Quatro mil toneladas de óleo já foram retiradas de praias nordestinas; os dados são da Marinha, ANP e Ibama

Desde o início do aparecimento de manchas de óleo nas praias nordestinas, mais de 4 mil toneladas de resíduos já foram retirados desses locais, informou neste sábado (2) o Grupo de Acompanhamento e Avaliação (GAA), formado pela Marinha do Brasil (MB), Agência Nacional de Petróleo (ANP) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O descarte desse material é feito pelas secretarias de Meio Ambiente dos estados.

 

Em nota, o GAA informou também que “foram detectados e removidos pequenos fragmentos de óleo em Ponta da Baleia, em Caravelas e na Ilha de Santa Bárbara, em Abrolhos-BA, por equipes e navios da Marinha, juntamente com o ICMBio [Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade]”.

 

De acordo com o grupo, de maneira a incrementar a prevenção da chegada do óleo a Abrolhos, os seguintes navios da Marinha permanecem atuando e monitorando a região: fragatas Independência e Constituição, Navio de Desembarque de Carros de Combate Almirante Saboia, Navio Varredor Atalaia, Navio Oceanográfico Antares, Navio-Tanque Almirante Gastão Motta, Corveta Caboclo e Navios OSRV Viking Surf e Mar Limpo IV da Petrobras.

 

No dia 31 de outubro, de acordo com a nota, o GAA solicitou à Petrobras a transferência da área monitorada pelo satélite CosmoSkymed, da Bacia de Campos (Rio de Janeiro) para a região de Abrolhos, com objetivo de incrementar o monitoramento.

 

A notícia positiva, de acordo com o GAA, é que estão limpas as praias do Ceará, do Rio Grande do Norte, da Paraíba e de Pernambuco. As localidades que ainda permanecem com vestígios de óleo e com ações de limpeza em andamento são as seguintes: Maragogi, Japaratinga, Barra de São Miguel, Coruripe, Feliz Deserto e Piaçabuçu, em Alagoas; Artista, em Sergipe; Arembepe, Berlinque, Barra Grande, Cueira, Pratigi, Alcobaça, Mar Moreno e Piracanga, na Bahia.

 

Neste sábado, de acordo com a nota, foram empregados nos trabalhos de limpeza das praias e observação marítima 15 navios, quatro aeronaves, três drones e mais de 2.350 militares e 85 servidores do Ibama e ICMBio.

 

A nota faz um levantamento dos equipamentos e de pessoas até o momento empregados na prevenção e limpeza do óleo que chega às praias nordestinas: mais de 3.370 militares da Marinha, 26 navios, sendo 22 da Marinha e quatro da Petrobras, 14 aeronaves, sendo três da Marinha, seis da Força Aérea Brasileira (FAB), três do Ibama e dois da Petrobras. Também foram mobilizados 5 mil militares e 140 viaturas do Exército Brasileiro, 140 servidores do Ibama, 40 do ICMBio e 440 funcionários da Petrobras.

 

De acordo com a nota, a Operação Amazônia Azul – Mar Limpo é Vida, em fase final de planejamento, terá início a partir da próxima semana. A Marinha realizará, em conjunto com o Exército e a FAB, ações humanitárias relacionadas ao meio ambiente, cooperação na recuperação de áreas marítimas atingidas e monitoramento das águas jurisdicionais brasileiras.

 

A nota afirma, por último, que a “gravidade, a extensão e o ineditismo desse crime ambiental exigem constante avaliação da estrutura e dos recursos materiais e humanos empregados, no tempo e na quantitade que for necessária”.

 

Fonte: Agência Brasil

Casos de morte por dengue aumentam 5 vezes em relação ao ano passado

Até 12 de outubro deste ano, houve 689 mortes em decorrência da dengue em todo o país, de acordo com o mais recente boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, número quase 5,4 vezes maior que as 128 mortes registradas no mesmo período de 2018.

 

Ao todo, foram registrados 1.489.457 milhões casos notificados de dengue em 2019, até o 12 outubro, número cerca de 690% maior do que os 215.585 casos de 2018. A dengue atinge até o momento 708,8 em cada 100 mil habitantes. A região com a maior taxa de incidência é a Centro-Oeste, com 1.235,8 para cada grupo de 100 mil habitantes, apesar de ter um número menor de casos.

 

Os estados de Minas Gerais (482.739), onde houve 154 mortes confirmadas, e São Paulo (442.014), com 247 mortes confirmadas, concentram 62% dos casos prováveis. No Sudeste, a taxa de incidência é 1.151,8 para cada grupo de 100 mil habitantes.

 

No período, o ano de 2019 é o terceiro com a maior notificação de casos de dengue no Brasil desde o início da série histórica, em 1998, ficando atrás somente de 2015 (1,68 milhão) e 2016 (1,5 milhão).

Entre as possíveis causas para o avanço da dengue está a volta de um sorotipo da doença que há anos não circulava no Brasil, conforme destacou ontem (1) o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

 

“Tivemos a reentrada do sorotipo 2, há dois anos, e no ano passado isso fez um estrago muito grande no estado de São Paulo, na região de Bauru. Depois a dengue reentrou por Goiás, Tocantins – foi um número muito grande de casos, porque o sorotipo 2 havia muitos anos não circulava no Brasil, então agora ele volta com força total”, disse o ministro.

 

Outros fatores que contribuem para o retorno da doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypt concentram-se no aumento das chuvas em algumas regiões e também uma menor prevenção.

 

Chikungunya e zika

 

O levantamento do ministério também reúne informações sobre a febre chikungunya. Ao todo, os estados já contabilizavam, até 12 de outubro deste ano, 123.407 casos, contra 78.978 do mesmo período em 2018.

 

Segundo o ministério, o índice de prevalência da infecção, que também tem como transmissor o mosquito Aedes aegypti, é bastante inferior ao da dengue: 58,7 casos a cada 100 mil habitantes. Os estados do Rio de Janeiro (83.079) e do Rio Grande do Norte (12.206) concentram 77,2% dos casos prováveis.

 

Até o encerramento do balanço, haviam sido confirmadas 75 mortes provocadas pela Chikungunya.

 

O boletim epidemiológico acompanha também a situação do zika. O levantamento, nesse caso, vai até 21 de setembro, quando foram registrados 10.441 casos notificados da doença. Neste ano, o zika vírus foi a causa da morte de três pessoas.

 

Recomendações

 

Para reduzir a proliferação do mosquito vetor das doenças, o Ministério da Saúde aconselha a população a manter ações de prevenção, como verificar se existe algum tipo de depósito de água no quintal ou dentro de casa. Outra recomendação é lavar semanalmente, com água e sabão, recipientes como vasilhas de água do animal de estimação e vasos de plantas.

 

Não deixar que se formem pilhas de lixo ou entulho em locais abertos, como quintais, praças e terrenos baldios é outro ponto importante. Outro hábito que pode fazer diferença é a limpeza regular das calhas, com a devida remoção de folhas que podem se acumular durante o inverno.

 

Fonte: Agência Brasil

Reforma administrativa deve mudar estabilidade de novos servidores

O presidente Jair Bolsonaro disse ontem (2) que está quase tudo pronto para a apresentação da reforma administrativa ao Congresso e que o governo estuda mudar a estabilidade dos novos servidores públicos. “A ideia é daqui para frente, para os futuros concursados não teria estabilidade, essa é a ideia que está sendo estudada”, disse ao deixar o Palácio da Alvorada.

 

De acordo com o presidente, para algumas carreiras típicas de Estado, entretanto, esse direito seria preservado. “Eu não posso formar, por exemplo, um sargento ou um capitão das forças especiais e depois mandar ele embora. Tem que ter formação específica para aquela atividade, bem como outras dos servidores civis.” Atualmente, os servidores públicos estatutários têm direito à estabilidade no cargo após três anos de atividade.

 

Na próxima semana, Bolsonaro pretende ir ao Congresso entregar novos projetos para serem analisados pelos deputados e senadores. Ele não detalhou, entretanto, qual reforma será apresentada primeiro. “A que for menos difícil tem que ir na frente. O [ministro da Economia] Paulo Guedes gostaria que as três [previdenciária, administrativa e tributária] já tivessem aprovadas”, disse. Um novo pacto federativo com estados e municípios também é prioridade para o governo e deve ser proposto em breve.

 

As medidas do governo para simplificação da máquina pública e desregulamentação do ambiente de negócios, segundo Bolsonaro, objetivam o aquecimento da economia e a geração de empregos. “Quem cria emprego é a iniciativa privada e, para tal, quem produz tem que ter menos burocracia. Temos que botar de forma mais competitiva nos portos produtos para exportação”, disse.

 

A diminuição da carga tributária também está no radar do Ministério da Economia, segundo o presidente, mas não deve ser feita “de uma hora para outra”. “Essa reforma tributária é muito importante. O que encarece no Brasil são os impostos. Vou apelar aos governadores, se for possível, sei que vivem apertados, [para que] diminuíssem essa média de 30% de ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços] no combustível, cria mais emprego, se consome mais o que é nosso aqui dentro. Por isso que o etanol de fora é competitivo, lá fora quase não tem imposto”, disse, lembrando que parte do etanol consumido no Brasil é importada.

 

O presidente Jair Bolsonaro chega de moto ao Palácio da Alvorada e cumprimenta turistas
Presidente Jair Bolsonaro chega de moto ao Palácio da Alvorada – Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Nova moto

 

Jair Bolsonaro deixou a residência oficial hoje acompanhado do ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, que estava pilotando uma moto da marca Harley-Davidson. O presidente foi retirar uma moto nova que comprou em uma loja no Setor de Industria e Abastecimento, a cerca de 20 quilômetros do Palácio da Alvorada.

 

Bolsonaro disse que pagou a moto com o próprio dinheiro, uma Honda NC 750x, na cor azul. O preço anunciado no site da Honda é R$ 33.980.

 

No Twitter, o presidente postou um vídeo em que aparece pilotando a moto pelas ruas de Brasília.

Jair M. Bolsonaro@jairbolsonaro

Hoje busquei minha moto na concessionária. Motocicleta, paraquedismo e mergulho sempre foram minhas paixões. Bom fim de semana a todos. Irrúúú!

Vídeo incorporado
14,1 mil pessoas estão falando sobre isso
Fonte: Agência Brasiil

Líder indígena Guajajara é assassinado durante emboscada no Maranhão

O líder indígena Paulo Paulino Guajajara, do grupo denominado Guardiões da Floresta, foi assassinado numa emboscada realizada na quinta-feira (1º) na Terra Indígena Arariboia, no município maranhense de Bom Jesus das Selvas. A informação foi confirmada pela Secretaria de Participação e Direitos Humanos do Maranhão.

 

Por meio do Twitter, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, disse que a Polícia Federal (PF) vai apurar o assassinato de Paulo Paulino Guajajara. “Não pouparemos esforços para levar os responsáveis por este crime grave à Justiça”, escreveu.

 

Outro líder, o índio Laércio Souza Silva, foi hospitalizado com ferimentos à bala, mas já teve alta hospitalar, de acordo com a secretaria. O outro morto seria um madeireiro que participou da emboscada. O governo do Maranhão informou ter enviado equipes de segurança e direitos humanos para proteger os indígenas na região e ajudar nas investigações.

 

Segundo relatos, Laércio e Paulino, que era conhecido como “Lobo Mau”, haviam se afastado da aldeia para buscar água e foram cercados por pelo menos cinco homens armados que atiraram contra eles.

 

No Twitter, o governador do Maranhão, Flávio Dino, disse que a competência para apurar crimes contra os direitos indígenas é da esfera federal, mas que a polícia estadual colabora com as investigações. O governo estadual também ofereceu ajuda ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para combater queimadas na região, destacou o governador.

 

Em nota, a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) criticou a “ausência do poder público na proteção dos territórios indígenas”.

 

Fonte: Agência Brasil

Pesquisadores conseguem combater sintomas do Alzheimer com canabinoide

Um grupo de pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP) conseguiu combater os sintomas do Alzheimer usando um composto canabinoide. Os testes apresentaram bons resultados em ratos em que houve a simulação dos estágios iniciais da doença. Os resultados forma publicados na revista científica Neurotoxicity Research.

 

Para os experimentos foi usado o composto sintético ACEA (Araquidonil-2′-cloroetilamida) em animais em que receberam no cérebro a droga estreptozotocina (STZ), que provoca uma deficiência no metabolismo dos neurônios. Em seguida, foram aplicados teste da memória nos ratos, com o reconhecimento de objetos.

 

São colocados objetos novos no ambiente onde estavam os animais. Os ratos que não estavam sob o efeito da droga exploraram mais os locais com as novidades, enquanto aqueles com Alzheimer mantiveram o mesmo interesse por todo o ambiente. Os testes foram repetidos com o intervalo de uma hora e de um dia, para avaliar memória de curto e longo prazo.

 

Resultados

 

A partir daí, os ratos passaram a ser tratados com o ACEA, uma forma sintética de um dos compostos extraídos da maconha. Ele se liga ao receptor CB1, presente especialmente no hipocampo, parte do cérebro relacionada à memória e que é afetada pelo Alzheimer.

 

Segundo a coordenadora do estudo, professora Andréa Torrão, os resultados da administração do canabinoide foram “bem positivos”. De acordo com a pesquisadora, foi verificada uma “reversão do déficit cognitivo”. Segundo ela, isso significa que o composto foi capaz de impedir a progressão da doença que foi simulada em uma fase inicial.

 

Andréa disse que o ACEA tem sido usado por diversos grupos de pesquisa no mundo, porém, ainda existem aspectos não investigados, que a equipe do Instituto de Ciências Biomédicas tentou avaliar. “Ele foi bem descrito bem mais recentemente. Mas tinha muitas outras perguntas, lacunas, que a gente queria entender”, enfatizou.

 

Apesar dos bons resultados, as pesquisas com o canabinoide no instituto foram paralisadas. “Os complexos canabinoides estão muito caros para a gente importar com os cortes de verbas que tem sido feito nos últimos anos”, ressaltou a pesquisadora. Por isso, o grupo tem usado outras substâncias que agem em outros aspectos do Alzheimer.

 

Fonte: Agência Brasil

Mais de 70 mil candidatos devem fazer as provas do Enem neste domingo, segundo informa o Governo do Estado

Cerca de 5,1 milhões de estudantes em todo o país farão hoje (3) o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Em Mato Grosso do Sul, segundo informações do Governo do Estado, são 70 mil alunos que estarão as provas.

 

O exame será aplicado em 1.727 municípios, em 10.133 locais. Os candidatos farão neste domingo as provas de linguagens, ciências humanas e redação.

 

Para os candidatos do Enem deste domingo, as provas serão de linguagens, ciências humanas e redação.Os portões serão abertos às 11h e fecharão às 12h, no horário de MS. A prova começará a ser aplicada às 12h30. O término será às 18h. O Ministério da Educação (MEC) divulgou a lista dos horários locais do Enem, de acordo com os diferentes fuso-horários brasileiros.

 

O local de prova de cada candidato está disponível no no Cartão de Confirmação da Inscrição, que pode ser acessado na Página do Participante e pelo aplicativo do Enem, que pode ser baixado nas plataformas Apple Store e Google Play.

 

Para fazer o exame, é obrigatório apresentar um documento oficial de identificação, original e com foto. A lista dos documentos aceitos no Enem está disponível na internet. Além disso, é preciso ter uma caneta esferográfica de tinta preta e fabricada em material transparente. Se a prova for respondida com qualquer caneta que não atenda a essas especificações, o candidato será eliminado.

 

Aqueles que precisam comprovar que fizeram a prova para justificar falta no trabalho, por exemplo, devem imprimir e levar a Declaração de Comparecimento para ser entregue ao aplicador na sala do exame. Esse documento é personalizado e está disponível também na Página do Participante. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) não fornecerá comprovantes após as provas. Além disso, é aconselhável imprimir e levar o Cartão de Confirmação da Inscrição.

 

Neste ano, há uma novidade, o celular ou outro equipamento eletrônico que tocar ou emitir algum som durante a prova, mesmo estando dentro dentro do envelope lacrado, levará à eliminação do candidato. A recomendação é que as baterias dos celulares sejam retiradas, pois alguns aparelhos tocam o alarme mesmo estando desligados.

 

Já dentro da sala, cada participante receberá a prova e deverá conferir os dados no cartão de resposta e na folha da redação. A dica é destacar, com muito cuidado, o cartão-resposta e a folha de rascunho do caderno de questões. Eles não poderão ser substituídos se forem danificados.

 

O Enem continua no próximo domingo (10), quando os estudantes farão as provas de ciências da natureza e matemática.

 

 

Foto: Agência Brasil

Audiência na quarta na Câmara debate benefícios e riscos do parto domiciliar

Os vereadores de Campo Grande realizam, na quarta-feira (6), às 9h, Audiência Pública para discutir o tema: Parto Domiciliar – Riscos e Benefícios. A discussão foi proposta pela Comissão Permanente Saúde da Câmara Municipal, composta pelos vereadores Dr. Lívio (presidente), Enfermeira Cida Amaral (vice), Fritz, Dr. Wilson Sami e Veterinário Francisco.

 

Os membros da Comissão se reuniram no dia 28 de outubro com médicos para tratar diversos casos envolvendo o assunto.

 

De acordo com o presidente da Comissão de Saúde, Dr. Lívio, é preciso definir parâmetros para que o bem-estar seja prioridade nesta hora. “É preciso que todos se mobilizem para tratarmos de um assunto tão importante. Vamos criar um grupo de trabalho para construir um protocolo de inclusão e exclusão destes partos em Campo Grande”, explicou Dr. Lívio.

Sorteio definirá os confrontos da rodada final da Copa Assomasul em Bela Vista

Os confrontos válidos pela rodada final da 16ª Copa Assomasul de futebol serão conhecidos por meio de sorteio minutos antes do início das partidas, nestedomingo (3), no estádio Municipal Otávio Fontoura, na cidade de Bela Vista.

 

O primeiro jogo válido pela semifinal será realizado pela manhã, enquanto que a grande final ocorrerá na parte da tarde.

 

Brigam pelo título as equipes de Antônio João, Bela Vista, Campo Grande e Dois Irmãos do Buriti.

 

Agora é tudo ou nada na briga pelo título do maior campeonato amador do Centro Oeste, que teve início em abril na cidade de Maracaju com a participação de 57 equipes.

 

Das quatro equipes semifinalistas, Antônio João tenta o tri-campeonato, enquanto Campo Grande e Bela Vista buscam o segundo título da competição esportiva que reúne servidores públicos municipais.

 

O duelo entre as quatro equipes classificadas para a semifinal e final da competição está sendo aguardado com grande expectativa.

 

Antes mesmo do término do campeonato, os organizadores do evento esportivo, que faz parte do calendário de atividades da Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul, já consideram um sucesso, a exemplo de edições anteriores.

 

Além da credibilidade da competição ao longo dos anos, explicada pelo bom número de municípios participantes e pela fidelidade dos parceiros a cada temporada, a diretoria da Assomasul reconhece a modalidade como um importante meio de aproximação entre os servidores públicos municipais.

 

PREMIAÇÃO

 

Além de troféus e medalhas para as quatro primeiras equipes e para o artilheiro e goleiro menos vazado (ambos terão ainda R$ 1 mil em dinheiro), a premiação é a seguinte este ano: Campeão (R$ 12 mil), vice-campeão (R$ 8 mil), terceiro lugar (R$ 6 mil) e quarto lugar (R$ 3 mil).

 

Atualmente, o Ranking dos Campeões está assim: Maracaju (4 títulos), Sidrolândia (2), Antônio João (2), Iguatemi (1), Jardim (1), Corumbá (1), Bela Vista (1), Tacuru (1), Porto Murtinho (1), Campo Grande (1).

Projeto desenvolvido no IFMS valoriza cultura e língua indígenas na internet

A valorização da etnia Terena é o tema central de um projeto desenvolvido no Campus Aquidauana do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) e apresentando no Festival Latinoamericano de Línguas Indígenas para Internet 2019, evento realizado pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) em Antígua, na Guatemala.

 

Os resultados da iniciativa que busca valorizar aspectos da cultura, arte, literatura, costumes e história dos terena foram apresentados no evento internacional entre os dias 22 e 24 de outubro pela professora de Informática do IFMS, Gracieth Valenzuela, uma das orientadoras do projeto. A participação da docente foi custeada pela Unesco.

 

Intitulado “Projeto Terena: cultura e língua indígena na internet” e também orientado pela professora de Português/Espanhol, Aline Araujo, o projeto originou-se no trabalho de conclusão de curso de Wilson Huanca, que concluiu o curso técnico em Informática no Campus Aquidauana do IFMS em julho deste ano. Durante as pesquisas, o jovem – que pertence à etnia terena – estudou o acesso à internet nas aldeias indígenas Morrinho e Lagoinha.

 

A partir da aplicação de questionários, o trabalho apontou o baixo acesso à internet nas duas aldeias estudadas. “O pouco acesso se dá porque os moradores não têm conteúdo para eles, em língua terena”, explica Gracieth.

 

Com base nesse resultado, o projeto passou a ter como objetivo a produção de conteúdo pela população indígena (professores e estudantes) em língua terena e a disponibilização do material produzido na internet, buscando a divulgação linguística e a troca cultural. Dessa forma, os terenas poderão compartilhar a cultura e o idioma, utilizando a internet como ferramenta, além de terem contato com outras culturas.

 

O estudo é baseado em dados da própria Unesco. Um deles estima que no ano de 2100, apenas 10% das 7 mil línguas existentes atualmente no mundo continuarão existindo. O povo terena tem uma população estimada em 25 mil pessoas e se concentra principalmente em Mato Grosso do Sul. A língua faz parte da família Aruaque, falada por populações ameríndias da América do Sul e Mar do Caribe.

 

Projeto Terena
Projeto visa valorizar cultura e memória do povo terena por meio de registros em vídeo

 

Projeto 

 

A primeira atividade foi uma oficina de audiovisual com duração de quatro dias, realizada em setembro. Ministrada por Túlio Fernandes, integrante do Coletivo Digital de São Paulo, a oficina teve a participação de 18 professores da região, principalmente da Escola Municipal Indígena Polo Marcolino Lili, localizada na aldeia Lagoinha.

 

“Os terena aprenderam a manusear os equipamentos e as técnicas de filmagem, e gravaram depoimentos de anciões da aldeia, como forma de registro da memória deles, relatando conhecimentos dos ancestrais”, explica Gracieth Valenzuela, uma das coordenadoras do projeto.

 

“Eles aprenderam a manusear os equipamentos e as técnicas de filmagem, e gravaram depoimentos de anciões da aldeia, como forma de registro da memória deles, relatando conhecimentos dos ancestrais. Atualmente, estamos trabalhando na edição dos vídeos”, informa a professora.

 

As atividades da oficina contaram com o apoio técnico dos demais integrantes do projeto: Leonardo Amaral, graduando do Instituto Federal de São Paulo (IFSP); Ygo Brito, professor do IFMS; Eduardo Feitosa, da Universidade Federal do Amazonas (UFAM); do antropólogo Boris Magalhães, professor da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS); além de Huanca.

 

O projeto prevê outras ações como adição de legendas e disponibilização dos vídeos em um canal online e nas redes sociais, além da criação de uma página de internet. Também estão previstas sessões de cinema itinerante que levarão os vídeos às aldeias.

 

Projeto Terena
Oficina foi ministrada por Túlio Fernandes, que integra o Coletivo Digital de São Paulo

 

Apoio 

 

O projeto é desenvolvido com o apoio da Sociedade da Internet (Internet Society na sigla em inglês), associação civil de direito privado voltada ao desenvolvimento da internet e demais tecnologias relacionadas. Além de apoio técnico, foram concedidos cerca de R$ 8 mil para a realização das ações.

A iniciativa representará o Brasil no evento internacional da associação, que ocorrerá online no dia 15 de novembro. Na oportunidade será disponibilizado um vídeo de três minutos contando a experiência do projeto.