Auditoria do Tribunal de Contas do Estado com Instituições de Controle identifica riscos de corrupção em Mato Grosso do Sul

O resultado da auditoria operacional, que avaliou a fragilidade das organizações públicas do Estado do Mato Grosso do Sul ao risco de ocorrência de fraude e corrupção, foi apresentado durante a 1ª Conferência Sul-Mato-Grossense de Governança Pública e Combate à Corrupção, realizada, na terça-feira (07), no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camilo, em Campo Grande, e demonstrou que a maior parte das instituições públicas no Estado estão muito vulneráveis.

 

O evento é uma parceria do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS) com o Tribunal de Contas da União (TCU), e instituições de controle como a Controladoria-Geral da União no Estado de Mato Grosso do Sul (CGU-MS), a Controladoria-Geral do Estado (CGE-MS) e a Controladoria-Geral do Município de Campo Grande (CGM).

 

Os números revelaram que, em Mato Grosso do Sul, R$ 7 bilhões estão à disposição daqueles que detém o poder de compra e regulação e, ainda, que não há nenhum tipo de prevenção para detecção, investigação, correção e monitoramento adequado às boas práticas. “Há necessidade de um sistema em que a prevenção esteja presente para que esses recursos não possam ser malversados”. O alerta é do conselheiro e corregedor geral do TCE-MS, Ronaldo Chadid.

 

No Estado foram pesquisadas 282 organizações, e o estudo demonstrou que apenas 25 delas apresentaram níveis aceitáveis de suscetibilidade à fraude e corrupção. “Isso não significa que as organizações públicas de Mato Grosso do Sul são corruptas, mas significa que na presença de pessoas que queiram cometer atos de fraude e corrupção, é muito provável que vão lograr êxito”, ressaltou o secretário de Controle Externo do TCU-MS, Tiago Modesto Carneiro Costa

 

 

O orçamento à disposição dos administradores públicos em âmbito federal, estadual e municipal é de R$ 27 bilhões, sendo que R$ 7 bilhões podem ser utilizados pelos administradores com total liberdade para escolher fornecedores e compras. “Foi em cima desse número que nós trabalhamos, mas não apenas isso, porque tem também o poder de regulação, o poder da caneta que, às vezes, vale muito mais do que o poder do dinheiro” destacou.

 

Entre 2015 e 2018 foram apurados em Mato Grosso do Sul um total de 3.078 casos de corrupção. 678 ilícitos seguem em apuração pela Polícia Federal, sendo que apenas 234 casos foram informados pela própria organização vítima do crime. Na avaliação dos pesquisadores, isso demonstra que na maior parte das instituições não há mecanismos de alerta contra fraudes.

 

O estudo também traçou o perfil dos administradores em cargos públicos de livre nomeação, e revelou dados preocupantes: entre os 1572 pesquisados, somente 281 tem nível superior, e 47 gestores já cometeram algum ilício ético ou penal no passado, mesmo assim foram contratados para fazer a gestão do dinheiro público. Verificou-se que boa parte desses gestores (680) não tem experiência sobre administração pública, e ainda que não há estabelecimento de critérios para o preenchimento desses cargos. A pesquisa não avaliou os administradores públicos eleitos.

 

Os relatórios individuais com os resultados apurados na auditoria foram entregues aos representantes das organizações federais, estaduais e municipais. Esse trabalho faz parte de um projeto piloto inédito do TCU em parceria com o TCE-MS, iniciado em 2017 com o objetivo de fiscalizar a aplicação de recursos públicos nas organizações estaduais e municipais do Estado, por meio da implementação de ações conjuntas ou de apoio mútuo e de atividades complementares de interesse comum.

 

Os critérios de avaliação indicados no relatório de auditoria tem como base o Referencial de Combate à Fraude e Corrupção do TCU, passando pela Metodologia de Mapeamento de Riscos da Administração Pública da CGU, e ainda os parâmetros internacionais de avaliação de risco. Futuramente este trabalho será compartilhado com todos os Tribunais de Contas do País para que possam, também, trabalhar com diagnósticos regionais de suscetibilidade de fraude e corrupção.

 

De acordo com o conselheiro do TCE-MS, Ronaldo Chadid, o relatório significa apenas um ponto de partida. “O Tribunal de Contas do Estado vai exigir um plano de providências para que os órgãos aqui de Mato Grosso do Sul possam apresentar medidas para prevenir a ocorrência de fraude e corrupção”.

 

 

O governador do Estado de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, esteve presente na Conferência e assinou o decreto Contas Abertas, que estabelece a Política de Dados Abertos dos órgãos e das entidades da Administração Pública Estadual, para contribuir com o incremento da transparência e do controle social. “Isso é um processo em evolução, que vem sendo feito por organismos internacionais, e aqui também pela Controladoria Geral da União, pelos Tribunais e Órgãos de Controle, então quando você cria uma teia interligando os elos, eu não tenho dúvida que quem sai ganhando é a sociedade”, ressaltou.

 

Fonte: TCE-MS

Veículo com maconha que iria para Pernambuco foi apreendido pelo DOF

Policiais do Departamento de Operações de Fronteira (DOF) apreenderam ontem (8), um veículo Fiat Palio Adventure de cor cinza e placas falsas de Maringá (PR) carregado com vários volumes prensados de maconha, que pesaram 619 quilos.

 

Foto: Assecom/DOF/SEJUSP.

 

Inicialmente os policiais abordaram um veículo GM Onix de cor branca e placas de Recife (PE). O condutor, um homem de 28 anos de idade, disse que residia em Campo Grande (MS), porém, não soube informar o endereço. Durante as buscas no interior do veículo foram localizados 94 quilos de uma substância entorpecente, aparentemente maconha.

 

Logo em seguida o veículo Fiat Palio se aproximou do bloqueio policial para fiscalização e não obedeceu à ordem de parada dos policias e evadiu-se, em alta velocidade. A equipe realizou um acompanhamento tático por cerca de cinco quilômetros e localizou o veículo abandonado. O condutor adentrou a uma plantação de milho, às margens da rodovia, e não foi localizado. No veículo estavam os 619 quilos da droga.

 

Foto: Assecom/DOF/SEJUSP.

O condutor do Gm Onix disse que foi contratado, juntamente com o condutor evadido, para virem do Estado de Pernambuco buscar dois veículos carregados com entorpecente na cidade de Amambai. Durante a checagem dos agregados dos veículos (numeração de chassi e motor), os policiais descobriram que o Fiat Palio foi roubado na cidade de Cotia (SP), no dia 31 de agosto de 2018. Ao todo foram apreendidos 713 quilos da droga.

 

A ocorrência foi registrada e entregue na Delegacia de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron), onde o condutor do GM Onix será ouvido e autuado em flagrante pelo crime de Tráfico de Drogas e permanecerá à disposição da Justiça.

Juíza e coordenadora de Projeto destacam ações contra a exploração sexual infantil

O enfrentamento ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes foi debatido na Câmara Municipal de Campo Grande, durante a sessão ordinária desta quinta-feira (9), em referência ao Maio Laranja, mês dedicado para campanhas relacionadas a reforçar esse alerta e as ações de combate. Na Tribuna, a psicanalista e coordenadora do Projeto Nova, Viviane Vaz, e a juíza da Vara da Infância, da Adolescência e do Idoso de Campo Grande,  Katy Braun do Prado, falaram do tema, abordando as medidas para ampliar essa proteção.

 

À convite do vereador Papy para a Palavra Livre, a psicanalista Viviane Vaz levantou o alerta sobre a vulnerabilidade das crianças, como “pessoas em desenvolvimento, dependentes dos adultos que a rodeiam”. Uma das preocupações do Projeto Nova é empoderar as crianças de informação, pois 80% dos casos de abuso ocorrem dentro de casa. “Infelizmente, aqueles que seriam os principais autores da proteção, são os principais autores dos abusos”, disse.

 

Por isso, palestras são feitas em escolas para informar sobre as leis, Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e ajudar as crianças a entenderem que são sujeitos com direitos e deveres. “Trabalhamos o respeito ao próximo em palestras dentro das escolas, principalmente neste mês de maio. Temos de falar também aos educadores sobre leis, sobre a rede pública de proteção. Existem formas para mudarmos esse quadro de violência que existe”, disse. Ela lembrou ainda que, infelizmente, o Brasil é o quarto País no mundo em casamentos infantis.

 

Viviane cobrou ainda a humanização do atendimento às vítimas na rede pública de proteção. “Faltam psiquiatras infantis, psicólogos nas escolas. Temos lei de atendimento especial, mas é necessário humanizar esse atendimento nas unidades de saúde, tornar isso mais leve, pois já é um tema pesado, vergonhoso para criança. Muitas  têm medo de falar do assunto, sentem culpa, o que se deve à cultura do estupro”, afirmou.

 

A juíza Katy Braun, que atua há 10 anos na Vara da Infância e Adolescência, elencou quatro fatores de proteção para que os vereadores possam auxiliar na propositura de leis ou nas cobranças para que essas medidas sejam implementadas. Ela listou a educação em ensino integral, para evitar que as crianças fiquem sozinhas quando pais trabalham todo dia; atividades esportivas, culturais ou de lazer, para garantir novas oportunidades, além da internet; questão habitacional, pois as crianças pobres são as principais vítimas e não dispõem de espaço de privacidade nas moradias; por fim, a campanha que pais instalem filtros nos equipamentos de acesso à internet, para evitar contatos com pornografia.

 

Ela alertou sobre aumento dos casos de relações incestuosas entre irmãos e passou outro dado preocupante: “apenas 20% dos abusos ocorrem por pessoas classificadas pela psiquiatra como pedófilo. Outros 80% ocorrem por questão de oportunidade, então a ociosidade das crianças, sem vigilância dos pais, aumenta essa vulnerabilidade”. Por isso, a necessidade de ampliar a rede de proteção. A juíza reforçou ainda a importância de leis para combate a exploração sexual infantil serem colocadas em prática.

 

A juíza falou a convite da vereadora Enfermeira Cida Amaral. Ela reforçou a necessidade de as “leis funcionarem para realmente contemplarem a sociedade. Precisamos dar condições de moradia e da educação, que é o alicerce para as crianças. Temos que tirar as crianças desse sofrimento”, reforçou.

 

O vereador Papy lembrou da lei votada e sancionada no ano passado em referência ao Maio Laranja e elogiou o trabalho árduo do Projeto Vida Nova para defesa da criança e adolescente. “A maioria dos crimes ocorre no ambiente familiar, por isso a dificuldade da denúncia. Temos que ampliar a lei para entrar na escola, debatermos esse assunto com professores, pois é um local onde a criança tem confiança para falar”, reforçou.

 

Para o vereador Delegado Wellington Social, é preciso ter estrutura social, pois hoje há meninas de 11 anos grávidas. “Tudo começa quando não há vigilância e, infelizmente, o adulto não tem conversando com as crianças. Só se conversa pelas redes sociais e não se conhece essencialmente o ser humano”, disse. Ele lembrou ainda de lei de sua autoria para criar banco de empregos.

 

O resgate da família foi enaltecido pelo vereador Dr. Wilson Sami como medida de proteção às crianças. “Tem que ter diálogo com pais. Perdemos a base, que é a família, mas temos trabalhado para recuperar valores que se perderam”, disse. O vereador Ayrton Araujo do PT concorda que cabe à “família ensinar certo e errado aos seus filhos”, reforçando o papel da religião e do respeito.

 

O empoderamento da criança com informação é fundamental na opinião do vereador André Salineiro e comparou que os casos de abuso representam quase um “roubo da vida da criança, com consequências para resto da vida”. Falou ainda que os números são alarmantes, pois há casos que o poder público desconhece.

 

O vereador Dr. Cury recordou de um caso chocante que soube durante congresso que participou como médico especialista em crianças e adolescentes, de gestação na infância e não mais na adolescência. A menina era mãe aos 10 anos e tinha HIV. “Somos responsáveis pela defesa das crianças”, afirmou, relembrando que esse empenho vai além da preparação para que ela se defenda.

 

O cumprimento das leis de proteção também foi ressaltado pelo vereador Carlão. “Moramos na periferia e já vimos coisas bárbaras de violência contra criança e adolescente. A Lei nós fazemos e é obrigação do Executivo cumprir. É importante unirmos força política e entidades”, disse.

 

Para o vereador Cazuza, “a sociedade precisa de pessoas que tenham intuito de ajudar; precisamos que cada um faça sua parte”. Ele reforçou que só por meio de alertas será possível ter informações e coragem para denunciar os abusos.

 

O vereador Pastor Jeremias destacou o trabalho das igrejas para desenvolver atividades de lazer e esporte com os jovens. “Sou pastor, mas não falo somente dos evangélicos, dos católicos também, que têm trazido as crianças para atividades”, disse. A juíza reforçou que nas comunidades onde a igreja desenvolve essas atividades e projeto os casos têm reduzido.

 

Como presidente da Comissão de Assistência Social da Câmara, o vereador Betinho disponibilizou apoio para legislação no assunto.  “Estive em Brasília para conversar e debater presença dos assistentes sociais nas escolas, tentando aporte financeiro. Estamos promovendo ação prática e efetiva neste sentido, para reforçar essa proteção”, disse.

 

Maio Laranja

 

Em Campo Grande, o Maio Laranja foi instituído pela Lei Municipal 6.032/18, dos vereadores Papy, Lucas de Lima (hoje deputado estadual) e Odilon de Oliveira, como mês de prevenção ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes, que visa mobilizar todos os segmentos da sociedade para as ações de prevenção e enfrentamento ao abuso e exploração sexual da criança e do adolescente.

 

A escolha refere-se porque 18 de maio é o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. A data faz memória à menina Araceli Cabrera Crespo que, aos 8 anos de idade, foi raptada, drogada, estuprada, morta e carbonizada, no Espírito Santo, em 1973.

Escola Judiciária Eleitoral do TRE-MS promove congresso internacional

A Escola Judiciária Eleitoral (EJE), do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), promoverá no dia 24 de maio o II Congresso Internacional de Direito Eleitoral (CONIDEL), que, em 2019, terá como homenageado o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF) e Vice-Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 

O evento tem o objetivo proporcionar à comunidade jurídica e à sociedade em geral um espaço fecundo para discussão dos mais palpitantes e atuais temas do Direito Eleitoral e Político nível mundial.

 

O II CONIDEL será dividido em 6 painéis com os seguintes temas: Financiamento Eleitoral: Aspectos Controvertidos; Democracia na América Latina: Impasses e Perspectivas; Justiça Eleitoral e Democracia; Participação Feminina na Política; Reforma Política; e Direito Eleitoral Comparado. Ao todo serão mais de 30 palestrantes, entre ministros do Supremo Tribunal Federal, Tribunal Superior Eleitoral, Superior Tribunal de Justiça e renomados professores do Brasil, Chile, Argentina e Alemanha.

 

A programação completa, bem como a página para inscrição, pode ser acessada clicando aqui.

 

Para efetivação da inscrição, o participante deverá doar duas latas de leite em pó, a serem entregues no dia do evento, que será realizado no plenário do TRE-MS, na rua Des. Leão Neto do Carmo, n. 23, Parque dos Poderes.

Investimentos do Estado na saúde de Dourados chegam a R$ 13,7 milhões

Do início do ano até o dia 6 de maio último, a saúde pública de Dourados já recebeu um aporte de recursos estaduais que somam R$ 13.756.231,03, englobando repasses para hospitais, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), Unidade de Pronto Atendimento (UPA), incentivo a Agentes Comunitários de Saúde e de Combate a Endemias, entre outros.

 

Esses valores referem-se a pagamentos vencidos até segunda-feira. Com isso, o Governo do Estado normaliza os repasses para a saúde de Dourados, de acordo com a estratégia de atualizar transferência de valores que estavam atrasados. “A partir de agora, pretendemos manter a regularidade dos pagamentos para que o Município não tenha dificuldades em fazer um planejamento adequado visando cumprir as pactuações com as cidades vizinhas e com a Secretaria de Estado de Saúde”, salienta o secretário de Estado de Saúde Geraldo Resende.

 

“Colocar em dia os repasses da saúde para que os municípios possam também fazer a parte que lhes cabe, com a gestão correta dos recursos atende à determinação do governador Reinaldo Azambuja, que tem a saúde pública como uma das prioridades, para torná-la cada vez melhor e mais próxima dos cidadãos”, explica o secretário.

 

Efetuados diretamente ao Fundo Municipal de Saúde, os repasses a Dourados são referentes ao pagamento de prestação de serviços pelo Hospital da Vida, Hospital Universitário, Centro de Especialidades Odontológicas, assistência farmacêutica, Programa de Saúde da Família, pagamento de incentivo aos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e de Combate a Endemias (ACE), entre outros.

 

Não estão computados, no valor de R$ 13,7 milhões, o custeio de equipamentos que estão na UTI do Hospital da Vida, na Clínica da Mulher e na UPA, e nem o funcionamento do Hospital de Cirurgias da Grande Dourados, que recebe um repasse mensal de R$ 716 mil, além dos equipamentos disponibilizados na unidade, que demandaram investimentos de mais de R$ 1,2 milhão.

 

Valores

 

Somando os repasses feitos mês a mês, somente o Hospital da Vida de Dourados já recebeu R$ 5 milhões, desde o início da atual gestão estadual. A UPA/Dourados teve um aporte de R$ 1.750.000,00, enquanto que para o SAMU foram R$ 561.400,00 e o Hospital Universitário de Dourados obteve recursos estaduais da ordem de R$ 2,2 milhões.

 

No mesmo período, os agentes comunitários de saúde e agentes de combate a endemias receberam incentivos que somam R$ 348.604,08. Para os programas ESF (Estratégia de Saúde da Família) e PSF (Programa de Saúde da Família), foram repassados R$ 606.878,10. A assistência farmacêutica teve pagos R$ 381.410,19, no período.

Ex-presidente Michel Temer ficará preso na Superintendência da PF em São Paulo e coronel Lima, em presídio militar

O ex-presidente da República Michel Temer ficará preso na superintendência da Polícia Federal (PF) na capital paulista, na rua Hugo D’Antola, no bairro da Água Branca, zona oeste de São Paulo. Já o coronel aposentado João Batista Lima Filho será encaminhado a um presídio militar. A informação foi divulgada, em nota pela PF, na noite de hoje (9): “Conforme decisão da justiça, o coronel aposentado será encaminhado para um presídio militar e o ex-presidente permanecerá na Superintendência da Polícia Federal até que haja decisão em contrário”.

 

Temer e o coronel Lima foram alvos da Operação Descontaminação, um dos desdobramentos da Lava Jato no Rio de Janeiro, que investiga desvios da ordem de R$ 1,8 bilhão nas obras da usina nuclear de Angra 3. No dia 21 de março, o juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, acatou pedido do Ministério Público Federal (MPF) e decretou as prisões preventivas de ambos.

 

Na ocasião, eles foram levados ao Rio de Janeiro, onde ficaram detidos por quatro dias, sendo liberados em 25 de março, conforme liminar concedida pelo desembargador Antonio Ivan Athié. Ontem (8), no entanto, a Primeira Turma do TRF-2 derrubou essa liminar por 2 votos a 1. A posição de Athié foi vencida pelos votos dos desembargadores Abel Gomes e Paulo Espírito Santo.

 

Fonte: Agência Brasil

Foto: Abraão Cruz/TV Globo

Justiça Federal bloqueia R$ 32 milhões de Michel Temer e do coronel Lima

O juiz Marcus Vinicius Reis Bastos, da 12ª Vara Federal de Brasília, determinou o bloqueio de R$ 32,6 milhões em bens do ex-presidente Michel Temer, de seu amigo, coronel João Baptista Lima Filho, e do sócio deste, Carlos Alberto Costa.

 

A medida foi determinada em uma das seis ações penais das quais Temer se tornou réu. No processo, o ex-presidente foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por corrupção e lavagem de dinheiro por ilícitos que teriam sido cometidos na edição do Decreto dos Portos.

 

A denúncia foi aceita pela Justiça Federal do Distrito Federal (JFDF) em 29 de abril, após a acusação ter sido enviada para a primeira instância pelo ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), em virtude de Temer ter perdido o foro privilegiado com o fim de seu mandato, em dezembro.

 

“O bloqueio destes valores e bens constitui medida essencial para fazer frente a eventual reparação dos danos causados pelo cometimento de ilícitos penais em apuração”, escreveu o juiz Marcus Vinicius Reis Bastos. O arresto dos bens se dará em contas dos denunciados e também na indisponibilidade de imóveis e veículos em nome dos três.

 

O valor de R$ 32,6 milhões corresponde ao que o Ministério Público Federal (MPF) aponta ser o total movimentado por quatro empresas do coronel Lima entre agosto de 2016 e junho de 2017, período no qual teriam ocorrido a lavagem de dinheiro por meio de emissão de notas frias, segundo a denúncia.

 

À época do recebimento da denúncia no caso, a defesa do ex-presidente disse se tratar de acusação “absurda” e que Temer provará sua inocência.

 

Ontem (8), a 1ª Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) determinou que Temer e o coronel Lima voltem à prisão em outro caso, no qual são acusados de desvios nas obras da usina nuclear de Angra 3. Este processo corre na Justiça Federal do Rio de Janeiro, no âmbito da Operação Lava Jato.

 

Fonte: Agência Brasil

Comissão aprova transferência do Coaf para o Ministério da Economia

Por 14 votos a 11, a comissão especial mista que analisa a Medida Provisória da Reforma Administrativa (MP 870/19) decidiu tirar o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) do Ministério da Justiça e Segurança Pública e transferi-lo para o Ministério da Economia.

 

A permanência do Coaf na pasta comandada por Sergio Moro era defendida pelo ministro. A mudança teve o apoio dos partidos do chamado centrão (DEM, PP, PSD, PR, PTB, PRB, Pros, Podemos e Solidariedade) e da oposição.

 

Criado em 1998, no âmbito do Ministério da Fazenda, o Coaf é uma órgão de inteligência financeira do governo federal que atua principalmente na prevenção e no combate à lavagem de dinheiro.

 

Demarcação

 

A comissão também aprovou, por 15 votos a 9, emenda para que a demarcação de terras deixe de ser uma atribuição do Ministério da Agricultura (Mapa). Os parlamentares decidiram suprimir do texto da MP o trecho que transferia essa responsabilidade ao Mapa. O retorno da Fundação Nacional do Índio (Funai) ao Ministério da Justiça já estava previsto no relatório do líder de governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), apresentado na última terça-feira (7). Com a nova emenda, a demarcação de terras voltará a ser responsabilidade da Funai.

 

Tramitação

 

A votação desta quinta-feira foi apenas a primeira etapa da MP que trata da reforma administrativa. As mudanças aprovadas hoje ainda precisam ser também aprovadas pelo plenário da Câmara e depois pelo do Senado. Para não expirar, o texto de conversão da medida provisória precisa ser ter a votação concluída nas duas Casas até o dia 3 de junho.

 

Fonte: Agência Brasil

Mortes por insuficiência cardíaca aumentam em adultos mais jovens

As taxas de mortalidade devido à insuficiência cardíaca estão aumentando, e esse aumento é mais proeminente entre os adultos com menos de 65 anos, considerados como morte prematura, segundo um estudo da Northwestern Medicine.

 

O estudo utilizou dados da ampla gama de dados online dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças para Pesquisa Epidemiológica, que inclui a causa de morte subjacente e contribuinte de todas as certidões de óbito de 47.728 milhões de indivíduos nos Estados Unidos de 1999 a 2017. Pesquisadores analisaram a taxa de mortalidade ajustada por idade para adultos negros e brancos entre 35 e 84 anos que morreram de insuficiência cardíaca.

 

O estudo mostrou, pela primeira vez, que as taxas de mortalidade por insuficiência cardíaca vêm aumentando desde 2012. O aumento das mortes ocorre apesar dos avanços significativos nos tratamentos médicos e cirúrgicos para insuficiência cardíaca na última década.

 

O aumento no número de mortes prematuras por insuficiência cardíaca foi maior entre homens negros com menos de 65 anos de idade, e estima-se que 6 milhões de adultos nos Estados Unidos tenham insuficiência cardíaca. É a principal razão pela qual os adultos mais velhos são admitidos em hospitais.

 

“O sucesso das últimas três décadas em melhorar as taxas de mortalidade por insuficiência cardíaca está agora sendo revertido, e é provável que seja devido às epidemias de obesidade e diabetes”, disse Sadiya Khan, professora assistente de medicina na Escola de Medicina da Universidade Northwestern Feinberg e cardiologista da Northwestern Medicine.

 

“Dada a população em envelhecimento e as epidemias de obesidade e diabetes, que são os principais fatores de risco para a insuficiência cardíaca, é provável que esta tendência continue a piorar”, disse ela.

 

Dados recentes mostram que a expectativa média de vida nos Estados Unidos também está diminuindo, o que compõe a preocupação de Khan.

 

No próximo passo, os pesquisadores vão tentar entender melhor o que causa as disparidades na morte cardiovascular relacionada à insuficiência cardíaca.

 

O estudo foi publicado na segunda-feira no Diário do Colégio Americano de Cardiologia.

 

Northwestern Medicine é uma colaboração entre a Northwestern Memorial Healthcare e a Escola de Medicina Northwestern da Universidade Feinberg, que inclui pesquisa, ensino e assistência ao paciente.

 

Fonte: Agência Brasil