Brasil recebe autorização para exportar produtos lácteos para o Egito, anuncia o Mapa; pedido estava pendente desde 2016

As autoridades egípcias aprovaram o Certificado Sanitário Internacional (CSI) que respalda as exportações brasileiras de leite e produtos lácteos. Com isso, o Brasil estará, a partir do mês que vem, pronto para exportar esses produtos para o Egito. De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o pedido de aprovação estava pendente desde 2016.

 

O anúncio foi feito hoje (14) pela ministra da pasta, Tereza Cristina, que está no Cairo, capital egípcia, em missão oficial, acompanhada de empresários brasileiros.

 

“O Brasil está pronto para a exportação de produtos lácteos, leite em pó, queijos, para Egito. Essa eu acho que é uma grande notícia que nós esperávamos. Foram muito rápidas as negociações e, a partir do mês que vem, o Brasil está pronto para exportar produtos lácteos”, diz a ministra em vídeo divulgado pelo Twitter.

 

A ministra está em viagem ao Oriente Médio desde o dia 11. A missão, que tem como objetivo fortalecer a parceria comercial e a abertura de mercado para os produtos agropecuários brasileiros, segue até o dia 23.

 

Serão visitados quatro países: Egito, Arábia Saudita, Kuwait e os Emirados Árabes Unidos.

 

De acordo com o ministério, em 2018 as exportações agropecuárias para 55 países árabes somaram US$ 16,13 bilhões, o que representa 19% do total das vendas externas do agronegócio brasileiro.

 

Bolsonaro

 

O presidente Jair Bolsonaro comentou, no Twitter, a decisão do Egito de abrir o mercado o setor lácteo brasileiro. “Após abertura do mercado de carne para Indonésia e a ampliação de vendas para China, agora mais uma boa notícia para a economia brasileira: Egito abre mercado de lácteos para o Brasil!”, afirmou.

 

 

Fonte: Agênia Brasil

Presidente Bolsonaro tem melhora clínica progressiva e continua com dieta líquida

O presidente Jair Bolsonaro continua hoje (14) recebendo dieta líquida, complementada pela alimentação endovenosa (pelas veias). Segundo o boletim médico divulgado neste sábado pelo Hospital Vila Nova Star, ele apresentou “melhora clínica progressiva” e não teve dor ou febre. As visitas ainda estão restritas.

 

Recuperação lenta

 

De acordo com o cirurgião Antônio Luiz Macedo, responsável pelo procedimento ao qual Bolsonaro foi submetido no domingo passado (8), o presidente tem como característica a demora para retomar as funções intestinais. O médico explicou que no processo de recuperação das duas outras vezes em que o operou, em setembro de 2018 e em janeiro deste ano, o intestino de Bolsonaro só voltou a funcionar em um processo lento. “É sempre um retorno lento. Mas quando retorna, vai rápido”, enfatizou ao comentar o estado de saúde do presidente.

 

Essa característica também está presente neste pós-operatório, segundo Macedo, apesar das condições favoráveis para a recuperação. “Ele está evoluindo bem, mas existe certa dificuldade no retorno intestinal”, acrescentou.

 

O presidente chegou a receber dieta líquida a partir de segunda-feira (9), um dia após a cirurgia para a correção de uma hérnia no abdômen, em consequência das outras cirurgias que fez após a facada recebida em setembro do ano passado, durante a campanha eleitoral. A alimentação oral, no entanto, foi suspensa na quarta-feira (11).

 

Foi introduzida ainda uma sonda nasogástrica para retirar o excesso de gás e líquido. O equipamento foi retirado na manhã de sexta-feira (13), quando também foi retomada gradualmente a ingestão de líquidos.

 

Com o atraso na recuperação, na quinta-feira (12) foi estendido o prazo de afastamento de Bolsonaro da Presidência por quatro dias, por decisão da equipe médica. O vice-presidente, Hamilton Mourão, segue no exercício da Presidência por este novo período.

 

A partir de hoje, Bolsonaro pode receber, de acordo com o médico, alimentos líquidos sem restrição. Macedo disse, entretanto, que vai aguardar o melhor momento para passar a uma dieta cremosa, com alimentos um pouco mais consistentes, evitando sobrecarregar o intestino.

 

Esta é a quarta cirurgia a que o presidente se submete desde o ataque sofrido em setembro do ano passado.

 

Fonte: Agência Brasil

Incêndios atingem mais de 6 mil hectares na Chapada dos Guimarães, no MT

Incêndios atingem 6.180 hectares do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães (MT), de acordo com estimativa divulgada hoje (14) pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). A estimativa foi feita com base nos focos de calor. O parque segue fechado para visitação por período indeterminado.

 

Os incêndios, que começaram a ser registrados a partir do dia 15 de julho, atingem, também, nas imediações do Parque Nacional, 45 mil hectares. Segundo o ICMBio, as ocorrências atendidas somam 22.

 

No parque, segundo o instituto, o fogo está controlado. O local deverá permanecer fechado até o início do período de chuva por questões de segurança e para a recuperação do meio ambiente.

 

O Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, localizado próximo a Cuiabá, em Mato Grosso, tem uma área de 32.769,55 hectares, tendo o cerrado como vegetação predominante.

 

Peritos norte-americanos

 

Hoje (14), peritos da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid) chegam na Chapada dos Guimarães. Eles também vão ao Parque Indígena do Xingu, em Mato Grosso, também atingido pelo fogo.

 

De acordo com o Ministério da Defesa, eles trabalharão em parceria com os funcionários do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do ICMBio, a fim de investigar as causas e origens dos incêndios florestais.

 

“É um tipo de investigação bem específica para saber se os incêndios começaram ilegalmente ou se houve somente uma queimada promovida pelos agricultores. A parceria entre a Usaid e o governo do Brasil começou em 1998, com o intuito de melhorar o processo de combate aos incêndios e prevenir os riscos”, afirmou o diretor da Usaid, Ted Gehr, em nota divulgada pelo ministério.

 

Os peritos deverão começar a atuar em campo a partir de amanhã (15), de acordo com o ICMBio.

 

Fonte: Agência Brasil

 

Meteorologia: seca deve se manter por mais dias e requer cuidados

O período de seca que acomete a região central do Brasil não tem previsão para amenizar, segundo o Instituo Nacional de Meteorologia (Inmet). Há dois dias, na quinta-feira (12), a Defesa Civil do Distrito Federal declarou estado de emergência na capital, pela segunda vez, após dois dias consecutivos de umidade relativa abaixo do limite, fixado em 12%.

 

A estimativa do Inmet é de que a temperatura baixe para a casa dos 30 graus Celsius (ºC) no fim-de-semana, em Brasília, mas continue alta na próxima semana. As máximas devem atingir 31ºC na segunda-feira (16) e 32ºC na terça-feira (17). Já a umidade não deve ter elevação significativa mas deve sair da casa dos 10% e chegar a cerca de 20%.

 

Seca em Brasília
A Defesa Civil declarou estado de emergência na capital por duas vezes nos últimos dias – Marcelo Camargo/Agência Brasil

 

Conforme o meteorologista do Instituto Olívio Bahia, normalmente as primeiras gotas caem no DF em setembro, mas o mês vem sido marcado por altas temperaturas e forte seca. Ele acrescenta que os estudos de projeção das mudanças no clima realizados pela entidade ainda não indicaram a chegada da chuva.

 

À Agência Brasil, o técnico não arriscou uma previsão, recorrendo ao histórico de comportamento do clima na região. “A gente está imaginando que a massa [de ar seco] vá perder força. Historicamente chuvas são mais frequentes a partir da segunda quinzena de outubro”, afirmou.

 

Segundo Bahia, o calor e a seca deste ano não se devem a nenhum fator específico. Eles seriam resultado do que chama de “variabilidade anual”. O que já é uma massa de ar seco mais intensa na região central – que abrange Distrito Federal, Goiás, Tocantins, Centro-leste do Mato Grosso, Nordeste do Mato Grosso do Sul, Norte e Oeste de São Paulo e Centro-oeste da Bahia – está se prolongando e deve se manter por mais dias.

 

“Estava chovendo no hemisfério Sul e passa a chover no Norte neste período. O padrão de vento não traz umidade, e aí fica seco. É comum termos temperaturas elevadas no Brasil neste período, quando o sol está baixando no movimento aparente. O sol vem do hemisfério Norte, a gente tem muita radiação solar chegando e não tem nuvem, que serve como filtro”, explica o meteorologista do Inmet.

 

Esse fenômeno, entretanto, se manifesta de forma diferente em regiões e biomas distintos. Embora os dois sejam secos, Cerrado e Caatinga têm aspectos próprios, a exemplo da vegetação ou até mesmo da disponibilidade, bem menor no sertão do Nordeste. Olívio Bahia comenta que muitas vezes há confusão de também comparar as secas com outros locais do mundo, como o deserto, quando são situações bastante diferentes.

 

Impactos

 

Esse clima pode ter impactos importantes na saúde. A Organização Mundial da Saúde (OMS) fixa como mínimo razoável o índice de 30% de umidade. A seca pode gerar baixa da pressão arterial, com sensação de cansaço.

 

Mas para o pneumologista e membro da Sociedade Brasileira de Pneumonia e Tisiologia (SBPT), Carlos Viegas, a maior preocupação deve ser com as doenças respiratórias. “Rinite, sinusite, pneumonia e outras enfermidades decorrentes do processo inflamatório nas vias aéreas são comuns. Além deste ar muito seco, temos presença de fumaça o que possibilita desenvolvimento de problemas alérgicos respiratórios”, ressalta Viegas.

 

Cuidados

 

Uma sugestão do médico para que as pessoas verifiquem se estão com a hidratação adequada é a observação da urina. Quanto mais próxima a coloração estiver da água, mais hidratada uma pessoa está. Já se a cor da urina estiver próxima de amarelada forte é importante reforçar o consumo de água ao longo do dia. A sugestão é beber, pelo menos, 3 litros de água por dia.

 

Segundo o subsecretário da Subsecretaria da Defesa Civil do DF, Coronel Sérgio Bezerra, para quem não costuma tomar muita água é adequado aumentar o consumo gradativamente. Ele sugere não esperar o corpo demandar, mas procurar beber um copo por hora.

 

Mas o cuidado com o excesso também é importante. “Não precisa exagerar. Quem bebe muita água pode ter baixa de pressão”, alerta o subsecretário da Defesa Civil do DF.

 

Além disso, é importante evitar atividades físicas entre 11h e 16h e se proteger do sol, evitando ficar em ambiente aberto durante muito tempo e sempre lembrando de passar o protetor. Em momentos de baixa umidade, o uso do umidificador também é recomendável.

 

Fonte: Agência Brasil

Al Quaeda: Casa Branca confirma morte de filho do terrorista Bin Laden

A Casa Branca anunciou que o filho de Osama Bin Laden, Hazma, e militante da Al Qaeda, foi morto numa operação de antiterrorismo. Um comunicado americano confirmou que a operação deu-se na região entre Afeganistão e o Paquistão.

 

Sem detalhar quando começou a operação, Donald Trump confirmou a morte do filho de Osama Bin Laden, considerado um dos principais líderes do grupo terrorista.

 

“A morte de Hamza Bin Laden não apenas priva a Al-Qaeda de importantes habilidades e conexão simbólica com o seu pai, como prejudica importantes atividades operacionais do grupo”, diz o comunicado da Casa Branca.

 

Os Estados Unidos acreditam que Hamza tinha por volta de 30 anos e era uma das figuras que estava ao lado do seu pai quando ocorreram os ataques de 11 de Setembro de 2001, contras as torres do World Trade Center e o Pentágono, uma data relembrada na última semana por ocasião do 18º aniversário dos ataques.

 

Hamza Bin Laden foi considerado um terrorista pelas autoridades norte-americanas depois de o mesmo ter reivindicado atos terroristas em várias capitais ocidentais.

 

O papel de maior relevo na Al Qaeda levou os Estados Unidos a fazerem uma procura mais intensa pelo paradeiro de Hamza, dando uma recompensa por alguma informação que levasse à sua localização ou captura.

 

A morte Hamza Bin Laden foi noticiada no fim do mês de julho, mas só agora o executivo norte-americano confirma o sucedido.

 

Fonte: Agência Brasil

Mato Grosso do Sul está entre os 16 estados que apresenta surto ativo de sarampo, segundo o Ministério da Saúde

O Brasil registrou 3.339 casos confirmados de sarampo em 16 estados, nos últimos 90 dias, segundo balanço divulgado ont (13)  pelo Ministério da Saúde. Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul passaram a fazer parte da lista de estados com surto ativo. O último boletim aponta que são 24.011 casos suspeitos no país, sendo que 17.713 (73,8%) estão em investigação e 2.957 (12,3%) foram descartados. Neste ano, foram confirmados quatro mortes por Sarampo. Três em crianças com menos de 1 ano de idade e um homem de 42 anos. Nenhum dos quatro haviam sido vacinados.

 

São Paulo segue como o estado com a maior parte dos casos confirmados, 97, 5% (3.254), seguido do Rio de Janeiro (18), Pernambuco (13), Minas Gerais (13), Santa Catarina (12), Paraná (7), Rio Grande do Sul (7), Maranhão (3), Goiás (3), Distrito Federal (3), Mato Grosso do Sul (1), Espírito Santo (1), Piauí (1), Rio Grande do Norte (1), Bahia (1) e Sergipe (1).

 

Segundo o ministério, as crianças são as mais suscetíveis às complicações e óbitos por sarampo, uma vez que a incidência de casos em menores de 1 ano é 9 vezes maior em relação à população em geral. A segunda faixa etária mais atingida é de 1 a 4 anos.

 

O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson Oliveira, diz que é importante vacinar crianças menores de 5 anos porque apresentam maior risco de desenvolver complicações, como cegueira, encefalite, diarreia grave, infecções no ouvido, pneumonias e óbitos.

 

O Ministério da Saúde enviou neste ano 19,4 milhões de doses da vacina tríplice viral, que protege contra o sarampo, caxumba e rubéola. A tríplice viral está disponível em todos os mais de 36 mil postos de vacinação em todo o Brasil.

 

A Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo vai ocorrer de 7 a 25 de outubro e o público-alvo são crianças de 6 meses a menores de 5 anos. O dia D – dia de mobilização nacional – vai ser em 19 de outubro. Já a segunda etapa, de 18 a 30 de novembro, o foco é a população de 20 a 29 anos. O dia D ocorrerá em 30 de novembro.

 

Fonte: Agência Brasil

Governo Presente: infraestrutura, saúde e educação são as demandas dos prefeitos

Durante os dois dias da primeira edição do Governo Presente, prefeitos levaram demandas de investimentos para as mais diversas áreas, principalmente infraestrutura, educação e saúde. Em entrevista coletiva, ontem (13.9), o governador Reinaldo Azambuja garantiu que muitos pedidos serão atendidos.

 

“Existem demandas de todo tamanho e as prioridades que são elencadas, algumas já são prioridades do governo. Temos muitas questões que estão sendo feitas, na área de saneamento, obras que já íamos iniciar, recuperação de vias públicas. Um exemplo: em Três Lagoas o prefeito Ângelo Guerreiro pactuou de fazermos juntos drenagem e pavimentação de dois bairros e fazer o acesso ao Hospital Regional. [O acesso] é uma prioridade de Três Lagoas e do Governo porque nós vamos entregar o hospital e o acesso lateral para que não tenha o risco de as pessoas transitarem pela BR”, disse Reinaldo Azambuja.

 

O governador afirmou ainda que as solicitações dos prefeitos demonstram que existe uma sintonia entre o que pensam o cidadão, as lideranças municipais e os representantes do governo estadual. Na área de educação, o governador Reinaldo Azambuja contou que todas as escolas estaduais serão reformadas, o que também é uma demanda dos prefeitos. “Temos 364 escolas estaduais em todos os municípios. Já reformamos 176 nos primeiros quatro anos de mandato. E a prioridade do Governo é reformar todas elas. Pode ter certeza: todas as escolas de Três Lagoas e do Estado passarão por reformas para melhorarmos a qualidade para os alunos e para os colaboradores”, disse.

 

Reinaldo Azambuja explicou que o Governo Presente irá percorrer todas as regiões, levando toda a estrutura de governo, com os secretários estaduais, e atendendo representantes dos 79 municípios sul-mato-grossenses. A próxima edição será em Rio Verde, nos dias 19 e 20 de setembro, quando serão atendidos 13 municípios: Rio Verde, São Gabriel do Oeste, Sonora, Rochedo, Coxim, Pedro Gomes, Camapuã, Bandeirantes, Alcinópolis, Costa Rica, Corguinho, Jaraguari e Rio Negro.

 

Os prefeitos aprovaram a iniciativa. Para Ronaldo Miziara, de Paranaíba, a proposta facilita a gestão dos prefeitos e aproxima a administração estadual das demandas da população. “Isso é muito importante porque tira aquele papo do prefeito ir para a Capital, onde tem uma estrutura muito grande e fica mais difícil. Hoje nós conseguimos corpo a corpo, junto com o governador, na presença de todos os seus secretários e deputados da região. Isso foi muito importante e é gratificante, não só para o prefeito, mas para os vereadores, para toda a população do interior do Estado”, disse.

 

José Fernando Barbosa dos Santos, prefeito de Selvíria, também destacou o fato de não precisar se deslocar para Campo Grande para levar as reivindicações que irão atender à população. “Não precisamos ir até a Capital. O Governo veio até nós”, resumiu. O prefeito de Brasilândia, Antônio de Pádua Thiago, também ressaltou a importância desse novo canal de diálogo. “Quero parabenizar o governador por essa iniciativa. Eu sei que quanto gestor a gente ao consegue estar em todos os lugares. E estar aqui é importante para ouvir a população através de seus representantes, que são os vereadores e prefeitos”.

Bombeiros reforçam efetivo no combate às queimadas no Pantanal e Cerrado

O Corpo de Bombeiros reforçou seu efetivo e viaturas no combate aos focos de calor no Pantanal e Serra da Bodoquena, centralizando em Aquidauana a base de operações, e o Governo do Estado aguarda a confirmação do pedido de apoio de aeronaves e brigadistas solicitado pelo governador Reinaldo Azambuja aos governos federal e de Brasília, por meio do Cenad (Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres).

 

Conforme informações da Defesa Civil do Estado e do Corpo de Bombeiros, a situação climática em Mato Grosso do Sul continua crítica e propensa a propagação do fogo, devido a prolongada estiagem, ondas de calor acima da média e baixa umidade relativa do ar. Último levantamento de focos, divulgado pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), aponta 1,5 milhão de hectares queimados no Estado, grande parte no Pantanal.

 

Chuva

 

A coordenadora do Centro de Monitoramento do Tempo e Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec), Franciane Rodrigues, informou durante a reunião da Sala de Situação Integrada, realizada nesta sexta-feira, que há possibilidades de chuvas em todo o Estado entre os dias 25 a 27 de setembro, com o tempo se mantendo instável até o dia 29. As precipitações devem ocorrer com maior intensidade na região Centro-Sul, com um acumulado de 60 milímetros.

 

Reunião da Sala de Situação Integrada, entre Defesa Civil, Bombeiros e Cemtec. Foto: Saul Schramm

 

“As temperaturas elevadas e os ventos fortes tem contribuindo para a propagação do fogo”, afirmou o tenente-coronel Valdenir Moreira, chefe do Centro de Proteção Ambiental do Corpo de Bombeiros do Estado. Ele sobrevoou as regiões atingidas pelo fogo – Aquidauana, Miranda, Bonito, Porto Murtinho e Corumbá -, no início da semana, e relatou as dificuldades de combate aos focos no Pantanal devido as dificuldades de acesso por terra.

 

Ocorrências

 

Moreira informou também que o Corpo de Bombeiros está empregando 256 homens/dia no combate aos focos de calor e mais 12 brigadistas especializados e três viaturas estão se deslocando para a base operacional de Aquidauana. O efetivo está auxiliando o PrevFogo do Ibama e atuando em outras regiões do Estado. Nos últimos 40 dias, a corporação atendeu a 1.872 ocorrências de incêndios – média de 48 por dia em agosto e 32 em setembro.

Pesquisa contribui para novo método de dimensionamento de pavimentos no Brasil

Como parte dos projetos de pesquisa para recalibrar o novo método de dimensionamento de pavimentos (MeDiNa – Método de Dimensionamento Nacional), o Laboratório de Mecânica dos Solos da Faculdade de Engenharias, Arquitetura e Urbanismo e Geografia (Faeng) realizou coleta de materiais em Mato Grosso do Sul e inicia estudos a partir de acordo de Cooperação Técnica com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT-SR/MS) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (COPPE/UFRJ).

 

Os resultados da pesquisa serão utilizados pela Petrobras, por meio da Rede de Tecnologia em Asfalto, responsável por recalibrar o novo método de dimensionamento de pavimentos no Brasil.

 

Inserida nesta Rede, a Universidade Federal de Mato Grosso doSul (UFMS)desenvolve com a UFRJ um plano interlaboratorial (PIL) para estudos de diferentes misturas granulares e misturas asfálticas das camadas do pavimento na região.

 

“Duas toneladas de solo e agregados, além de ligante asfáltico e pó de pedra estão sendo enviados para a UFRJ. Iremos realizar os estudos na UFMS também para depois termos parâmetros de comparação”, explica o professor da Faeng Daniel Anijar de Matos, coordenador da pesquisa.

 

O país inteiro estará fornecendo os dados para a Petrobras para que a partir de um sistema de calibração venha a surgir um novo método de dimensionamento tipicamente nacional, que irá mudar totalmente, segundo o professor, a concepção do projeto de engenharia de pavimento no Brasil.

 

Com a nova calibração, o pavimento no Brasil, que é constituído de diversas camadas – revestimento asfáltico, base, sub-base, e subleito, que é o terreno natural – com espessuras diferenciadas dimensionadas por certos fatores, sendo uma adaptação do modelo americano, passará a ter outros parâmetros e ensaios.

 

Para a pesquisa foram selecionados dois trechos experimentais (com extensão de aproximadamente 500 m cada) com previsão de execução em 2020 na BR-419/MS, considerado importante polo econômico em Mato Grosso do Sul.

 

A BR-419/MS é um sub-trecho entre os municípios de Rio Verde de Mato Grosso e Anastácio, com extensão total de 224 quilômetros. A obra foi particionada em quatro lotes.

 

“O estudo foi realizado no Lote 1, segmento entre a BR-163/MS e entroncamento com a Com MS-080 (Rio Negro). Dentre os quatro lotes, este é o que se encontra com as obras mais avançadas. A BR 419/MS é um importante polo de desenvolvimento econômico, pois liga a BR-262/MS, na região de Aquidauana – a 135 km de Campo Grande – com o norte do Estado, e tende a ser uma das rodovias canalizadoras para o corredor bioceânico”, afirma o professor.

 

Na pavimentação, os pesquisadores pretendem utilizar novas tecnologias, como asfalto-borracha, por exemplo. Após a aplicação dos experimentos, serão retiradas amostras para fazer ensaios e acompanhar o desenvolvimento do pavimento ao longo do tempo. No primeiro ano, o asfalto será monitorado mensalmente e depois anualmente até completar cinco anos. “Essa análise nunca foi realizada no Estado”, completa Daniel.

 

O pavimento flexível existente nas rodovias deveria durar em torno de cinco anos sem manutenção, mas durante esse período é preciso que seja realizado frequentemente o acompanhamento de algumas patologias, como trincas e fissuras que se não controladas de início dão vida aos buracos.

 

No Brasil, o modo rodoviário é responsável por cerca de 60% da movimentação de cargas e 95% da de passageiros.

 

Campo Grande

 

No último mês de agosto foi lançado o primeiro módulo do Manual de Manutenção de Pavimentos, resultado do convênio entre a UFMS, a Fundação de Apoio à Pesquisa, ao Ensino e à Cultura (Fapec) e a Prefeitura Municipal de Campo Grande.

 

O objetivo do manual é padronizar e normatizar as questões relacionadas à malha asfáltica da cidade, criando um padrão de qualidade nos serviços realizados.

 

“Um dos preceitos iniciais da Prefeitura era essa questão de não conseguir padronizar os procedimentos executivos e de materiais de manutenção de pavimentos, então nós realizamos esse manual com o objetivo de consolidar um modelo para que, em futuras licitações da Prefeitura, as empreiteiras possam seguir. Serão vários fatores que elas vão ter que seguir e tem sugestões também, mas sempre amparado por normativas, para que a gente possa deixar o pavimento com maior qualidade e durabilidade”, explica o professor Daniel.

 

Segundo o secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, Rudi Fiorese, este tipo de convênio é benéfico por juntar os conhecimentos e experiências dos pesquisadores da Universidade com os conhecimentos e experiências dos profissionais da Prefeitura.

 

“Queremos melhorar o serviço que estamos fazendo, desde o controle da qualidade da massa asfáltica utilizada aos reparos que são feitos, o recapeamento, a execução da pavimentação nova… E com esse conhecimento da Universidade, podemos produzir normas e manuais que orientem a todos fazerem cada vez mais um produto de melhor qualidade”, afirma.

 

Segundo o professor Daniel, este é o primeiro passo, pois haverá também um manual que normatizará os materiais usados na pavimentação da capital.