Câmara rejeita todos destaques e aprova Reforma da Previdência; proposta segue para Senado para votação

Depois quase dez horas de votações, o Plenário da Câmara concluiu a votação da reforma da Previdência em segundo turno. Os deputados rejeitaram os oito destaques apresentados e mantiveram sem alterações o texto principal aprovado ontem (7) de madrugada pela Casa .

 

Ao encerrar a sessão, que começou às 9h, mas só teve a ordem do dia aberta por volta das 12h30, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), agradeceu o apoio de todos os partidos na construção e na aprovação da reforma. “Ninguém chega a um resultado desses sozinho”, disse. Ele recebeu os cumprimentos dos ministros da Economia, Paulo Guedes, que apareceu no Plenário nos instantes finais de votação, e da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, que deixou o ministério para participar das votações como deputado.

 

Como o texto do primeiro turno foi mantido na votação em segundo turno, não há necessidade de que a proposta seja novamente aprovada em comissão especial. Dessa forma, a matéria está pronta para ser encaminhada para o Senado, onde passará pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa e também precisará ser aprovada em dois turnos de votação em plenário. O texto deixa a Câmara quase seis meses depois de ser enviado pelo governo.

 

Os dois destaques que faltavam ser votados foram rejeitados nesta noite. Por 339 votos a 153, o Plenário derrubou destaque do PSB que pretendia retirar o aumento gradual ao longo de 15 anos na pontuação (soma de tempo de contribuição e idade) para a aposentadoria de trabalhadores de atividades sujeitas à exposição a agentes nocivos químicos, físicos e biológicos prejudiciais à saúde.

 

A reforma estabelece pontuação mínima de 66 pontos e 15 anos de efetiva exposição a agentes nocivos, 76 pontos e 20 anos de exposição ou 86 pontos e 25 anos de efetiva exposição para que esses trabalhadores conquistem direito à aposentadoria. A partir de 2020, essas pontuações seriam acrescidas de 1 ponto por ano para homens e mulheres, até atingirem, respectivamente 81 pontos, 91 pontos e 96 pontos para ambos os sexos em 2035. O destaque do PSB buscava eliminar a elevação automática da pontuação.

 

O último destaque rejeitado, de autoria do PT, buscava eliminar as alterações na fórmula de cálculo da aposentadoria proposta pela reforma. Por 352 a 135 votos, o destaque foi derrubado às 22h01 pelo Plenário. Segundo o governo, a aprovação do destaque desidrataria a reforma da Previdência em R$ 186,9 bilhões – R$ 15,8 bilhões para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e R$ 171,1 bilhões para a Previdência dos servidores públicos federais.

 

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia,durante sessão que vai discutir e votar os oito destaques com sugestões de mudanças ao texto-base da proposta de emenda à Constituição da reforma da Previdência.
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia,durante sessão de destaques ao texto-base da proposta de emenda à Constituição da reforma da Previdência – Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

 

Outros destaques derrubados

 

De autoria do PT, o primeiro destaque rejeitado permitiria que recolhimentos do trabalhador abaixo do valor mínimo exigido para determinada categoria conte como mês de efetiva contribuição. O relator da reforma na comissão especial, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), alegou que a retirada desse ponto da reforma prejudicaria os trabalhadores intermitentes.

 

Apresentado pelo PCdoB, o segundo destaque rejeitado manteve as mudanças nocálculo de pensões por morte , permitindo o pagamento de pensões inferiores a um salário mínimo caso o segurado tenha outras fontes formais de renda. O terceiro destaque rejeitado, do PT, queria retirar a fixação, na Constituição, de critérios de renda para o pagamento do Benefício de Prestação Continuada (BPC).

 

O quarto destaque rejeitado, do PSOL, retiraria da reforma a restrição ao abono salarial aprovada em dois turnos. O benefício agora será pago apenas para quem ganha até R$ 1.364,43 por mês, considerado pelo governo como limite para famílias de baixa renda, gerando economia de R$ 76,4 bilhões em dez anos.

 

O quinto e o sexto destaque rejeitados pretendiam alterar a regra de transição. Os deputados derrubaram proposta do Partido Novo para manter as idades mínimas especiais de aposentadorias para professores – 60 anos para homens e 57 para mulheres – e eliminar toda a regra de transição que estabelecia pedágio de 100% para os trabalhadores atuais. Em seguida, os parlamentares derrubaram destaque do PDT  que pretendia eliminar o pedágio de 100%, para instituir pedágio de 50% por meio de uma proposta de emenda à Constituição (PEC) paralela.

 

Fonte: Agência Brasil

Prefeito Marquinhos determina redução de 30% nas despesas das secretarias

O prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad, publicou decreto nesta quinta-feira (8), no Diário Oficial de Campo Grande, determinando a redução de, no mínimo, 30% dos gastos, comparando ao que foi custeado em 2018 com recursos do tesouro municipal.

 

“São medidas que tomamos para dar segurança ao funcionalismo, garantindo pagamento dos salários em dia, e para manter os investimentos fundamentais para que nossa cidade se desenvolva”, justificou o prefeito.

 

O decreto inclui serviços de publicidade e propaganda; festividades e homenagens; combustíveis e lubrificantes, bem como manutenção e conservação de veículos leves; aquisição de material de consumo e serviços; e contas de água e esgoto, energia elétrica, telefone fixo e móvel, e internet.

 

A publicação ainda determina que até o dia 31 de agosto de 2019 os órgãos, entidades e fundos municipais informem o valor total estimado para redução das despesas.

 

Também há restrição para as cedências com ônus para o Município, que ficam proibidas até 31 de dezembro de 2020. A exceção ocorre apenas em casos que implicarem parcerias, convênios ou termos de cooperação técnica.

 

A Prefeitura já havia publicado decreto semelhante em 2017, quando determinou a redução de, no mínimo, 20% (vinte por cento) em relação à média dos gastos efetuados no ano de 2016, das despesas de custeio.

TCE-MS é o primeiro do País a receber declaração de Garantia de Qualidade

Depois de três dias de intenso trabalho, a equipe da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon) responsável pela avaliação do Programa Qualidade e Agilidade dos Tribunais de Contas (QATC), fez a entrega formal, ontem (7), da declaração de Garantia de Qualidade ao presidente do TCE-MS, conselheiro Iran Coelho das Neves, que estava acompanhado do vice-presidente Flávio Kayatt, do ouvidor conselheiro Osmar Jeronymo, do diretor da Escoex conselheiro Waldir Neves, e dos conselheiros Marcio Monteiro e Jerson Domingos. A Corte de Contas do Estado é a primeira do País a receber o documento.

 

 

A entrega foi realizada pela conselheira do Tribunal de Contas do Ceará, Soraia Victor, que está a frente do grupo, composto por mais 5 pessoas entre conselheiros substitutos e servidores de outros Tribunais do País. A conselheira explica que a intenção com esse trabalho é aproximar as ações de todos os Tribunais do País, fazendo com que olhem para o que está sendo feito e examinem o que pode ser melhorado. “Os Tribunais vêm se preparando para, cada vez mais, atingir as metas colocadas pela Atricon. A junção dos resultados obtidos nessa avaliação, que está sendo feita em todo o País, será apresentada em um congresso em outubro em Foz do Iguaçu. Teremos um retrato do conjunto do Tribunais de todo o Brasil.”

 

O Programa de Qualidade e Agilidade dos Tribunais de Contas é a uma avaliação, realizada a cada dois anos, para verificar o desempenho dos Tribunais de Contas em relação às boas práticas internacionais e identificar pontos fortes e fracos. O Programa Qualidade dos Tribunais de Contas é a principal ação da ATRICON para o aprimoramento do sistema e está composto por dois projetos: Resoluções/Diretrizes e pelo Marco de Medição de Desempenho dos Tribunais de Contas (MMD-TC). No total são 499 critérios avaliados em 25 domínios que contemplam todas as áreas dos Tribunais.

 

O instrumento de avaliação foi desenvolvido durante o segundo semestre de 2014 e tomou como referência dois documentos fundamentais: as Resoluções da Atricon, na qual foram estabelecidas as diretrizes para o aprimoramento dos Tribunais de Contas, publicadas em julho de 2014, e o marco de medição desenvolvido pela INTOSAI denominado Supreme Audit Institutions – Performance Measurement Framework – SAI PMF, com quem procurou convergir metodologicamente.

 

Todo o trabalho será certificado pela Fundação Vanzolini é membro pleno da IQNet – “The International Certification Network” e oferece a grande vantagem de ter suas certificações em Sistemas de Gestão reconhecidas e validadas no exterior.

 

 

O presidente do TCE-MS, conselheiro Iran Coelho das Neves, destaca a importância desse trabalho para que o TCE-MS identifique possíveis erros e deficiências e busque caminhos para corrigí-los. “Isso não é uma comparação entre os Tribunais nem um julgamento, é uma demonstração do que podemos evoluir. Isso mostra para os jurisdicionados que também fazemos questão de ser auditados e fiscalizados,” enfatizou.

ISI Biomassa inicia identificação de plantas aquáticas para produção de biocombustível

Como parte do projeto “Macrofuel: Aproveitamento Energético de Bio-Óleo Pirolítico de Macrófitas Aquáticas para Produção de Biocombustível”, desenvolvido em parceria com o grupo chinês CTG Brasil, 2º maior gerador privado de energia do País, a equipe de pesquisa do ISI Biomassa (Instituto Senai de Inovação em Biomassa), localizado em Três Lagoas, já iniciou a coleta das plantas aquáticas nos reservatórios de Ilha Solteira e Jupiá para fazer a identificação de algumas espécies para a produção de biocombustível.

 

Segundo o pesquisador industrial do ISI Biomassa, Hélio Mirá de Assis, além de solucionar um problema ambiental nos reservatórios de usinas hidrelétricas da região, o projeto avalia o aproveitamento energético do bio-óleo proveniente dessa macrófitas – plantas aquáticas. “Das espécies que já foram coletadas nos reservatórios, nós já temos a identificação de seis, que estão catalogadas. Além disso, verificamos todas as características físico-químicas dessas espécies, que são interessantes para o nosso trabalho de produção de biocombustível”, informou.

 

 

Hélio Assis acrescenta que a equipe identificou os constituintes químicos e o perfil térmico gravimétrico, ou seja, que permite aponta como essa planta aquática vai se comportar em um ambiente de alta temperatura, onde ela vai permanecer com baixo tempo de residência. “É essa característica a mais importante para o processo subsequente, que é o de pirólise rápida para a produção do bio-óleo. Neste primeiro momento, estamos caracterizando o material, verificando como ele se comporta, para, posteriormente, determinar qual é o equipamento que vou utilizar para produzir o bio-óleo a partir dessa macrófita”, revelou.

 

O pesquisador industrial ressalta que a etapa atual está em identificação de espécies, caracterização físico-química delas e o conhecimento dos constituintes dessa biomassa. “A partir disso, vamos poder produzir o bio-óleo, sendo em primeira etapa na escala bancada e na segunda etapa em escala piloto. O bio-óleo é a matéria-prima para produzir o biocombustível, pois, primeiro, temos de produzimos o bio-óleo, que tem uma característica que é uma desvantagem, ou seja, ele tem uma alta instabilidade. Esse material reage entre si e precisa ser estabilizado, por meio de uma reação catalítica, e, a partir dessa reação, já tenho o biocombustível”, relatou.

 

Conforme ele, a sequência, em linhas gerais, é entender quais são as biomassas, produzir o bio-óleo e, depois, fazer uma reação para produzir o biocombustível. “A partir do bio-óleo, podemos fazer uma purificação e obter monômeros para a produção de polímeros, compostos ativos que têm como função ação bactericida. Ou seja, são inúmeros subprodutos que posso extrair desse bio-óleo, além da fase sólida que é o carvão. Tem outros leques, como a produção de bio-óleo para fertilizantes, herbicida, bio-carvão, combustível sólido de alto desempenho e carvão ativo para sistema de purificação de água”, detalhou.

 

Parceria

 

A parceria entre o ISI Biomassa e a CTG Brasil foi assinado no dia 11 de julho deste ano e, na avaliação do diretor-regional do Senai, Rodolpho Caesar Mangialardo, o projeto representa um divisor de águas dentro da instituição. “Esse ano comemoramos 40 anos em Mato Grosso do Sul e temos por base a educação profissional para as indústrias, mas há alguns anos já percebemos que a inovação e a tecnologia têm de andar juntas com essa formação profissional. Então nós estruturamos o ISI Biomassa para enxergar o que mais poderíamos fazer dentro das indústrias”, explicou.

 

Para ele, esse contrato buscando uma solução com as macrófitas é um dos frutos dessa busca pela inovação. “Essas plantas aquáticas prejudica a geração de energia nas hidrelétricas. Foge um pouco dessa linha do Senai de investimentos em energia solar e energia eólica, mas acho que devemos olhar com bons olhos esse projeto, que é tão importante. É fundamental essa parceria para entendermos na prática a realidade das indústrias para apresentarmos soluções para os problemas que elas enfrentam”, completou.

 

Segundo a diretora do ISI Biomassa, Carolina Andrade, o projeto prevê investimentos de R$ 4,6 milhões, utilizando recursos do Senai, da CTG Brasil e da Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial). “Já começamos algumas ações, mas é um projeto que deve durar três anos dada sua complexidade, porque vamos sair de uma planta e vamos chegar a um óleo para uso nos motores da própria empresa. Então há uma série de etapas e todas serão conduzidas aqui dentro do ISI Biomassa”, detalhou.

 

O diretor de operação e manutenção da CTG Brasil, César Teodoro, destacou que a pesquisa e a inovação são uma mola propulsora do desenvolvimento, daí a escolha de trabalhar com o Senai para buscar uma tecnologia inovadora. “Buscamos com a inovação trazer a melhoria no desenvolvimento de algo que atualmente nos preocupa e trazendo o crescimento junto à comunidade e a participação do Senai. As macrófitas são um problema hoje e agora queremos encontrar essa solução e mais, outros subprodutos que possam trazer uma situação bastante favorável”, salientou.

 

Ele reforçou que a ideia inicial não abrange a comercialização direta do bio-óleo, visto que o foco é desenvolver uma metodologia de produção de biocombustível líquido para geração de energia. “O primeiro passo é um diagnóstico desse produto e a possibilidade de expandir de forma externa, com certeza utilizaremos junto à comunidade.  O projeto é para os reservatórios de Jupiá e Ilha Solteira, mas dependendo dos resultados obtidos, poderemos expandir para outras unidades”, acrescentou.

 

Polícia Militar Ambiental de Corumbá autua homem por maus-tratos a dois cachorros

Uma equipe de Policiais Militares Ambientais de Corumbá foi acionada por protetores de animais, em virtude de uma situação de maus-tratos a cachorros em uma residência, situada no Bairro Jardins dos Estados, naquela cidade. A PMA foi ao local hoje (8) e verificou que dois cães, sendo um filhote, eram mantidos em situação degradante.

 

Os animais ficavam no quintal, exposto ao sol, confinados em com pouco mais de um metro de comprimento, com problemas de mobilidade, extremamente debilitados, sem água nas vasilhas e sem condições de higiene, havendo muitas fezes espalhadas e mau cheiro. Os cachorros foram apreendidos e deixados aos protetores como fiéis depositários, que os levaram para atendimentos veterinários.

 

Animal debilitado e exposto ao sol.

 

O infrator, mesmo não sendo encontrado, foi qualificado e autuado, sendo multado em R$ 1.000,00. Ele também responderá por crime ambiental de maus-tratos a animais. A pena é de três meses a um ano de detenção.

Governo reduz tarifas de importação de medicamento de HIV no Mercosul

A Secretaria Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia reduziu as tarifas de importação de 17 produtos como medicamentos para tratamento de câncer e HIV/Aids, materiais de consumo, fraldas e absorventes, que estavam na Lista de Exceções à Tarifa Externa Comum (Letec) do Mercosul. As alíquotas caíram de até 18% para zero ou 2%. A medida começou a valer ontem(7).

 

Segundo o Ministério da Economia, o objetivo é reduzir o custo de produção das empresas instaladas no Brasil e o preço dos produtos para os consumidores. A redução de gastos é estimada em R$ 150 milhões por ano para empresas privadas e para o governo federal.

 

A Letec permite que os países do bloco apliquem alíquotas de imposto de importação diferentes das previstas pela Tarifa Externa Comum (TEC). O Brasil está autorizado a manter, até 31 de dezembro de 2021, uma lista de 100 produtos como exceções.

 

Fonte: Agência Brasil

Prefeito autoriza licitação para reforma de terminais e pontos de integração da Capital

A Prefeitura de Campo Grande vai investir R$ 5,5 milhões  na reforma dos sete terminais de transporte coletivo e dos pontos de integração, Hércules Maymone e Moreninha.  A novidade foi anunciada ontem  (7) pelo prefeito de Campo Grande Marquinhos Trad. Em média, passam por estes locais cerca de 230 mil passageiros de ônibus.

 

7Z2A5091 (Copy)Serão lançados dois lotes de licitações: o primeiro, orçado em R$ 2.380 milhões, abrangerá os terminais Bandeirantes,  Júlio de Castilho e Guaicurus. O segundo lote, com R$ 3,2 milhões de valor de referência, incluirá os terminais Nova Bahia, Morenão, General Osório, Aero Rancho e os pontos de integração.

 

Ao lembrar que os terminais têm idade média de 25 anos, sem que neste período houvesse uma ampla reforma, Marquinhos falou da urgência dessas intervenções. “Esses locais nunca sofreram uma reforma completa e não dá pra ficar do jeito que estão. Por isso, vamos iniciar a obra para devolver à população esses equipamentos públicos de maneira eficiente e com infraestrutura duradoura. Não será apenas uma maquiagem, mas vamos mexer na parte interna e externa, desde o piso até a parte elétrica”, pontuou.

 

Está prevista para esta quinta-feira a publicação do edital de licitação do primeiro lote . O maior investimento será no Terminal Bandeirantes (em torno de R$ 867 mil); no Guaicurus o orçamento é menor, R$ 590 mil e no Julio de Castilho, aproximadamente R$ 782 mil.

 

O projeto contempla a reforma dos banheiros, troca de bebedouros, bancos, revisão das instalações elétricas; hidráulicas; projeto e segurança contra incêndio e pânico; reparos na cobertura;  piso rígido do pátio;  pintura geral; troca dos bancos; sala para descanso dos funcionários.

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E, ainda, área  para estacionamento de bicicleta (bicicletário); urbanização e acessibilidade ; guarita dos guardas municipais ou seguranças e grades móveis para o fechamento dos terminais durante a madrugada, quando não há circulação de ônibus.

 

O diretor-presidente da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) Janine de Lima Bruno informou que será uma grande intervenção a fim de garantir terminais de qualidade, “que é o que todos os campo-grandenses merecem”. Entre as novidades, ele anunciou os pontos de recarga de celular, bebedouros acessíveis, consequentemente substituindo os antigos e também atendendo às necessidades dos cadeirantes.

 

“Vamos refazer toda a pintura do terminal, que hoje está bem deteriorada. Atendendo às necessidades das pessoas com deficiência visual, a entrada dos terminais terá um mapa tático, para que essas pessoas saibam onde devem embarcar e transitar com segurança, algo que nunca antes existiu. Novos letreiros formando os nomes dos terminais serão feitos. Bicicletários também serão implementados, facilitando o acesso aos terminais para quem precisa deixar sua bicicleta e ir de ônibus até seu local de trabalho”, detalhou o diretor da Agetran.

 

De acordo com técnicos da Agência Municipal de Transporte e Trânsito, para evitar a ação de vândalos, que depredam as estruturas durante a madrugada, os terminais serão fechados  quando o último ônibus deixar suas plataformas, com um vigilante na guarita – que será construída.

 

Em outra etapa, com recursos do Projeto de Mobilidade Urbana, está prevista a ampliação e reforma do Terminal Morenão (que ganhará mais 80 metros quadrados) e a construção de mais dois terminais, nas regiões do Altos do São Francisco e do Bairro Tiradentes, na Avenida Ministro João Arinos.

 

As lideranças comunitárias comemoraram a novidade. Para o vice-presidente do Conselho da Região Urbana do Imbirussu, David Gouveia, essas 7Z2A5010 (Copy)obras chegam na hora certa. “Antes era só maquiagem e a população não conseguia sentir nenhuma melhoria nos terminais nesses últimos anos. Era uma pintura, troca de torneira, mas nada que resolvesse de fato o problema da falta de estrutura adequada. Essa reforma vem como um presente para a população neste mês de aniversário da cidade”, ponderou.

 

Em nome da Câmara Municipal, o vereador João César Mattogrosso destacou a importância dessas reformas e pediu a ajuda da sociedade para cuidar desses locais. “A gente vê essa reforma nos terminais que muitos criticam e que era um sonho se transformando em realidade. Só que essa reforma não é do prefeito, ou do Rudi, do Janine, mas é para Campo Grande e nós precisamos ser fiscais do patrimônio público, porque é muito simples criticar o prefeito que, com toda dificuldade vai conseguir fazer uma reforma dessa. Precisamos do olhar e do cuidado de todos, não de um só”.

TCE apresenta PEC que altera e revoga dispositivos da Constituição Estadual

Passou a tramitar, ontem (7) na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALMS), a Proposta de Emenda à Constituição Estadual (PEC) 4/2019, de iniciativa do Tribunal de Contas do Estado de MS (TCE-MS). O objetivo é ratificar as determinações expressas na Emenda Constitucional (EC) 68/2015, que consta na Constituição do Estado.

 

De acordo com a proposta, a medida foi tomada após questionamentos, perante o Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a validade da EC 68/2015, que versa sobre a alteração da organização, estrutura, cargos e do funcionamento do Ministério Público de Contas (MPC) do TCE-MS. Um dos argumentos é a inconstitucionalidade formal por vício de iniciativa, pois a Emenda 68/2015 foi proposta por deputados estaduais.

 

Segundo justificativa da PEC, para colocar fim ao questionamento (e consequente insegurança jurídica) sobre a constitucionalidade formal da EC 68/15 (já aprovada, promulgada e publicada pela ALMS), a proposta visa unicamente ratificá-la, com idêntico texto normativo, corroborando o ato normativo constitucional editado pela Casa de Leis. O documento esclarece ainda que quanto ao mérito da norma (já vigente; busca-se apenas sua ratificação), há total compatibilidade com as Constituições Federal e Estadual.

Em Curitiba, governador Reinaldo Azambuja discute com chineses investimentos no corredor ferroviário bioceânico

Representantes de grupos empresariais chineses e portugueses no Brasil discutiram formas de investimento no novo projeto da Estrada de Ferro Paraná Oeste (Ferroeste), que liga os portos de Paranaguá (PR) e Antofagasta, no Chile. As perspectivas foram divulgadas ontem (7) em reunião realizada em Curitiba (PR) com a presença do governador Reinaldo Azambuja.

 

Possibilidades de rotas e ramais que ligarão Brasil e Chile, passando pelo Paraguai e pela Argentina, foram apresentadas no encontro. Um grupo de trabalho organizado pelo Governo do Paraná vai avaliar qual o melhor modelo a ser seguido. Atualmente, a Ferroeste liga as cidades de Cascavel a Guarapuava. Novos projetos pretendem aumentar a extensão da linha de ferro até as cidades de Dourados e Maracaju.

 

Mato Grosso do Sul tem interesse na construção de uma nova linha de escoamento da produção por meio do Oceano Pacífico. “Seremos mais competitivos com essa nova saída. Agora é olhar a melhor lógica e modelagem”, afirmou Reinaldo Azambuja. Ele ainda defendeu a discussão conjunta do traçado, uma vez que a integração logística dá mais competitividade aos produtos brasileiros e asiáticos.

 

O governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior, também reafirmou a relevância do projeto.  “É um sonho tirar do papel o corredor bioceânico, mas qualquer decisão depende do Governo Federal. Precisamos vencer a burocracia, especialmente para criar uma normativa alfandegária única, já que envolve quatro países”, destacou.

 

“É uma grande oportunidade. Os agentes financeiros estão muito interessados no projeto. O desafio não é financeiro, é mais de governança”, acrescentou Josemar Ganho, consultor e estruturador do projeto bioceânico pela Onlystars/ICBC, que representa os grupos empresariais chineses e portugueses.

 

Encontro foi realizado em Curitiba

 

Corredor ferroviário

 

Com 2,5 mil quilômetros, o projeto inicial de implantação do corredor bioceânico ferroviário facilita as exportações do Cone Sul do Brasil para os países asiáticos pelo Oceano Pacífico. O estudo já foi apresentado ao presidente Jair Bolsonaro, ao presidente paraguaio, Mario Abdo Benítez, ao ministro de Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, e ao diretor-presidente da Itaipu, Joaquim Silva e Luna, informou o governo paranaense.

 

Também participaram o encontro o secretário Jaime Verruck (Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), o vice-governador do Paraná, Darci Piana; e demais autoridades do estado vizinho.