Previsão de crescimento da economia sobe para 0,87% neste ano, segundo boletim Focus divulgado pelo Banco Central

O mercado financeiro aumentou a projeção para o crescimento da economia e reduziu a estimativa de inflação para este ano. Segundo o boletim Focus, pesquisa divulgada todas as semanas pelo Banco Central (BC), a previsão para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – foi ajustada de 0,80% para 0,87% em 2019.

 

Segundo a pesquisa, a previsão para 2020 permaneceu em 2,10%. Para 2021 e 2022 também não houve alteração nas estimativas: 2,50%.

 

Inflação

 

A estimativa de inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo caiu de 3,65% para 3,59%, este ano. Para os anos seguintes não houve alterações nas projeções: 3,85%, em 2020, 3,75%, em 2021, e 3,50%, em 2022.

 

A meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional é 4,25% em 2019, 4% em 2020, 3,75% em 2021 e 3,5% em 2022, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

 

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 6%. Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

 

Quando o Comitê de Política Monetária aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

 

Para o mercado financeiro, ao final de 2019 a Selic estará em 5% ao ano. Para o final de 2020, a estimativa segue em 5,25% ao ano. No fim de 2021 e 2022, a previsão permanece em 7% ao ano.

 

Dólar

 

A previsão para a cotação do dólar ao fim deste ano subiu de R$ 3,80 para R$ 3,85 e, para 2020, de R$ 3,81 para R$ 3,82.

 

 

Fonte: Agência Brasil

Setembro Amarelo: girassol é símbolo de campanha para alertar sobre depressão

Todas as manhãs o girassol parte em busca do sol, seguindo a luminosidade insistentemente, porque precisa dela para crescer e florescer. Mesmo quando o sol está escondido entre as nuvens, a flor gira persistente, apesar da dificuldade, em direção à luz. Em alusão a esse comportamento da natureza, o girassol foi escolhido como símbolo da campanha Na Direção da Vida – Depressão sem Tabu, iniciativa do movimento mundial Setembro Amarelo, que tem o objetivo de abrir o diálogo e alertar a sociedade sobre o tema.

 

A campanha conduzida pela Upjohn, uma das divisões de um laboratório farmacêutico focada em doenças crônicas não transmissíveis, em parceria com a Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos (Abrata) e participação do Centro de Valorização à Vida (CVV), trará ações digitais e de rua para combater os estigmas da depressão. O trabalho tem ainda o apoio de músicos, esportistas e influenciadores digitais que já passaram ou passam pelo problema, dividindo suas experiências.

 

Os usuários de redes sociais serão convidados a postar o ícone do girassol para mostrar que estão dispostos a falar sobre o assunto #depressaosemtabu. Eles também poderão conhecer o site www.depressaosemtabu.com.br, que traz informações sobre o tema e orientações sobre a identificação de comportamentos de risco em pessoas próximas.

 

Fora da internet, no dia 10 de setembro, Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, um labirinto de dois mil girassóis, com 120 metros quadrados, será montado no Largo da Batata, zona oeste de São Paulo. Quem percorrer o caminho do labirinto acompanhará a jornada do paciente com depressão, desde a dificuldade do diagnóstico até os desafios ao longo do tratamento, como o preconceito ou a sensação de inadequação. A instalação estará aberta das 9h às 18h, até o dia 14.

 

“Queremos levar informação às pessoas. Quem visitar o local será convidado a deixar uma mensagem de coragem e apoio aos pacientes. Ao final, essas flores serão recolhidas e doadas para uma organização não governamental, que as transformará em buquês para serem distribuídos a pessoas que estão em tratamento”, explicou a neurologista da Upjohn Elizabeth Bilevicius.

 

Depressão e suicídio

 

Segundo Elizabeth, para tratar a depressão e evitar o suicídio, o primeiro passo é ver a depressão como uma doença que precisa ser tratada. “Precisamos criar uma atmosfera de confiança para o paciente se sentir à vontade para dizer que tem a doença e legitimar o que ele sente como sintoma de algo que pode ser tratado. Essa é uma forma de encorajar a busca por ajuda adequada, criando um entorno social mais empático e melhor informado para ajudar essa pessoa”, disse.

 

 

De acordo com as informações da Upjohn, mais de 90% dos casos de suicídio estão associados a distúrbios mentais e transtornos do humor. A depressão é o diagnóstico mais frequente, aparecendo em 36% das vítimas. O aumento dos casos entre os mais novos e com prevalência entre os homens faz da depressão a quarta maior causa de suicídio entre jovens no país. Outras doenças que podem ser tratadas, como o alcoolismo, a esquizofrenia e transtornos de personalidade, também afetam esses pacientes e por isso afirma-se que o suicídio pode ser evitado na maioria das vezes.

 

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que o Brasil é o país com maior percentual de depressão na América Latina, chegando a 5,8% da população, o que corresponde a 12 milhões de brasileiros. A taxa é maior do que o valor global, que é de 4,4%. Igualmente maior do que em outros países, a taxa de suicídio entre adolescentes de 10 a 19 anos aumentou 24% de 2006 a 2015. A cada 46 minutos alguém tira a própria vida no Brasil.

 

O psiquiatra Teng Chei Tung,  coordenador dos Serviços de Pronto-Socorro e Interconsultas do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (HC-USP) e vice-coordenador da Comissão de Emergência Psiquiátrica da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), explicou que a alta incidência entre os jovens está ligada à grande expectativa externa e interna de que eles se comportem como adultos, mesmo sem ter ainda as habilidades de um adulto, e à pressão de que o adolescente seja pleno, potente, competente e reconhecido.

 

“Então ele faz as coisas, erra e se frustra. Nessas frustrações os jovens podem entrar na depressão. Os preconceitos são os mesmos e são agravados pela desinformação. Para o jovem existe a influência do pensamento de que a saúde mental é só uma questão social, existencial e psicológica”, afirmou.

 

Teng disse que sentir tristeza é normal e que a frustração sempre traz alguma tristeza passageira, mas é preciso que as pessoas próximas fiquem atentas para perceber quando esse estado já se tornou uma depressão. Segundo ele, a tristeza é algo que gera introspecção, provoca reflexão e crescimento, mas o deprimido fica introspectivo por vários dias e semanas.

 

“Um dos parâmetros é quando há sofrimento excessivo e quando começa a causar real prejuízo. Afeta as relações interpessoais, produtividade no trabalho, ou sofrimento individual, ou seja, a pessoa está sofrendo mais do que que precisaria naquela situação. Não é que não pode ter tristeza e emoção, mas isso não pode prejudicar a pessoa a ponto de afetá-la fisicamente”, destacou.

 

Para Teng, a melhor forma de falar sobre a depressão é deixar claro que ela é uma doença que apresenta alterações biológicas e fisiológicas, envolvendo fatores genéticos e estruturais, o que significa que a pessoa nasce com a tendência de desenvolver o quadro depressivo. O tratamento inclui, principalmente, melhorar o estilo de vida. “Quem tem depressão precisa se equilibrar e cuidar da saúde, para não ter de novo a doença”, disse o médico.

 

Fonte: Agência Brasil

Sociedade de Imunizações: adulto desconhece calendário de vacinas

O retorno do sarampo a regiões do Brasil, contagiando principalmente adultos, fez com que a vacina tríplice viral voltasse a entrar em evidência. A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) alerta, entretanto, que a surpresa de parte da população adulta em relação à necessidade de se vacinar comprova o desconhecimento em relação ao Calendário Nacional de Vacinação. Vice-presidente da SBIm, Isabela Balalai informa que a entidade criou um grupo multidisciplinar focado em como reverter essa situação.

 

“Parece que está todo mundo descobrindo e entendendo como uma coisa nova que o adulto tem que se vacinar. A vacina tríplice viral está no calendário do adulto há anos, e parece novidade”, adverte ela. “Há uma questão cultural de que vacina é coisa de criança. A gente aprendeu que precisa levar as crianças ao posto e não sabe que esse é só o primeiro desafio. A população desconhece que existe um calendário de vacinação rotineiro para o adulto”.

 

O contágio de sarampo traz uma preocupação adicional para a SBIm, porque ele indica que existe a possibilidade de um retorno da rubéola, doença que está erradicada no país. Como a imunização contra ambas e também contra a caxumba é garantida com a mesma vacina, a tríplice viral, Isabela Balalai afirma que o avanço do sarampo indica que a imunização contra as três doenças está abaixo do ideal. “Se o vírus da rubéola entrar no país, como é a mesma vacina, o cenário pode ser o mesmo”.

 

Com 37 anos, a securitária Ludmilla Tosoni conta que não costuma atualizar sua caderneta de vacinação de adulto, que só recebeu quando tomou a vacina de febre amarela, há dois anos. “A vacina da gripe foi a última que tomei. É uma vacinação que acontece aqui no trabalho, em uma campanha que eles fazem. Tomo pela facilidade”, diz ela, que sabe que precisa tomar a vacina da hepatite B e que pode encontrá-la gratuitamente no posto de saúde. “A vacinação de adultos é mais displicente que a vacinação de crianças. Quando se trata de crianças, as pessoas costumam ser mais cuidadosas, mais atentas”, reconhece.

 

O Calendário Nacional de Vacinação do Ministério da Saúde pode ser consultado na internet. Adultos devem manter em dia as imunizações de hepatite B, febre amarela, tríplice viral e dupla adulto (DT), além da pneumocócica 23 valente para grupos específicos. A SBIm tem um calendário mais amplo, que também pode ser conferido online, mas nem todas as vacinas que constam nele podem ser obtidas gratuitamente no Sistema Único de Saúde.

 

Isabela Balalai reconhece que a responsabilidade de comunicar o calendário de vacinação é do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira de Imunizações, mas acrescenta que é também dos médicos, que, na avaliação da SBIm, não vêm cumprindo esse papel como poderiam.

 

“Os médicos também precisam estar informados. É outro desafio. O médico que atende adultos ainda não tem na rotina dele a recomendação de vacina”, diz ela, acrescentando que uma das conclusões do grupo de trabalho foi a recomendação de investir mais na educação médica, reforçando conteúdos sobre vacinação.

 

A vacinação de adultos será um dos assuntos discutidos na Jornada Nacional de Imunizações, que acontecerá nesta semana em Fortaleza. O encontro de pesquisadores e especialistas, que começa quarta-feira (4) e vai até sábado (7), tratará de outros desafios, como o combate às fake news e boatos contra as vacinas.

 

Fonte: Agência Brasil

Bancos não podem deixar de atender presencialmente, diz o Banco Central

Os bancos não podem deixar de atender clientes presencialmente, mesmo quando estiver disponível o atendimento em outros canais. A determinação é do Banco Central (BC), que publicou hoje (2) no Diário Oficial da União a resolução nº 4.746.

 

Essa medida foi definida na reunião do Conselho Monetário Nacional, no último dia 29. De acordo com a resolução, é “vedado às instituições impedir o acesso, recusar, dificultar ou impor restrição ao atendimento presencial em suas dependências, inclusive em guichês de caixa, a clientes ou usuários de produtos e de serviços, mesmo quando disponível o atendimento em outros canais”.

 

Essa determinação não se aplica aos serviços de arrecadação ou de cobrança, quando não houver contrato ou convênio para a sua prestação celebrado entre a instituição financeira e o ente beneficiário; ou o contrato ou convênio celebrado não contemple o recebimento em guichê de caixa das dependências da instituição. A regra também exclui o recebimento de boletos de pagamento de emitidos fora do padrão, das especificações ou dos requisitos vigentes para o instrumento; recebimento de documentos mediante pagamento por meio de cheque; e as instituições que não possuam dependências ou às dependências de instituições sem guichês de caixa.

 

Também está fora da determinação os postos de atendimento instalados em órgão ou de entidade da Administração Pública ou de empresa privada com guichês de caixa, nos quais sejam prestados serviços do exclusivo interesse do respectivo órgão ou entidade.

 

A resolução determina ainda que “é vedada a imposição de restrições quanto à quantidade de documentos, de transações ou de operações por pessoa, bem como em relação a montante máximo ou mínimo a ser pago ou recebido ou ainda quanto à faculdade de o cliente ou o usuário optar por pagamentos em espécie”.

 

Segundo a resolução, as cooperativas de crédito devem informar em suas dependências, “em local visível e em formato legível, se realizam atendimento a não associados e quais os serviços disponibilizados”.

 

Fonte: Agência Brasil

Resgate: arqueólogos do Museu Nacional retomam pesquisa com escavações

Em meio às cinzas dos escombros, com quase dois metros de altura de entulhos acumulados, resultado do colapso de três andares do Museu Nacional, agora amontoados no térreo, cientistas escavam cuidadosamente, com o auxílio de pequenas picaretas e até pincéis, na esperança de encontrar peças raras das coleções incendiadas. É um trabalho arqueológico no que antes foi uma exposição de arqueologia.

 

Arqueólogo do museu, Pedro Von Seehausen lembra que o início do trabalho de resgate, logo após o incêndio do dia 2 de setembro de 2018 na Quinta da Boa Vista, foi muito árduo. A área em que ele está atuando reuniu o que sobrou das exposições de paleobotânica, de egiptologia, sua especialidade, e também o acervo museológico que ficava no terceiro andar.

 

“Tinha vigas que derreteram, uma quantidade de ferragens imensa, e material espalhado no meio delas. No primeiro momento do resgate a gente tinha que entrar no meio e voltava pra casa todo arranhado, mas feliz de estar conseguindo recuperar o material. E muito calor, trabalhando debaixo do sol”.

 

 Salas do Museu Nacional da UFRJ, na Quinta da Boa Vista, onde acontece trabalho de resgate de peças, um ano após o incêndio.
Trabalho de escavação no Museu Nacional do Rio – Fernando Frazão/Agência Brasil

 

Com experiência em escavação, por participar do projeto no complexo funerário de Neferhotep, na cidade egípcia de Luxor, para ele o mais difícil foi lidar com a carga emocional de procurar o que sobrou do material que pesquisava.

 

“Essas tumbas, curiosamente, sofreram uma série de incêndios no século 19. Então eu tinha uma noção de como era o material egípcio queimado. Claro que eu não estava preparado para a carga emocional que foi ter que lidar com o lugar que eu considero a minha casa. Após o incêndio eu fiquei tendo sonhos de que eu estava em casa e minhas coisas estavam queimadas. É uma sensação simbólica que a gente tem”.

 

Com curso de doutorado em andamento também no Museu Nacional, Von Seehausen explica que tem utilizado as técnicas de sua pesquisa, com tecnologia de digitalização em 3D, no trabalho de resgate, que passou a ser o foco de seu trabalho desde o incêndio.

 

“No meu doutorado eu trabalhava com as estelas egípcias, que são blocos de rocha com inscrições hieroglíficas, a maioria com função funerária, parecida com as lápides que a gente tem hoje. Utilizando tecnologia de 3D para conseguir ler sinais que estariam apagados pela erosão do tempo. Eu tinha parte do material já digitalizado, então estou usando as tecnologias 3D para conseguir reconhecer esse material e, se for o caso, reconstruir o acervo imprimindo as partes que estão faltando”.

 

Salas do Museu Nacional da UFRJ, na Quinta da Boa Vista, onde acontece trabalho de resgate de peças, um ano após o incêndio.
Salas do Museu Nacional da UFRJ, na Quinta da Boa Vista, onde acontece trabalho de resgate de peças, um ano após o incêndio. – Fernando Frazão/Agência Brasil

 

O arqueólogo destaca que o trabalho de resgate é totalmente científico, feito por especialistas.  “A gente teve que trabalhar com peças do Egito antigo, junto com peças da paleobotânica, junto com peças de outras áreas. E o fogo se comportou de formas diferentes na sala. O resgate é feito por cientistas de diversas áreas, paleontólogos, arqueólogos, pensando junto, tentando entender junto como as coisas podem ser feitas e pensando a ciência a partir disso”.

 

Para Von Seehausen, o olhar especializado na busca qualificada em meio aos escombros é fundamental para conseguir recuperar muitos materiais. “Tem coisas que só um olhar treinado consegue perceber. Um shabit, que é uma estatuetinha de servidor funerário, por ser de cerâmica, ficou na mesma tonalidade da telha. As estelas, falaram que eram reboco. Então se não fosse um olhar treinado jogariam fora”.

 

O arqueólogo destaca que do trabalho pós incêndio saíram inúmeros artigos científicos. “Os olhares acadêmicos estão focados aqui. Muita gente curiosa para saber o que sobreviveu, como sobreviveu e o que a gente pode fazer com isso. Ciência é o que não vai faltar. É um cenário triste, mas ao mesmo tempo a gente consegue trabalhar e fazer ciência nesse cenário”.

 

 Pedro von Seehausen, doutorando em Arqueologia, especialista em egiptologia do Museu Nacional da UFRJ, resgata fragmentos ósseos um ano após o incêndio.
Pedro von Seehausen, doutorando em Arqueologia, especialista em egiptologia do Museu Nacional da UFRJ, resgata fragmentos ósseos um ano após o incêndio. – Fernando Frazão/Agência Brasil

 

Ele destaca que já foram recuperadas mais de 300 peças, inclusive algumas raras, o que mantém a coleção egípcia do Museu Nacional como a maior do Brasil.

 

“Tivemos uma perda grande, de material em madeira, das múmias sobreviveu o esqueleto. Mas tivemos boas surpresas, como o escaravelho-coração da Sha-Amun-en-su, uma das múmias que D. Pedro II trouxe para cá. Estava em um caixão e ele nunca foi aberto, foi mantido lacrado esse tempo todo. Em 2005 nós fizemos uma tomografia dela e a gente constatou que ela tinha o amuleto escaravelho-coração e um saquinho com oito amuletinhos. Com o incêndio, o caixão se perdeu, o material ósseo ficou e nós fizemos um trabalho de peneirar e repeneirar até achar todos os amuletinhos”.

 

Do alto da fachada do palácio, as musas das ciências, estátuas poupadas pelas chamas, seguem inspirando o trabalho dos pesquisadores.

 

Fonte: Agência Brasil

Aberto prazo de entrega de documentos para candidatos sorteados para Residencial Aero Rancho 8, em Campo Grande

Foi aberto nesta segunda-feira (2.9) o prazo para que candidatos sorteados para apartamentos da Agehab no Residencial Jardim Aero Rancho 8, em Campo Grande, apresentem documentos que confirmem os critérios de seleção das moradias. O período se encerra na próxima sexta-feira, 6 de setembro.

 

A lista com os nomes dos sorteados pode ser conferida aqui

 

Com os documentos, a Agência de Habitação Popular de Mato Grosso do Sul (Agehab) vai montar dossiês que serão encaminhados à Caixa Econômica Federal (CEF) para aprovação final do candidato. Ao todo, serão destinadas pela Agehab na Capital 602 unidades habitacionais em Campo Grande.

 

Os apartamentos estão divididos em quatro empreendimentos: Residencial Portal das Laranjeiras (210); Residencial Sírio Libanês I, II e III (154); Residencial Jardim Aero Rancho 7 (119) e Residencial Jardim Aero Rancho 8 (119).

 

O sorteio público que definiu a lista de beneficiários para os apartamentos foi realizado no dia 29 de junho deste ano. Já a entrega dos documentos começou em 29 de julho para os listados para o Sírio Libanês; 5 de agosto para os destinados pra o Portal das Laranjeiras; e 27 de agosto para sorteados para o Residencial Aero Rancho 7.

 

Em processo de construção, as 602 moradias serão concluídas em 2020. Depois de prontas elas devem ter prestações mensais entre R$ 80 e R$ 220, conforme renda familiar do beneficiário. O valor da prestação será pago para a CEF e os imóveis não podem ser vendidos ou alugados.

Índice Geral de Desempenho Industrial tem maior patamar dos últimos 23 meses

O IGDI (Índice Geral de Desempenho Industrial) de Mato Grosso do Sul, que foi criado pelo Radar Industrial da Fiems e é calculado com base nas pesquisas de Confiança e Sondagem Industrial, alcançou, em julho deste ano, o maior patamar dos últimos 23 meses. No respectivo mês, o Índice somou 57,4 pontos, indicando um avanço de 5 pontos na comparação com junho deste ano e sendo o 2º melhor da série histórica iniciada em janeiro de 2017.

 

Na avaliação do presidente da Fiems, Sérgio Longen, essa pontuação do IGDI só demonstra que, mês a mês, estamos acumulando resultados positivos nos principais indicadores do setor industrial do Estado, principalmente, na geração de empregos. “Além disso, a intenção de investimentos dos empresários industriais do Estado voltou a crescer nos últimos meses, assim como o retorno da confiança do setor”, analisou.

 

Para o empresário, de um modo geral, os indicadores industriais demonstram que o setor continua avançando e já é possível constatar uma retomada do crescimento após um período de retração econômica. “Ainda não é o que nós precisamos e esperávamos, mas entendo esses números como muito positivos e, passo a passo, vamos alcançando um desempenho satisfatório”, projetou o presidente da Fiems.

 

Sérgio Longen acrescenta que não tem como fazer uma avaliação de que esses números já são um reflexo da aprovação da Reforma da Previdência pelo Câmara dos Deputados. “Claro que isso vai contribuir, mas, acredito que esses dados positivos estão atrelados à liberação de recursos com juros mais satisfatórios, que permitiram a retomada dos investimentos em vários segmentos da indústria. Porém, eu não vi ainda uma política pública que possa ser a responsável por essa retomada da economia, passa mais por um arranjo da atividade econômica, que está fazendo com que a base de consumo melhore. E dessa forma o Brasil vai se arrumando”, concluiu.

 

Os dados

 

O coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, explica que, na passagem de junho para julho, teve aumento em todas as variáveis de avaliação. “Com destaque para o crescimento ocorrido na participação das empresas com produção estável ou crescente, na participação das empresas que contrataram e no nível de utilização da capacidade instalada”, pontuou.

 

Quanto à atividade, ele reforça que se constatou em julho que a produção ficou estável em 51,4% dos estabelecimentos, contra 54,2% no mês de junho. “Já as empresas que apresentaram expansão responderam por 31,4% do total, contra 13,9% no mês anterior. Adicionalmente, o empresário industrial de Mato Grosso do Sul continua otimista em relação aos próximos seis meses, com os índices de intenção de investimento e confiança permanecendo em patamares positivos”, argumentou.

 

O Índice

 

O IGDI reflete a percepção do empresário em relação ao desempenho apresentado pela atividade industrial. “Na elaboração, foram selecionadas cinco variáveis – emprego, investimento, produção industrial, utilização da capacidade instalada e confiança – e todas com peso de 20% na composição do Índice”, detalhou o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems.

 

No caso do emprego na indústria, o IGDI utiliza o percentual de estabelecimentos que aumentaram o número de empregados, enquanto na parte de investimento o Índice leva em consideração a intenção de investimentos para os próximos seis meses. Já da produção é usado o percentual de indústrias com a produção estável ou crescente, da utilização da capacidade instalada se pega o percentual médio e da confiança a base é o ICEI (Índice de Confiança do Empresário Industrial).

 

O IGDI Fiems contou com a avaliação, validação e auxílio técnico do professor-doutor Leandro Sauer, da Escola de Administração e Negócios e do Programa de Pós-Graduação em Administração (Mestrado e Doutorado) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (ESAN/UFMS). “O professor é matemático com atuação na utilização de métodos quantitativos em economia e tem comprovada experiência na elaboração e uso de indicadores sintéticos”, reforçou o economista.

Governo do Estado vai moldar suinocultura em regras similares ao Precoce MS

O Estado vem desenvolvendo para fomentar o setor produtivo da suinocultura em Mato Grosso do Sul, e, assim, o Governo deve publicar um decreto que vai enquadrar a criação de porcos dentro do desenvolvimento sustentável, com regras similares o rito de outras produções sul-mato-grossenses que já comungam nesta linha, como a do programa Precoce MS.

 

Esta ação do Governo foi um dos atrativos que o Estado levou para mesa de negociação com potenciais investidores, no último Salão Internacional de avicultura e Suinocultura (Siavs), na última semana de agosto, em São Paulo.

 

O resultado desta conta: R$ 600 milhões de investimentos para a cadeira produtiva. Neste segundo semestre uma esmagadora de milho e um frigorífico devem começar a depositar seus empreendimentos em solo sul-mato-grossense.

 

“O desafio do campo hoje é trabalhar de forma limpa e sustentável, e é justamente nesta linha que os programas do Governo do Estado vem atuando. Nós queremos trabalhar de forma sustentável e levar isso cada vez mais para larga escala, de forma que a gente consiga atingir a expansão destes nichos de mercado”, explicou o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck.

 

A pretensão também é romper as fronteiras e abastecer o mercado internacional com itens dentro do escopo da sustentabilidade e orgânicos. “Você tem um consumidor para produtos sustentáveis, um consumidor para produtos orgânico que está disposto a pagar a diferença e você também tem um consumidor para produtos de qualidade”, pontuou.

 

Governador Reinaldo Azambuja defendeu o agronegócio sustentável na solenidade de abertura do Siavs

 

Um dos mercados visados pelo Governo é o asiático que tem índices de crescimento de 4% ao ano; considerando a média dos países como Índia, Indonésia, países árabes e a gigante China.

 

Modelo

 

O Estado já tem alguns mecanismos que funcionam muito bem e já conquistaram este mercado, sendo hoje, especificamente no caso de carne bovina, considerada a de melhor qualidade deste produto. Esta aptidão está relacionada diretamente aos programas de sustentabilidade e produção de forma limpa que o Estado aplicou.

 

O programa Precoce MS visa gerar melhoria de produtividade e qualidade da carne com níveis de acabamento de carcaça adequado, num abate do animal mais novo que permite alcançar esse selo de produto Premium.

 

O regramento ampliou qualidade e abate

A regra é para todo o produtor que queira participar de qualquer programa de incentivo do Governo do ele tem que seguir o rito das boas práticas definidas pela Embrapa, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

 

Existe uma remuneração adicional por animal para o produtor. Esse sistema é totalmente controlado desde o lote até o abate no frigorífico. O objetivo destes programas é aumentar o número de animais inseridos neste modelo. “Hoje o produtor consegue conciliar produção e sustentabilidade, graças aos investimentos em ciência e tecnologia, gerando bons resultados e desmistificando a questão de que a produção causa danos ambientais”, defende o governador Reinaldo Azambuja.

 

Além da sustentabilidade, os padrões exigidos nestes planos do Governo garantem mais qualidade no produto e gera trabalho e renda para Mato Grosso do Sul, já que é quesito que a desossa seja feita aqui. “Não abrimos mão desta regra porque queremos também fomentar emprego para a população do Estado”, expilou Verruck.

Dois brasileiros estão na disputa do título da Fifa de melhor goleiro do mundo

Os goleiros brasileiros Alisson Becker (foto), do clube inglês Liverpool, e Ederson, do também inglês Manchester City, estão na disputa pelo título de melhor goleiro do mundo deste ano, no prêmio da Federação Internacional de Futebol (Fifa). Além deles, está na disputa o alemão Marc-André ter Stegen, que atua no time espanhol Barcelona.

 

Eles não são os únicos brasileiros a disputar o prêmio da Fifa. Uma brasileira, Silvia Grecco, concorre ao prêmio de torcedores, por descrever os jogos do Palmeiras para seu filho, que é cego. Ela disputa com o uruguaio Justo Sánchez, que não perde um jogo do time rival em memória ao seu filho falecido e os torcedores holandeses, por sua atuação na Copa do Mundo feminina da França.

 

Entre os jogadores de linha, no entanto, nenhum brasileiro. O português Cristiano Ronaldo e o argentino Lionel Messi disputam o título com o holandês Virgil van Dijk. Entre as mulheres, as finalistas são a inglesa Lucy Bronze e as norte-americanas Alex Morgan e Megan Rapinoe. As goleiras que disputam o título são a chilena Christiane Endler, a sueca Hedvig Lindahl e a holandesa Sari van Veenendaal.

 

Há ainda prêmios para melhores técnicos homens (o espanhol Pep Guardiola, o alemão Jürgen Klopp e o argentino Mauricio Pochettino) e mulheres (a norte-americana Jill Ellis, a inglesa Phil Neville e a holandesa Sarina Wiegman).

 

O prêmio Puskás, que premia o gol mais bonito do ano, tem como finalistas Messi, o colombiano Juan Fernando Quintero e o húngaro Dániel Zsóri. Os vencedores serão anunciados em uma cerimônia no Teatro alla Scala, em Milão (Itália), no próximo dia 23.

 

Foto: Agência Brasil

Foto: CBF