Seleção Feminina Brasileira derrota a Inglaterra em Midllesbrough; dois gols foram marcados por Debinha

A Seleção Feminina conquistou neste sábado (5) um excelente resultado sob o comando da técnica Pia Sundhage. Em amistoso disputado no Estádio Riverside, em Middlesbrough, na Inglaterra, o Brasil mostrou-se forte e bateu por 2 a 1 as donas da casa. Essa foi a primeira vitória na história da Canarinho sobre as inglesas. Com casa cheia, quase 30 mil presentes acompanharam o momento histórico das brasileiras.

 

A Seleção Feminina volta a campo na terça-feira (8), para encarar a Polônia, às 15h15min (de Brasília), no Estádio Suzuki, em Kielce (POL). Com um empate e duas vitórias, a sueca Pia Sundhage segue invicta.

 

 

 

O jogo

 

Primeiro tempo movimentado no Estádio Riverside. Apesar de menos posse de bola e chutes a gol, a Seleção ameaçou as adversárias logo na primeira chegada. Na marca dos três, Beatriz fez jogada individual, entrou na área e chutou para defesa de Earps. Impondo um ritmo físico mais forte, as inglesas marcaram muita presença no campo defensivo do Brasil, que contou com grande atuação da goleira Bárbara para garantir o 0 a 0 na etapa inicial.

 

Com algumas alterações da técnica Pia no intervalo, a Seleção voltou melhor para a etapa final. E, em um lance rápido, conseguiu surpreender a Inglaterra e abrir o placar ainda aos três minutos: após linda jogada pela esquerda, Tamiris deixou a marcadora na saudade, cruzou na medida para Debinha cabecear no chão e marcar. O gol animou a Canarinho, que impôs mais velocidade e chegou ao segundo. Aos 21, Maria fez boa jogada pela direita, foi até a linha de fundo e cruzou rasteiro. Debinha apareceu para finalizar e fez o segundo.

 

Atrás no placar, a Inglaterra começou a ensaiar uma pressão final. Aos 35, conseguiu diminuir com England, que ganhou no alto da defesa brasileira e marcou o primeiro da equipe da casa. Depois, aos 44, Bárbara se recuperou após sair mal do gol e, com um tapinha primordial após finalização de Taylor, salvou o que seria o empate da Inglaterra. No fim, muita comemoração no segundo triunfo da técnica Pia Sundhage no comando da Seleção Feminina.

 

Fonte: CBF

Foto: Daniela Borceli/CBF

África terá maioria dos falantes do português até o fim do século

Com cerca de 210 milhões de habitantes e a maior população entre os países-membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), o Brasil é hoje, de longe, a nação com o maior número de falantes do idioma. Mais de oito em cada 10 pessoas que falam português no mundo atualmente são brasileiros.

 

“No entanto, a partir de 2050, essa realidade começará a mudar e o crescimento demográfico de Angola e Moçambique, somado a uma redução da população no Brasil, puxará o pêndulo da língua portuguesa para o continente africano”. A afirmação é do ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Augusto Santos Silva, para quem, até o final deste século, a maioria dos falantes do português estará na África.

 

Plasticidade e dinamismo

 

“Quando olho para os números e para os mapas, o que eu vejo é isso: há, neste momento, no mundo, mais de 250 milhões de falantes do português como língua materna ou segunda língua – quatro quintos dos quais são brasileiros. E, quando olho para o futuro, ao longo deste século, o que vai acontecer? O número de falantes vai chegar a 500 milhões e a maioria vai passar a ser de africanos”, afirma Santos Silva.

 

Ele chama a atenção para a grande plasticidade da língua, que “começou por ser europeia, a língua de Camões. Depois, passou a ser brasileira. A língua portuguesa hoje é, sobretudo, uma língua brasileira. É a língua do Chico Buarque ou da Clarice Lispector. E, ao longo deste século, vai passar a ser uma língua africana. Uma língua de angolanos, moçambicanos, a língua de Mia Couto, a língua do Luandino Vieira ou do Pepetela. É uma língua extremamente dinâmica.”

 

Em crescimento

 

Em entrevista recente na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, o ministro português dos Negócios Estrangeiros disse que está otimista com a expansão do idioma lusitano. “A Unesco diz que é uma das três línguas do mundo que mais vai crescer e que mais está a crescer. Isso nos dá uma enorme responsabilidade,” afirmou.

 

Merece especial destaque na preservação e difusão da língua a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), integrada por Brasil, Portugal, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. Seis dos nove membros da CPLP são países africanos.

 

Segundo o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, “a partir dos três pilares da CPLP – a concertação político-diplomática, a cooperação em todos os domínios e a promoção e difusão da língua portuguesa –, surgem iniciativas concretas de cooperação e apoio em casos de crise e estreita coordenação dos nove países nos foros multilaterais”.

 

Instituto Guimarães Rosa

 

Dentro do espírito de difusão da língua, Araújo anunciou recentemente o lançamento de um instituto brasileiro para ensino do idioma, nos moldes do Instituto Camões, de Portugal. Trata-se do Instituto Guimarães Rosa, que homenageia o grande escritor e diplomata brasileiro.

 

“Estamos criando um novo instituto para promoção da cultura brasileira no exterior, que permitirá uma presença mais estruturada do Brasil na área da cooperação cultural e onde um destaque muito especial caberá à nossa cooperação com a África”, frisou Araújo, durante discurso em Brasília, em maio, por ocasião da celebração do Dia da África.

 

A iniciativa brasileira é celebrada pelo chanceler português Santos Silva, para quem o novo instituto “vai dar mais, digamos assim, artilharia, no sentido bom do termo, à promoção internacional da língua portuguesa”.

 

Além disso, o ministro português deu três exemplos recentes da expansão da língua portuguesa no mundo. “Primeiro, o sucesso que foi, este ano, o início de aulas de português na Escola de Línguas das Nações Unidas com patrocínio luso-brasileiro. Segundo, o fato de, neste mês de outubro, ser anunciada a primeira escola bilíngue em português e inglês em Londres. Terceiro, um protocolo que firmamos com a Universidade de Sevilha, na Espanha, para ensino da língua portuguesa e que já conta com 130 inscrições.”

 

Diásporas Lusófonas

 

Falado no Brasil, em Portugal, no Timor-Leste e em seis países africanos, o português tem ainda milhões de falantes em países como Estados Unidos, França e África do Sul, que concentram grandes diásporas lusófonas.

 

Segundo o Instituto Camões e o Instituto Português no Oriente, o interesse pelo aprendizado do idioma na China, principalmente na Região Administrativa Especial de Macau, tem aumentado.

 

O interesse do país asiático pela língua portuguesa está ligado ainda às relações comerciais da China com o Fórum Macau, uma plataforma de cooperação econômica com os países de língua portuguesa, que foi fundada em 2003.

 

Origens e expansão do idioma

 

O português foi desenvolvido a partir do latim e está intimamente relacionado ao espanhol moderno. O nome vem de Portugal que, por sua vez, vem do Porto, a segunda maior cidade do país.

 

A difusão internacional da língua lusa se deu a partir do século XV, com a expansão marítima do império português, que já se estendeu da América do Sul ao Sudeste Asiático, passando pela África e pela Índia. Atualmente, o português é língua oficial em nove países, assim como no território chinês de Macau.

 

Embora os rankings internacionais difiram, o português está hoje entre as 10 línguas mais faladas do mundo, variando entre a 6ª e a 9ª posição, a depender do enfoque adotado.

 

Fonte: Agência Brasil

Mulheres e crianças infectadas por Zika desenvolvem imunidade ao vírus

Pesquisa realizada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e pela Universidade Federal Fluminense (UFF) constatou que mulheres e crianças que já foram infectadas pelo vírus Zika podem desenvolver imunidade à doença. Os pesquisadores detectaram que 80% dos 100 pacientes analisados ficaram imunes depois de serem submetidos à infecção.

 

As crianças nasceram em 2016 e vêm sendo acompanhadas desde então junto às mães pela UFF e pela Fiocruz. Segundo a pesquisadora da Fiocruz Luzia Maria de Oliveira Pinto, a partir de 2018, elas começaram a ter o sangue coletado e analisado para entender a resposta do sistema imunológico delas a uma nova exposição ao vírus.

 

“A gente começou a avaliar o sangue tanto das mães quanto das crianças para entender um pouco da imunidade delas, ou seja, para entender se, um dia, caso essas pessoas reencontrem o vírus, elas teriam a capacidade de responder a esse vírus e não ficar mais doente, ou seja, adquirindo a imunidade”.

 

Segundo ela, participam do estudo 50 mães e 50 crianças infectadas pelo Zika e o resultado foi de 80% de imunidade em ambos os casos.

 

Além do acompanhamento laboratorial desses 100 pacientes, a UFF também faz o acompanhamento clínico de mais de 260 crianças infectadas pelo vírus que nasceram na região de Niterói. O objetivo, segundo a pesquisadora da UFF Claudete Araújo Cardoso, é verificar se elas desenvolvem alguma doença ou complicação ao longo dos cinco primeiros anos de vida.

 

Nesse acompanhamento, os pesquisadores verificaram, por exemplo, que alguns bebês que nasceram aparentemente saudáveis desenvolveram um quadro de microcefalia de três a seis meses após o parto. Claudete explica que o fenômeno já havia sido constatado em 13 crianças do Nordeste e foi confirmado agora em seis crianças que estão sendo acompanhadas pela UFF.

 

“Elas nasceram com perímetro cefálico normal, mas, por ação do vírus, o cérebro da criança para de crescer e de se desenvolver. Esse é um alerta que a gente passa para a população: se nasceu durante uma epidemia ou a mãe teve manchas na pele durante a gravidez, tem que ser feito um acompanhamento criterioso na rede básica, no posto de saúde”, disse.

 

Fonte: Agência Brasil

Orçamento de Campo Grande para 2020 será debatido em Audiência Pública na Câmara Municipal no próximo dia 9

A Câmara Municipal de Campo Grande promove na quarta-feira, dia 9 de outubro, Audiência Pública para discutir a Lei Orçamentária Anual (LOA), que estima receita e fixa despesa do Município de Campo Grande para o exercício financeiro de 2020. O orçamento previsto no Projeto de Lei 9.533/19, de autoria do Executivo, é de R$ 4,3 bilhões para o próximo ano. O vereador Eduardo Romero, presidente da Comissão Permanente de Finanças, Orçamento e Fiscalização da Casa de Leis, será o relator da proposta e propôs a Audiência de quarta.

 

A Audiência deve contar com a presença do secretário municipal de Finanças e Planejamento, Pedro Pedrossian, para apresentar à população os principais pontos do Orçamento 2020, os investimentos, planejamento para elevar a receita e as despesas previstas. Durante a sessão ordinária desta quinta-feira, Romero anunciou a relatoria e a Audiência informando que no dia 22 de outubro encerra-se o primeiro prazo para os vereadores apresentarem suas emendas ao Projeto.

 

É feita a análise técnica e jurídica das emendas apresentadas. O relatório final, contendo essas sugestões, é colocado para discussão e votação em Plenário. A LOA, com as propostas incorporadas, deve ser votada até a última sessão ordinária do ano, no dia 19 de dezembro, tendo de passar por dois turnos de discussão em duas sessões separadamente. Depois, o Projeto contendo as emendas é encaminhado ao Executivo para sanção ou veto pelo prefeito Marquinhos Trad.

 

O Orçamento completo pode ser acessado no Diário do Legislativo do dia 2 de outubro, clicando aqui. 

 

Além do vereador Eduardo Romero na presidência, a Comissão de Finanças e Orçamento da Casa de Leis é composta pelos vereadores Odilon de Oliveira (vice-presidente), Dharleng Campos, Delegado Wellington e Betinho.

 

A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que estabelece as metas para administração pública e como base para elaborar o Orçamento, que começa a ser apreciado, foi aprovada pela Câmara no final de junho deste ano, recebendo 152 emendas. O vereador Odilon de Oliveira foi o relator da LDO neste ano.

 

No ano passado, o Orçamento de Campo Grande foi previsto em R$ 4,008 bilhões. Foram apresentadas 433 emendas, mas 176 foram consideradas aptas. As demais foram anexadas como emendas indicativas à proposta. O vereador Eduardo Romero também foi o relator do LOA na Câmara no ano passado.

 

Orçamento

 

Conforme a LOA, estão previstas ações para elevar as receitas municipais, com estudos e investimentos para incrementar a arrecadação de tributos, principalmente o ISSQN e IPTU, a cobrança da dívida ativa, além do acompanhamento do repasse de outros tributos.

 

Consta ainda a preocupação com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), considerando que no relatório do segundo quadrimestre deste ano o percentual de gasto com pessoal estava em 51,14%, próximo ao limite prudencial que está em 51,3%, algo que dificulta a concessão de reajustes salariais.

Seminário de Segurança Alimentar defende comida de verdade e políticas públicas

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul promoveu durante toda essa sexta-feira (4) o Seminário de Segurança Alimentar e Nutricional, por proposição dos deputados Cabo Almi (PT) e Pedro Kemp (PT), em defesa do direito humano à alimentação adequada. O tema abrange diversas vertentes, desde a produção à merenda escolar, o debate foi recheado de dados e preocupações de como ampliar as políticas públicas para a melhoria da alimentação, inclusive com mais “comida de verdade”, ou seja, menos ultraprocessados e agrotóxicos.

 

Representando a Secretaria Estadual de Saúde, Karine Cavalcante disse que Campo Grande está entre os primeiros no ranking Vigitel em relação ao excesso de peso. “Estamos na transição nutricional, saindo da desnutrição ao excesso de peso e obesidade, juntamente com o aumento das doenças crônicas. Sabemos que 30% dos casos de câncer de mama poderiam ser prevenidos pela alimentação correta e atividade física”, explicou. Doutora em Saúde Pública, Osvaldinete Lopes concordou e frisou que o país voltou ao Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas (ONU), do qual havia saído em 2014. “As alterações climáticas que estamos vivendo também alteram as produções”, destacou.

 

A professora universitária, Luiza Camargo trouxe ainda que são necessárias mais políticas para incentivar a escoação dos produtos e o fortalecimento dos pequenos produtores, pelo manejo sustentável. “Eles que produzem maior parte do que comemos. O consumo de frutas e hortaliças está em 23%, dos que consumem regularmente, sendo que o recomendado é 43%. Já o refrigerante é consumido por 17% da população”, alertou. Luiza listou outras políticas públicas que fortalecem a Segurança Alimentar de um país, como o banco de alimentos, que só há um em Mato Grosso do Sul, o restaurante popular – que não há nenhum no estado – e a distribuição de cestas básicas, hoje feita a 2.997 a indígenas e 119 famílias quilombolas.

 

O Seminário lotou o Plenário Júlio Maia

 

 

Outra política pública que garante a soberania nacional no quesito alimentar é a alimentação às escolas, enaltecida por Adriana Rosato, representante municipal do Programa Nacional de Alimentação Escolar. “O Brasil é referência nessa política pública, que foi criada em 1955 e permanece até hoje garantindo aos estudantes da rede pública ao menos uma refeição de qualidade por dia. O Governo Federal envia verba complementar aos estados e municípios, que gerenciam o valor junto às escolas para garantir a alimentação universal desde a pré-escola até o Ensino de Jovens e Adultos. E, no mínimo, 30% desses alimentos são adventos da Agricultura Familiar”, destacou Adriana.

 

A defesa da agroecologia feita por pequenos produtores e assentados foi feita pela representante da Fiocruz, Fernanda Savick, que incentivou o pensamento de que “comer é um ato político”. “No século passado a população mundial comia cerca de 70 tipos de alimento e hoje a média está em 30. A industrialização veio padronizar e isso facilita a vida, mas traz inúmeros riscos. Quando você escolhe comer do pequeno você incentiva a economia local e come com menos agrotóxico. Hoje o novo marco regulatório flexibilizou e aumentou os riscos de intoxicação e alterações na saúde”, alertou. Ela indicou o Guia Alimentar publicado pelo Ministério da Saúde – clique aqui.

 

Apenas em 2019, o Governo Federal autorizou 382 agrotóxicos e reduziu os repasses à Agricultura Familiar, o que foi lamentado pelo deputado Pedro Kemp. “Hoje no país ainda estamos vendo um retrocesso muito grande em termos de política ambiental. Ficamos extremamente preocupados pela lógica do lucro, de produzir mais, sem garantia de alimento saudável. Um tempo atrás fizemos audiência pública sobre o impacto e tivemos pesquisadores mostrando o aumento de casos de doenças degenerativas, autismo, depressão – reveja aqui. Fizemos também projeto de lei proibindo o uso do glifosato, mas foi vetado pelo Governo do Estado. Então essa audiência é também para alertar ao debate”, ponderou.

 

Anastácio Peralta, indígena Guarani-Kaiowá, disse que politicamente também há a dificuldade da demarcação de terras indígenas. “A gente é o que come. A turma da cidade come a unha de estressado, porque come mal. Trabalha muito e isso não sei se isso é progresso. A mentalidade de colonizador ainda impera: a de sugar a terra até acabar. Nós temos muito a ensinar com nossa política do bem viver, de respeitar a terra, cultivar a paz. Precisamos de uma política em que todos cabem na mesma terra”, finalizou.

 

Também participaram do evento representantes da Aliança pela Alimentação e o ex-deputado João Grandão, que também faz parte da Frente Parlamentar de Segurança Alimentar em andamento na Assembleia Legislativa com participação de 27 entidades.

Lei que torna transporte irregular infração gravíssima entra em vigor

A partir deste sábado (5), quando entra em vigor a Lei nº 13.855, o transporte “pirata” de passageiros, incluindo de estudantes, passa a ser considerado infração gravíssima ao Código de Trânsito Brasileiro.

 

Publicada no Diário Oficial da União de 8 de julho, a Lei nº 13.855 alterou o Código, tornando mais rigorosas as penalidades aplicadas aos motoristas flagrados transportando passageiros mediante remuneração, sem terem a autorização para fazê-lo.

 

Ao ser classificado como infração gravíssima, o transporte irregular de estudantes passa a ser punido com multa de R$ 293,47 multiplicado pelo fator 5, totalizando R$ 1.467,35, e mais a remoção do veículo a um depósito.

 

Já o transporte remunerado de pessoas ou bens, quando não licenciado, passa de infração média a gravíssima, punida com multa e remoção do veículo. O motorista só não será punido em “casos de força maior ou com permissão da autoridade competente”.

 

Nos dois casos, os motoristas ainda perdem 7 pontos na carteira de habilitação, conforme estabelece o Artigo 259 do Código de Trânsito Brasileiro.

 

Fonte: Agência Brasil

Casa da Saúde passa a atender em novo endereço a partir de segunda-feira

A Secretaria de Estado de Saúde informa que a partir de segunda-feira (7.10) a Casa da Saúde passa a atender em novo endereço, com objetivo de proporcionar melhores condições nos serviços oferecidos aos usuários. A unidade passa a funcionar na Rua Onze de Outubro, 220, no bairro Cabreúva, antiga Escola Estadual Riachuelo.

 

“A população terá mais dignidade no atendimento. Com o novo endereço teremos mais rapidez e conforto. Essa mudança era extremamente necessária diante da estrutura do local, o que atinge diretamente os serviços oferecidos ali. Vamos ter mais espaço, mais comodidade, e isso é qualidade para os usuários”, disse o secretario de Estado de Saúde, Geraldo Resende.

 

O prédio da antiga escola foi reformado para receber a unidade de saúde. O número de assentos para atendimento passou de 25 lugares para 96 e os guichês foram ampliados para onze no total. O depósito de medicamentos teve sua capacidade de armazenamento dobrada.

 

A nova Casa da Saúde tem mais de 1,3 mil metros quadrados, onde estão distribuídos os depósitos de medicamentos, as salas administrativas e outras áreas comuns.

 

A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) e o Consórcio Guaicurus irão monitorar o fluxo de passageiros durante as primeiras semanas de atendimento para adequar as linhas de ônibus existentes na região. A linha de ônibus 229 atualmente é que passa pelo local.

 

A Casa da Saúde fornece medicamentos disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e também os medicamentos de ação judicial. O atendimento é feito das 7 horas às 19 horas. A distribuição das senhas será até às 18h.

Com apoio do Centro Internacional de Negócios, indústria importa trigo argentino

Com apoio da consultoria do CIN/MS (Centro Internacional de Negócios de Mato Grosso do Sul), a indústria de panificação Rainha das Massas, de Dourados (MS), conseguiu reduzir em pelo menos 20% os custos de produção graças à importação de farinha de trigo da Argentina. O produto é a matéria-prima para a produção de massas de pastel, lasanhas e pães de queijo, entre outros produtos.

 

A negociação para a importação da matéria-prima direto da Argentina, que é o principal fornecedor de trigo para o Brasil, foi possível depois que os proprietários da Rainha das Massas, o casal Gisele da Silva Sales e Adriano Corrêa Barbosa, buscaram apoio do CIN/MS, que é vinculado ao Sistema Fiems, com o objetivo de adquirir um trigo mais barato e com maior qualidade.

 

O Centro Internacional de Negócios atende empresas de todos os portes interessadas em atuação no mercado internacional, seja para importação ou exportação de produtos. A Rainha das Massas, que há 12 anos fabrica pães de queijo, chipa (tradicional receita do Paraguai), salgados, lasanhas e outros alimentos congelados, buscava uma alternativa às constantes oscilações do dólar, que, pelas mãos do fornecedor, impactavam ainda mais o custo final do trigo.

 

“Sempre compramos farinha de trigo de importadores brasileiros, mas, toda vez que ficávamos sabendo de possíveis altas no dólar, corríamos para estocar uma quantidade razoável, porque, comprando de um terceiro, estávamos sujeitos ao aumento imposto por eles, e que sempre nos era repassado”, relatou Gisele da Silva.

 

Depois de passar por todo o processo de consultoria do CIN, a indústria negociou a compra da farinha de trigo direto com o fabricante argentino e, além da redução de custos, adquiriu uma matéria-prima 100% pura, que vai resultar em um produto final de mais qualidade e com maior rendimento.

 

“Estamos adquirindo um trigo melhor, 100% puro, e que, sem dúvidas, vai resultar em um produto de melhor qualidade para o consumidor final, além da redução dos custos de pelo menos 20%. Com essa economia, vamos investir na fabricação de novas linhas de produtos, como pães congelados”, comemorou a empresária.

 

Hoje, a Rainha das Massas fabrica 74 toneladas de produtos todos os meses, mas já projeta crescer em 2020 e expandir a venda para outros Estados. A coordenadora do CIN/MS, Nathália Alves, explica que auxiliou a empresa na busca por fornecedores internacionais de farinha de trigo, resultando, inicialmente, em um estudo com dez potenciais contatos.

 

“Além disso, também identificação de três fornecedores potenciais que atenderiam as demandas da empresa em termos de valor, qualidade e agilidade e apresentação do estudo de viabilidade de importação. Contamos com o apoio da Câmara de Comércio Argentina para nos auxiliar nessas buscas”, detalhou Nathália Alves.

 

O Centro Internacional de Negócios ainda ajudou a empresa com a habilitação em todos os órgãos necessários, como Receita Federal e Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), e com a elaboração dos documentos de importação até a chegada da carga ao cliente. A primeira remessa de trigo chegou à empresa no dia 28 de setembro e também foi acompanhada pela equipe do CIN caso houvesse dúvidas.

 

“Ficamos muito contentes com esse trabalho, pois, por meio desse planejamento, nosso cliente conseguiu economizar e oferecerá um produto melhor para seu público. Nosso papel é fazer a ponte entre as empresas de Mato Grosso do Sul e o mercado externo, procurando sempre trazer ótimas oportunidades para nossos clientes”, finalizou a coordenadora.