Cerca de 6% dos cursos avaliados no Enade 2018 tiraram nota máxima

Em 2018, 492 cursos superiores tiraram a nota máxima no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), de acordo com dados divulgados hoje (4) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Esses cursos correspondem a cerca de 5,8% do total de 8.520 que tiveram o desempenho divulgado.

 

A maior parte desses cursos é ofertada por instituições públicas federais, 199, seguida por instituições privadas sem fins lucrativos, que ofertam 123; privadas com fins lucrativos, que ofertam 117; públicas estaduais, 52; e um deles é ofertado por instituição pública municipal. Ao todo, foram avaliados nesses cursos 25,2 mil estudantes.

 

Os resultados são referentes ao Conceito Enade, indicador calculado com base no desempenho dos estudantes no Enade 2018.

 

O Enade é um exame feito por estudantes – ao final dos cursos de graduação – para avaliar conhecimentos, competências e habilidades desenvolvidas ao longo do curso. Levando em consideração o desempenho dos estudantes nas provas, os cursos são classificados seguindo uma escala de 1 a 5.

 

O conceito 3 reúne a maior parte dos cursos. Aqueles que tiveram um desempenho menor que a maioria recebem conceitos 1 ou 2. Já os que tiveram desempenho superior à maioria recebem 4 ou 5. De acordo com os resultados divulgados, 1.689 cursos obtiveram conceito 4 e 3.830 obtiveram conceito 3.

 

Abaixo da média

 

Na outra ponta, mais de um quarto dos cursos avaliados no Enade do ano passado obtiveram desempenho “abaixo da média” na avaliação – ao todo, 2.509, ou seja, cerca de 29% obtiveram conceitos 1 e 2.

 

A maior parte desses cursos, 1.397, é ofertada por instituições privadas de ensino superior com fins lucrativos; 864 são ofertados por instituições privadas sem fins lucrativos; 76 por instituições públicas federais; 90 por públicas estaduais; 73 por públicas municipais; e 9 por instituições especiais.

 

Ao todo, 149.209 estudantes são atendidos por essas instituições de ensino. Eles representam um terço, 34%, dos 439.044 estudantes que participaram do Enade e tiveram notas divulgadas.

 

Direito e Administração

 

Em 2018, os cursos de administração e direito representam 48,5% do total de inscritos no Enade.

 

De acordo com o Inep, 23,8% dos cursos de administração avaliados obtiveram Conceito Enade 1 ou 2; 51% obtiveram conceito 3; 20,7%, conceito 4; e, 4,5%, conceito 5. Entre esses cursos, a média da nota geral dos estudantes no exame foi 38,4 de um total de 100 pontos.

 

Entre os cursos de direito, 36,7% obtiveram conceitos 1 ou 2; 43,4% obtiveram conceito 3; 13% conceito 4; e, 6,9%, conceito 5. A média da nota geral dos estudantes foi 41,3.

 

O Enade, para todas as áreas, é composto de 40 questões. Elas são divididas em formação geral, que abrange aspectos da formação profissional do estudante; e componente específico, elaborado para cada uma das áreas avaliadas. A parte específica corresponde a 75% da nota e a geral, a 25%.

 

Enade 2018

 

Em 2018, cerca de 462,2 mil estudantes de 10,6 mil cursos de aproximadamente 1,8 mil instituições de ensino participaram do Enade. Nem todos os cursos atenderam a todos os quesitos para o cálculo do Conceito Enade.

 

Foram avaliadas as seguintes áreas com cursos de bacharelado: administração; administração pública; ciências contábeis; ciências econômicas; comunicação social – jornalismo; comunicação social – publicidade e propaganda; design; direito; psicologia; relações internacionais; secretariado executivo; serviço social; teologia; e turismo.

 

Foram avaliados também os cursos superiores de tecnologia em comércio exterior; em design de interiores; design de moda; design gráfico; gastronomia; gestão comercial; gestão da qualidade; gestão de recursos humanos; gestão financeira; gestão pública; logística; marketing; e processos gerenciais.

 

Desempenho do estudante

 

No boletim do estudante, todos aqueles que fizeram o Enade no ano passado têm acesso às notas individuais, bem como às notas gerais por curso, por região, por unidade da Federação, por área de avaliação e a nota nacional, para comparação. O boletim é acessado pelo sistema Enade por meio de senha individual.

 

Fonte: Agência Brasil

Para Jair Bolsonaro, Justiça não deve validar mensagens obtidas ilegalmente

O presidente Jair Bolsonaro disse hoje (4) que as mensagens e gravações que vêm sendo divulgadas pelo The Intercept Brasil, trocadas entre autoridades do Ministério Público e do Judiciário por meio do aplicativo Telegram, não devem ter validade. Para o presidente, as mensagens foram obtidas de forma ilegal e, por isso, não podem ser incluídas em processos pela Justiça. As mensagens citadas pelo presidente vêm sendo divulgadas pelo The Intercept Brasil em parcria com outros veículos de imprensa.

 

“O que é criminoso é criminoso. Respeita a lei. Igual a quebra de sigilo. Se seguiu a lei, tudo bem. Não seguiu, está errado”, disse Bolsonaro nesta manhã ao deixar o Palácio do Alvorada.

 

A afirmação foi feita dois dias após conteúdos das matérias terem sido lidos pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, durante seu voto sobre a ordem das alegações finais, no julgamento do habeas corpus do ex-gerente da Petrobras Márcio de Almeida Ferreira.

 

O ex-gerente da estatal foi condenado, na Lava Jato, a 10 anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro.

 

Terras Indígenas

 

Perguntado sobre quando o governo apresentará o projeto que libera atividades econômicas em terras indígenas, Bolsonaro disse que a questão está sendo discutida no âmbito do Ministério de Minas e Energia, mas que deverá ser finalizada “em mais alguns dias”.

 

Disse também que a indicação de seu filho Eduardo Bolsonaro para a embaixada brasileira nos Estados Unidos ainda faz parte de seus planos, e que ela será feita “na hora certa”.

 

Fonte: Agência Brasil

Brasileiros elegem no domingo representantes de conselhos tutelares

No domingo (6), das 9h às 17h, serão realizadas eleições para escolha dos representantes dos conselhos tutelares em todo o país. Trinta mil conselheiros deverão ser eleitos para atuar em 5.956 conselhos em funcionamento em todo o território nacional.

 

A participação na escolha dos novos conselheiros não é obrigatória. No momento da votação, o cidadão deverá apresentar título de eleitor e documento de identidade original com foto, ou o aplicativo e-título, da Justiça Eleitoral. Podem votar eleitores cadastrados nos tribunais regionais eleitorais até 14 de junho deste ano.

 

O eleitor escolhe um representante para o Conselho Tutelar mais próximo de sua residência.

 

Informações sobre os locais de votação devem ser buscadas nas prefeituras, nas secretarias municipais que tratam dos direitos de crianças e adolescentes, na Justiça Eleitoral e nas próprias sedes dos conselhos.

 

Conselho Tutelar de Samambaia
Quase 6 mil conselhos tutelares estão em funcionamento no país – Arquivo/Agência Brasil

 

O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos dispõe de Cadastro Nacional de Conselhos Tutelares, com os respectivos endereços e contatos.

 

De acordo com nota do ministério, mais da metade dos conselhos estão em atividade nas regiões Nordeste (1.885 conselhos em 1.811 cidades) e Sudeste (1.830 conselhos em 1.668 municípios).

 

Na Região Sul funcionam 1.234 em 1.191 cidades. No Centro-Oeste, são 527 conselhos entre 466 municípios e 31 regiões administrativas do Distrito Federal. Na região Norte há 480 conselhos divididos em 420 municípios.

 

Conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), podem se candidatar aos conselhos tutelares pessoas residentes no município, que tenham 21 anos ou mais e que sejam de “reconhecida idoneidade moral”.

 

O ECA estabelece mais de uma dezena de atribuições aos conselhos tutelares, entre elas “representar contra a violação de direitos” de crianças e adolescentes.

 

A lei também diz que o processo para a escolha dos membros do Conselho Tutelar é “estabelecido em lei municipal e realizado sob a responsabilidade do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente e a fiscalização do Ministério Público”.

 

Quem for eleito neste domingo, tomará posse em janeiro de 2020 para um mandato de quatro anos. Pela primeira vez, serão permitidas a reeleição e a recondução de conselheiros.

 

Fonte: Agência Brasil

Micro e pequenas empresas têm saldo de 10,3 mil empregos e representam 60,52% das contratações em Mato Grosso do Sul

De janeiro a agosto de 2019, as micro e pequenas empresas instaladas em Mato Grosso do Sul acumulam um saldo positivo de 10.376 empregos. O resultado representa 60,52% dos 17.145 empregos formais gerados no Estado nos primeiros oito meses deste ano, de acordo com os dados do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged), do Ministério da Economia. O Dia Nacional da Micro e Pequena Empresa é celebrado neste domingo, 5 de outubro.

 

“O bom desempenho das micro e pequenas empresas na geração de empregos em Mato Grosso do Sul, representando mais de 60% das contratações deste ano demonstra a importância desse setor para a economia do Estado. São 3.218 empregos a mais em relação ao período de janeiro a agosto de 2018. O resultado do Caged sinaliza que as políticas de fomento a esse segmento, adotadas pelo governador Reinaldo Azambuja, em consonância com o governo federal, estão no caminho certo”, comenta o secretário Jaime Verruck, da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar).

 

“A nossa linha e atuação é tratar a micro e pequena empresa de uma forma diferente das grandes empresas, por quê porque ela é diferente. Ela tem uma estrutura de administração diferente, tem um papel diferente dentro da socide e é a grande responsável pela geração de empregos”, reforça Jaime Verruck.

 

As micro e pequenas empresas sul-mato-grossenses também se destacam nas contratações efetivadas junto ao FCO (Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste) de janeiro agosto de 2019. Das 2643 contrações realizadas junto ao Fundo no período, 2004 são de micro e pequenas empresas, sendo 1291 do segmento Empresarial e 713 do Rural. Em termos de volume de contratações, representa R$ 498 milhões, quase a metade dos R$ 1 bilhão contratados junto ao FCO, de janeiro a agosto deste ano.

 

“Essa pulverização dos recursos do FCO para micro e pequenas empresas e ampliação das atividades econômicas contempladas é uma das metas prioritárias do CEIF (Conselho Estadual de Investimentos Financiáveis pelo FCO) e uma política estratégica de desenvolvimento adotada pelo Governo do Estado. Esse resultado é fruto do nosso esforço em conjunto com as entidades integrantes do Conselho e o Banco do Brasil”, diz Verruck.

 

De acordo com a regulamentação do FCO, são enquadrados como Empreendedores Individuais, mini, micro e pequenos empresários as pessoas jurídicas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões. Empresas com faturamento de até R$ 16 milhões ao ano são enquadradas como pequenas e médias.

 

No âmbito do MEI (Micro Empreendedor Individual), até 30 de setembro deste ano o Portal do Empreendedor contabilizava 126.609 MEIs cadastrados e ativos em Mato Grosso do Sul. São 19.713 micro empreendedores a mais cadastrados no Estado, em relação ao mesmo período do ano passado.

 

Fomento à micro e pequena empresa é prioridade em MS

 

De acordo com o titular da Semagro o fomento às micro e pequenas empresas é prioridade. Uma das primeiras ações foi o Propeq (Programa Estadual de Apoio às Micro e Pequenas Empresas). “Nós implantamos o Propeq em 2015 por entendermos as micro e pequenas empresas como um importante sustentáculo da economia com grande impacto na geração de emprego e renda, o que justifica um tratamento diferenciado”, lembra o titular da Semagro.

 

“Estamos alinhados com o governo federal, que sancionou a Lei da Liberdade Econômica. Essa nova legislação traz um escopo de ações que beneficiam diretamente o MEIs e as micro e pequenas empresas. No Governo do Estado já iniciamos uma análise para identificar as mudanças necessárias na legislação estadual para se adequar à Liberdade Econômica, lembrando que já nos antecipamos em diversos pontos, como na simplificação do licenciamento ambiental, alvará do Corpo de Bombeiros e já facilitamos a abertura de empresas com a Jucems Digital”, afirma.

 

Já o secretário-adjunto da Semagro, Ricardo Senna, destaca que as ações de fomento às micro e pequenas não estão centradas somente no âmbito urbano. “O fortalecimento da agricultura familiar enquanto um modelo de micro e pequeno negócio rural também é uma forte linha de atuação da Semagro. Nós oferecemos assistência técnica por meio da Agraer e desenvolvemos uma série de projetos para dar mais competitividade ao setor, como a entrega de máquinas e implementos agrícolas, a construção das centrais de comercialização, além do acesso ao crédito e regularização fundiária”, pontua Ricardo Senna.

 

“Importante lembrarmos que, no âmbito da ciência, tecnologia e inovação, também estimulamos os pequenos negócios, como as startups. Há poucas semanas encerramos as inscrições para o Programa Centelha MS e Mato Grosso do Sul se posicionou como um dos estados com maior adesão ao projeto do governo federal.  Foram 564 ideias inscritas, provenientes de 34 municípios do Estado”, acrescenta Ricardo Senna, que na quinta-feira (3), participou da abertura das ações do Sebrae-MS para celebrar o Dia da Micro e Pequena Empresa.

 

O Programa Centelha MS visa estimular a criação de empreendimentos inovadores e disseminar a cultura empreendedora no Brasil oferecendo capacitações e recursos financeiros. No Estado, o programa é coordenado pela Fundect (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, da Ciência e Tecnologia), órgão vinculado à Semagro.

 

Outra medida implementada pelo governo do Estado foi aumentar o teto do Simples Estadual, de R$ 2,52 milhões para R$ 3,6 milhões ao ano, equiparando ao Simples Nacional. O novo valor passou a vigorar a partir de janeiro de 2017, seguindo compromisso feito pelo governador Reinaldo Azambuja com a Fiems, Fecomércio-MS, Famasul e Faems, Sebrae, associações e sindicatos. “Criar um ambiente favorável e condições de competitividade para quem quer empreender e promover geração de renda, não importa o tamanho. Esse é um dos compromissos que assumimos e que estamos entregando para o nosso Estado”, finaliza Jaime Verruck.

Pesquisadores estudam lesão pulmonar causada por cigarro eletrônico

Pesquisadores nos Estados Unidos afirmam que danos nos pulmões de pessoas que sofrem de uma doença respiratória, possivelmente relacionada a cigarros eletrônicos, parecem aqueles provocados pela inalação de substâncias químicas tóxicas.

 

Os pesquisadores publicaram as descobertas esta semana no periódico New England Journal of Medicine.

 

Eles analisaram a biópsia de tecidos pulmonares de 17 pacientes, que teriam sofrido lesões nos pulmões devido ao uso de cigarros eletrônicos.

 

Todos os pacientes apresentavam danos em tecidos pulmonares similares aos causados pela inalação de substâncias tóxicas.

 

Os estudiosos acrescentaram que não conseguiram determinar uma causa específica por enquanto.

 

Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, até terça-feira, tinham sido registrados 1.080 casos de lesões pulmonares associadas a cigarros eletrônicos, e 18 mortes.

 

Alguns estados americanos proíbem a venda de cigarros eletrônicos com substâncias aromáticas. Medidas em outros países incluem a aprovação em setembro, na Índia, da proibição de venda, importação e produção de cigarros eletrônicos.

 

Fonte: Agência Brasil

Prefeitos do Pantanal, Sudoeste e Serra da Bodoquena querem conexão rodoviária

 Chegou ao fim nesta sexta-feira (4) a terceira etapa do programa Governo Presente, que leva a estrutura administrativa do Estado para atendimento de lideranças no interior de Mato Grosso do Sul. Nesta edição, realizada em Aquidauana com 16 municípios do Pantanal, Sudoeste e Serra da Bodoquena, as principais demandas apresentadas ao governador Reinaldo Azambuja foram na área da infraestrutura.

 

“É muito importante quando a gente dá essa atenção, ouve os municípios, elenca as prioridades e programa aquilo que o Estado vai poder executar em cada uma dessas cidades, em parceria. O principal pedido dessa região é a conexão de estradas, mas também temos outros. Um quer concluir hospital, outro recapeamento, alguns saneamento. Isso mostra a diversidade que existe”.

 

Entre as solicitações apresentadas nas áreas de integração e infraestrutura estão a restauração da rodovia que liga Anastácio a Bonito, passando pelo distrito Águas de Miranda; a recuperação da rodovia que conecta Bonito a Guia Lopes da Laguna; e demais conexões rodoviárias no Pantanal. “Muitos desses pedidos já estão no planejamento”, explicou o governador.

 

“Já estamos interligando o Pantanal da Nhecolândia ao Pantanal do Paiaguás e ao Pantanal do Nabileque. Essas regiões extensas eram praticamente impossíveis de visitar por rodovia e hoje têm estradas que não são pavimentadas, mas tiveram toda a implantação com condições aos hotéis fazendas, passeios turísticos e integração da região”, completou.

 

A pavimentação da BR-419, executada pelo Governo Federal, que sai de Aquidauana e chega até Rio Verde de Mato Grosso, foi outro pedido apresentado pelos prefeitos, pois margeia toda a Serra de Maracaju e é aspecto importante para o desenvolvimento do turismo. O governador reafirmou que já trabalha para que a União libere recursos e conclua a obra. Sobre Bonito, Reinaldo Azambuja destacou que a pavimentação da MS-382, da cidade até a Gruta do Lago Azul, está em fase de licitação.

 

A meta do governador de Mato Grosso do Sul é criar uma rota rodoviária estadual de 1.000 Km e integrar os municípios do Pantanal, desde as regiões Norte (Sonora, Coxim, Rio Verde e Rio Negro), Oeste (Aquidauana, Miranda e Corumbá) e Sul (Porto Murtinho), com conexão a Bodoquena, Bonito e Jardim, principais destinos de ecoturismo. Esse corredor de produção pecuária e ecologia deve ser concretizado neste mandato do governador.

 

Três edições e 43 cidades

 

Reinaldo Azambuja vem desde o mês passado colhendo demandas municipais dentro do Governo Presente. O objetivo é traçar investimentos futuros nas áreas de desenvolvimento, infraestrutura, educação, saúde e segurança.  Com o fim da terceira fase do programa, prefeitos, vereadores e demais lideranças de 43 cidades do Bolsão, Norte, Pantanal, Serra da Bodoquena e Sudoeste foram atendidos. Nas próximas semanas o Governo Presente reunirá municípios das regiões da Grande Dourados e de Naviraí.

 

UFMS coordena criação de Rede de Enfrentamento e Controle da Obesidade

Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel – 2018), do Ministério da Saúde, apontou aumento de 67,8% de obesidade no Brasil nos últimos treze anos, saindo de 11,8% em 2006 para 19,8% em 2018, com mais da metade da população (55,7%) apresentando excesso de peso.

 

Essa realidade alarmante levou o Ministério da Saúde a lançar, por meio de editais do CNPq, uma proposta nacional de Rede de Enfrentamento e Controle da Obesidade (Rede ECO-AB) no âmbito da Atenção Primária em Saúde (APS), porta de entrada dos usuários nos sistemas de saúde.

 

Em Mato Grosso do Sul, a Rede ECO-AB é coordenada pela UFMS, com a parceria de pesquisadores da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), Uniderp e Faculdade Campo Grande (FCG), reunindo 25 pesquisadores.

 

“Estamos começando o trabalho na Rede com o planejamento de dois cursos semipresenciais e pesquisa. Para os dois cursos já foram contratados os bolsistas e já temos a confirmação de participação de todos os 79 municípios do estado”, explica a professora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas, Alimentos e Nutrição (Facfan) Camila Medeiros da Silva Mazetti, coordenadora do projeto.

 

O primeiro curso será voltado a gestores em saúde e está relacionado à Política Nacional de Alimentação e Nutrição. Trará questões sobre o manejo da obesidade, desafios, como trabalhar a promoção e prevenção e não só a recuperação da saúde. O curso será focado nos coordenadores da APS e nos coordenadores da área técnica de alimentação e nutrição, com convite estendido aos secretários municipais de saúde.

 

Já o segundo curso contemplará as equipes multiprofissionais de atenção primária em saúde – os Núcleos Ampliados de Saúde da Família (NASF). “Vamos trabalhar as mesmas nuances de prevenção e promoção da saúde, que chamamos de tecnologia leve dentro do SUS, para tentar pelo menos barrar o crescimento da obesidade, dar alguma solução para o problema que já temos, integrando as 11 microrregiões (Aquidauana, Campo Grande, Coxim, Jardim, Naviraí, Nova Andradina, Ponta Porã, Paranaíba, Corumbá, Dourados e Três Lagoas) de saúde do estado”, expõe Camila.

 

A proposta é, por meio dos interlocutores, apresentar algumas ferramentas de autocuidado em saúde para o cidadão, informações que serão repassadas não somente por nutricionista, mas também médico, enfermeiro, assistente social, fisioterapeuta, entre outros profissionais que trabalham com a obesidade de alguma forma.

 

“São coisas simples como discutir temas sobre alimentação saudável, ter uma horta em casa com temperos para usar menos sal, trabalhar grupos terapêuticos, e não somente ambulatorialmente, para recuperação da obesidade, apresentar práticas integrativas e complementares (acupuntura, meditação, terapia floral), ensinar as pessoas a ler rótulos, a entender que alguns alimentos que se dizem saudáveis são ultraprocessados, com muito mais açúcar do que se imagina. Trabalhar mais comunitariamente e agregar saberes de vários profissionais de saúde no enfrentamento da obesidade, trazer esses profissionais para tentar uma nova estratégia, porque o que estamos tentando tem falhado, pois as prevalências de excesso de peso só tem aumentado”, completa a coordenadora.

 

Os cursos serão iniciados em 2020, sendo que o de gestor será realizado em Campo Grande, com 30 horas de ensino a distância e 10 horas presenciais, com dois encontros, um no início e outro ao final para troca de experiência e prática dinâmica em relação ao que foi aprendido.

 

As equipes multiprofissionais farão curso de 180 horas, com três encontros presenciais. Os pesquisadores irão às microrregiões de saúde do Estado.

 

“Como parte de tese de Doutorado, o projeto contempla ainda a análise focal estratégica, em que os profissionais de saúde e gestores irão identificar os desafios da obesidade dentro da APS e irão propor soluções. Será um relatório, um compromisso de cada microrregião sobre a sua realidade e o que se propõe a fazer”, afirma Camila.

 

Pretende-se fazer também um diagnóstico do sistema de vigilância alimentar e nutricional (SISVAN) no estado, de forma a identificar qual a cobertura, quem está preenchendo, qual a qualidade dos dados, se há resultados com a vigilância ou não, entre outras questões. Será montada ainda uma plataforma digital para disponibilizar materiais de apoio, aulas dos cursos, vídeos, material instrutivo, totalmente aberto à consulta.

 

“E como finalização desse projeto pensamos em realizar um congresso estadual de enfrentamento e controle da obesidade, em 2021, para que haja compartilhamento de como estão aplicando o que foi trabalhado nos cursos, mas aberto para toda a comunidade”. Por fim, será encaminhado relatório ao CNPq.

 

Obesidade

 

Além da pesquisa Vigitel, outros levantamentos nacionais e regionais também apontam para o crescimento da obesidade no Brasil.

 

“Vivemos um ambiente obesogênico, com publicidade de alimentos ultraprocessados, pouca acessibilidade a bons alimentos, rótulos que informam mal, criação de mitos sobre a alimentação pela mídia, muita inatividade física, mobilidade urbana ruim, o que força as pessoas a andarem de carro, falta de segurança pública, que faz as pessoas evitarem atividade à noite pelo risco de serem assaltadas, ou seja, são pequenos combos que fazem um ambiente alimentar não saudável. Existem vários determinantes da alimentação sendo desafiados”, afirma Camila.

 

De acordo com o relatório do Vigitel 2018, realizado nas capitais brasileiras, a estimativa é de que em Campo Grande 61% dos homens estejam com IMC de excesso de peso (acima de 25), assim como 56% das mulheres. A obesidade em si (IMC igual ou acima de 30) atinge 21% dos homens e 22% das mulheres na capital. “Esses números são assustadores. A obesidade é classificada como uma doença, já tem todo um aparato que pode vir junto, como diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares, doenças renais”, completa a coordenadora.

 

Nos percentuais de obesidade, as mulheres em Campo Grande ocupam a oitava colocação entre as capitais e os homens a quarta posição. De acordo com a pesquisadora, o Brasil já cresce mais rápido em obesidade do que os Estados Unidos, nação hoje mais obesa no mundo.

 

A obesidade infantil está mais assustadora ainda e a estimativa é de que até 2025 existam 11,3 milhões de crianças obesas no Brasil. Pesquisa de orçamento familiar do IBGE 2008-2009 apontou 33,5% das crianças menores de 10 anos com sobrepeso ou obesidade no país, ou seja, uma em cada três.

 

“A bolacha recheada está muito mais acessível do que a verdura. O saudável tem de cozinhar e as pessoas perderam essa habilidade culinária. Tem que chegar em casa lavar, conservar, picar. Uma série de estudos apontam que a obesidade está intimamente ligada ao consumo desses produtos processados e ultraprocessados, que ganham os consumidores pela comodidade e algumas vezes pelo preço”, diz.

 

Camila estabelece uma comparação da alimentação processada e ultraprocessada com o tabaco. “Quando 60% do Brasil fumava, todos sabiam que fazia mal para o pulmão, causava câncer, mas era uma sociedade muito condicionada. Quando se começou a regular o tabaco, ficou mais caro, colocaram aquelas fotos sobre as doenças e males do cigarro nas caixas e iniciou-se uma propaganda de massa muito pesada contra o hábito de fumar, essa realidade mudou. Hoje cerca de 10% dos brasileiros fumam. Caiu estrondosamente. Por isso, precisamos fazer isso com os alimentos ultraprocessados, taxação, restrição de publicidade, porque o consumidor ainda está despreparado em relação ao que realmente anda comendo”.

 

Para a pesquisadora, a obesidade é uma consequência da atual economia da sociedade, porque se ganha dinheiro engordando as pessoas indiretamente. “Se ganha na venda de produtos alimentícios processados e ultraprocessados. Com o adoecimento, se ganha vendendo saúde, diagnóstico, tratamento. As pessoas estão o tempo inteiro lutando contra a balança e muitas vezes ocorre a culpabilização do obeso pela falta de vontade, por preguiça, mas há todo esse ambiente obesogênico que favorece o ganho de peso”.

 

A obesidade chegou até mesmo a saúde indígena, onde há dualidades. Enquanto algumas aldeias enfrentam a desnutrição, outras estão sofrendo as consequências do excesso de peso.

“O brasileiro ainda tem uma identidade alimentar. Quando se fala em comida no Brasil se pensa em arroz com feijão, acarajé, feijoada, churrasco, em pratos típicos de cada região do país. Mas a previsão é de que em 2025 a comida de verdade no Brasil fique mais cara do que os ultraprocessados, como acontece em países como Estados Unidos e Inglaterra. O problema está virando uma bola em neve”, afirma.

 

É importante que as pessoas façam escolhas informadas. Até 5 de novembro está em discussão por consulta pública a nova proposta de rotulagem frontal. “Os rótulos são grandes armadilhas, com esses fit, light, zero, integral, diet, nomes em inglês, com porções diferentes que dificultam comparações. As pessoas pagam mais caro, mas não sabem para que servem”. A consulta pública está aperta a sociedade geral pelo site: http://portal.anvisa.gov.br/noticias/-/asset_publisher/FXrpx9qY7FbU/content/abertas-consultas-publicas-sobre-rotulagem-de-alimentos/219201 e existem tutoriais e instrutivos do Instituto de Defesa do Consumidor de como apoiar a iniciativa e fazer valer seu direito de saber.

 

 

Fonte: UFMS

Comércio de Campo Grande pode abrir dias 11 e 12; confira as condições

Conforme decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região, que julgou o Dissídio Trabalhista do Comércio de Campo Grande, as empresas do comércio da Capital estão autorizadas a abrir as portas nos dias 11 de outubro, feriado de aniversário do Estado e 12 de outubro, feriado de Nossa Senhora Aparecida. Porém, o gerente de relações sindicais da Fecomércio MS, Fernando Camillo, alerta que é preciso estar atento ao cumprimento das condições previstas.

 

As empresas que pretendam a abertura de seus estabelecimentos naqueles feriados deverão informar em até 2 (dois) dias antes ao Sindicato Laboral por escrito, com protocolo ou via e-mail no seguinte endereço eletrônico seccampogrande@seccampogrande.org.br:

 

Para cada dia trabalhado, sem prejuízo das demais vantagens previstas na presente cláusula, o empregado fará jus a uma folga compensatória a ser concedida preferencialmente na semana seguinte e no intervalo máximo de 15 dias. Para cada dia trabalhado, sem prejuízo das demais vantagens previstas na presente cláusula, o empregado fará jus à uma indenização equivalente a 7% (sete por cento) do valor do piso salarial do empregado em geral que será paga até o final do expediente, e remunera eventuais despesas com refeição ou outras eventuais, não constituindo verba de natureza salarial. Além disso, a empresa deve fornecer o vale-transporte, na forma prevista pela legislação.

 

Quanto ao horário de trabalho,  exceção dos estabelecimentos localizados nos shoppings, será das 09:00 às 18:00 h, com intervalo intrajornada mínimo de 1h.

 

Quanto ao período de fim de ano, as horas extras até o limite de 2 (duas) horas diárias, durante o mês de dezembro, serão remuneradas com 65% (sessenta e cinco por cento), sobre a remuneração normal. Caso haja necessidade imperiosa, nos estritos limites do art. 61 e seus parágrafos da CLT as horas trabalhadas que excederem o limite legal serão remuneradas em 95% (noventa e cinco por cento) do valor da hora normal, sendo que nos demais meses serão remuneradas na forma da Cláusula Trigésima Oitava, respeitando-se os intervalos intra e interjornadas de que trata o artigo 66 da CLT. Com exceção dos estabelecimentos localizados nos shoppings, o horário de trabalho no comércio em geral aos domingos se dará entre 9:00 e 15:00 horas, com intervalo de 15 minutos.

 

As empresas do comércio da Capital não funcionarão  no feriado de Finados, 02 de novembro.

Meteorologia indica sexta de tempo nublado com pancadas de chuva no Estado

As condições climáticas em Mato Grosso do Sul para esta sexta-feira (04.10) favorecem a possibilidades de pancadas de chuva, principalmente nos períodos da tarde.

 

A previsão do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec) é de céu nublado com pancadas de chuva e trovoadas por vezes fortes nas regiões sul e sudoeste. Para as demais áreas, a condição esperada é de céu parcialmente nublado a nublado com pancadas de chuva e trovoadas espalhadas.

 

A meteorologia indica condição de vento fraco a moderado com rajadas, e temperatura entre 18°C e 39°C com umidade relativa do ar entre 90% e 30%, considerado estado de atenção pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

 

Em Campo Grande o tempo será parcialmente nublado a nublado com pancadas de chuva e trovoadas isoladas potencialmente fortes. Os termômetros podem registrar temperaturas entre 22°C e 31°C e os índices de umidade do ar com máxima de 85% e mínima de 45%.

Confira como ficará o tempo em algumas regiões do Estado no mapa elaborado pelo Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec).