa vez com palestra a respeito do tema “Fake News”.

 

Na segunda-feira, que será 1º de abril, conhecido como Dia da Mentira, será realizada a palestra “Comunicação Violenta e Fake News”, com a pedagoga Helaine Bitencourt. A atividade, com início às 14h, faz parte da Sessão Ordinária do Projeto Parlamento Jovem, coordenado pela Escola do Legislativo Senador Ramez Tebet.

 

O Parlamento Jovem tem como objetivos formar e promover a consciência política e liderança entre estudantes do 8º e 9º ano do ensino fundamental, e 1º e 2º do ensino médio. Alunos das escolas particulares, estaduais e municipais podem participar. Os 24 jovens deputados estaduais foram eleitos em 2017 e terão mandato de dois anos (2018/2019).

 

CCJR 

 

Todas as quartas-feiras, a partir das 8h, a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) se reúne no Plenarinho Nelito Câmara para avaliar a constitucionalidade, legalidade e juridicidade dos projetos que são enviados ao Legislativo estadual por outros Poderes ou elaborados pelos parlamentares. Se aprovadas, as propostas são votadas em plenário e analisadas nas Comissões de Mérito, que tratam dos diferentes assuntos contidos nos projetos.

 

Sessões 

 

As sessões plenárias acontecem às terças, quartas e quinta-feiras, a partir das 9h, no Plenário Júlio Maia.Todos os eventos da Casa de Leis são abertos ao público e à imprensa. A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul está localizada na Avenida Desembargador José Nunes da Cunha, no Jardim Veraneio, Parque dos Poderes, Bloco 9, em Campo Grande.

 

Tribunal de Contas do Estado identifica 59 obras paralisadas em Mato Grosso do Sul

Os números encontrados são com base no levantamento final da coleta de informações que detectou as grandes obras que estão suspensas e paralisadas no Estado. Entre os dias 12 de fevereiro e 12 de março o Governo do Estado e Prefeitos dos 79 municípios responderam ao questionário eletrônico enviado pelo Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul visando um diagnóstico atualizado das obras e, assim, buscar esforços para a conclusão das mesmas, trazendo um resultado positivo para a sociedade, principalmente nas áreas de relevância social como a saúde, educação, segurança e mobilidade urbana.

 

A pesquisa identificou um total de 110 obras que estão paralisadas ou suspensas, nos poderes executivos do estado e dos municípios, destas apresentadas pelo TCE-MS, 59 obras foram selecionadas pelo Comitê Interinstitucional, pois preenchiam os critérios de seleção que deu preferência ao diagnóstico de grandes obras suspensas e paralisadas. Vale destacar que 98,75% dos jurisdicionados responderam ao questionário, incluindo o Governo do Estado, somente o município de Coronel Sapucaia não participou da pesquisa.

 

Os principais motivos de paralisação, e, ou suspensão da execução dos serviços foram por questões técnicas, o abandono pelas empresas construtoras, questões ambientais, projetos desatualizados ou inadequados, pendências legais, entre outros.

 

Das obras identificadas no diagnóstico realizado pelo Tribunal de Contas, a que possui maior orçamento está em Campo Grande, que é a construção inacabada do prédio do Centro de Pesquisa e de Reabilitação da Ictiofauna Pantaneira, popularmente conhecido como Aquário do Pantanal, de responsabilidade do Governo do Estado.

 

 

Outras obras detectadas são as construções do prédio da Cadeia Pública Feminina de Campo Grande e de diversos Centros de Educação Infantil, todos de responsabilidade da Prefeitura da Capital, que deixou de concluir, também, o Programa de Infraestrutura de Transporte e Mobilidade Urbana.

 

Estes são alguns exemplos das 59 obras paralisadas ou suspensas, que estão distribuídas por quase todo o Estado de Mato Grosso do Sul, e que juntas, apresentam contratos que totalizam um prejuízo no valor de R$ 463.562.551,05 (quatrocentos e sessenta e três milhões, quinhentos e sessenta e dois mil, quinhentos e cinquenta e um reais e cinco centavos).

 

De acordo com o Presidente do TCE-MS, Conselheiro Iran Coelho das Neves, após o diagnóstico, o Tribunal de Contas irá fazer a remessa do relatório à Comissão Regional Centro Oeste para que depois seja enviado à Brasília. “A Comissão Nacional por meio de uma diretoria própria vai estabelecer qual será o resultado, se essas obras serão ou não concluídas, bem como de onde virá o recurso para a conclusão das mesmas”.

 

O presidente Iran Coelho das Neves ainda ressaltou que não cabe ao Tribunal de Contas a conclusão dessas obras, mas sim, de contribuir para que isso seja feito. “A nossa parte está cumprida e agora continuaremos a disposição da Comissão Nacional para levar adiante as demais etapas deste trabalho”, finalizou.

 

Vale lembrar que a ação nacional foi uma iniciativa do Ministro Dias Toffoli que, ao assumir a Presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2018, convidou a Associação dos Membros dos Tribunais de Contas (ATRICON) e o Tribunal de Contas da União (TCU) para um esforço conjunto no sentido de diagnosticar a situação das grandes obras paralisadas no Brasil. A partir daí, o CNJ e a Atricon passaram a coordenar um comitê de esforço conjunto, que reúne os Tribunais de Contas da União (TCU), dos estados (TCEs) e dos municípios (TCMs), além dos órgãos da Justiça de todo o País.

Depois de curso de eletricista no Rede Solidária, desempregado vê a vida mudar

Passar anos desempregado, Denílson viu a sorte mudar quando decidiu fazer um curso de eletricista há um ano. Com 46 anos, ele já tinha trabalhado outras vezes no mesmo ramo, mas apenas como ajudante. Hoje, com o certificado de eletricista, o salário dobrou e emprego não falta mais – garante ele. Indígena da etnia Terena, Denílson diz que as conquistas só aconteceram graças ao programa Rede Solidária que oferece assistência social às comunidades carentes da Capital.

 

Cursos profissionalizantes, em parceria com outras instituições, e geração alternativa de renda são algumas das ações gratuitas oferecidas pelo Programa Rede Solidária, criado em 2015 pelo Governo do Estado.

 

Denílson foi um dos 3,6 mil alunos que concluiu curso

“Eu estava há muitos e muitos anos desempregado. Fazia uns bicos, mas não dava para ganhar muita coisa”, disse Denílson Pires, pai de três filhos. O curso levou aos alunos o que tinha de mais moderno no mercado: “O curso foi muito bom mesmo. Aprendi muita coisa. O professor também era excelente e ensinou a elétrica e também sobre segurança” lembra.

 

Em frente ao local de trabalho, em um condomínio de casas de luxo na Capital, o eletricista fala das ambições para o futuro, quando o contrato de cinco anos com a empresa construtora chegar ao fim. “Meu contrato aqui é de cinco anos. Quando eu sair daqui quero fazer o curso de eletrotécnica. Um dia ainda quero ter minha firma, minha empresa”, conta.

 

Depois do curso, até o descanso do fim de semana ficou comprometido, já que os serviços de autônomos começaram a surgir com frequência. “Hoje em dia, eu trabalho no sábado e domingo. Sábado agora, quando eu ia dormir um pouco a tarde, apareceu um serviço e eu fui, claro”, diz satisfeito.

 

A vontade de crescer é tão grande que Denílson, cursando o 1° ano do Ensino Médio, já pensa em fazer outros cursos técnicos como o de automação residencial. “É um curso onde se aprende a instalação e manutenção de sistemas de controle via satélite. A pessoa pode ligar a luz ou água pelo celular, estando muito longe dali”, explicou entusiasmado.

 

Rede Solidária 

 

O Programa Rede Solidária promove o desenvolvimento das pessoas por meio da educação, cultura, esporte, lazer e serviços de proteção social e formação profissional. Diversas ações são desenvolvidas por meio de 33 projetos, divididos em sete módulos:

Módulo I- Educação, Cultura e Esporte;
Modulo II- Escola da Família;
Módulo III- Saúde e Prevenção;
Módulo IV- Segurança Cidadã;
Módulo V- Rede de Parceiros e Voluntários
Módulo VI- Geração de Trabalho e Renda
Módulo VII- Horta Orgânica Comunitária.

 

A primeira unidade do Programa Rede Solidária foi inaugurada em 2015, no bairro Dom Antônio Barbosa, na favela Cidade de Deus. A segunda unidade esta instalada no bairro Noroeste. O program social, criado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Direitos Humanos , Assistência Social e Trabalho (Sedhast), beneficiou, entre 2015 e 2018, mais de 13 mil famílias.

 

Já passaram pelos cursos profissionalizantes do Rede Solidária mais de 3,6 mil pessoas nos últimos anos. Entre os cursos oferecidos estão assistente administrativo, modelista de roupas, operador de computador, eletricista, padeiro, panificação, customização, artesanato e informática.

Pesquisa do Campus de Coxim do IFMS é destaque em evento científico nacional

A pesquisa “Planejamento logístico para otimização do atendimento de saúde e segurança pública móvel em Coxim”, desenvolvida por estudantes do Campus Coxim do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), foi um dos destaques da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), realizada entre 19 e 21 de março, em São Paulo.

 

Além de conquistar o prêmio “Pesquisa mais desafiadora, original, completa e criativa de um problema que envolve Matemática”, oferecido pelo MU Alpha Theta, sociedade de honra de estudantes norte-americanos na área, o projeto foi credenciado para a 14ª Feira Nordestina de Ciência e Tecnologia (Fenecit), a ser realizada em outubro, no Recife (PE).

 

“Comentei em sala de aula que a Matemática é capaz até de salvar vidas, e esses três estudantes me procuraram com a ideia deles. O projeto, inicialmente, era para coibir trotes, e agora aplica conceitos matemáticos para aferir a localização, até mesmo sem internet”, explicou o orientador Fernando Alves.

 

Desenvolvida pelos estudantes do curso técnico em Informática Eitor Paiva, Mariana Nogueira e Thiago Ferronatto, a pesquisa é orientada pelo professor Fernando Alves e coorientada por Ricardo de Oliveira.

 

O desafio é criar o Appuros – um aplicativo mobile – que tem o objetivo de melhorar a comunicação entre a população e os serviços públicos de emergência nas áreas de saúde e segurança pública, como Polícia Militar, Bombeiros e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

 

O orientador explica que sempre busca estimular os estudantes a perceber como a Matemática pode resolver problemas nas mais diversas áreas.

 

“Certo dia comentei em sala de aula que a Matemática é capaz até de salvar vidas, então esses três estudantes me procuraram e apresentaram a ideia deles. Desenvolvemos o projeto que, inicialmente, visava coibir trotes, mas que agora aplica conceitos matemáticos para aferir a localização, até mesmo sem o uso da internet”, detalhou Fernando.

 

Para os estudantes, os prêmios são o reconhecimento do trabalho desenvolvido. Mariana, Thiago e Eitor até gravaram um vídeo, logo após a premiação, onde comentam a emoção vivenciada.