Número de grávidas com HIV aumenta quase 40% em dez anos no Brasil, aponta Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde

O número de grávidas com HIV no Brasil vem crescendo desde 2008, de acordo com os últimos dados do Boletim Epidemiológico de HIV/Aids divulgados pelo Ministério da Saúde. Em 2008, foram registradas 6,7 mil gestantes com HIV, o que representava 2,1 casos para cada 1 mil nascidos vivos. Em 2018, esse número passou para 8,6 mil, o equivalente a 2,9 casos a cada 1 mil pessoas.

 

Enquanto o número de casos notificados de aids, que é a síndrome causada por este vírus, cai entre a população em geral, desde 2014, em todo o Brasil, o número de gestantes com HIV aumentou quase 37% nos últimos dez anos.

 

De acordo com o diretor do Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis, da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Gerson Fernando Pereira, essa diferença se deve ao aumento das notificações, mas também aos avanços no tratamento da síndrome.

 

“A aids, no passado, tinha uma mortalidade alta. Hoje, a pessoa infectada tem a mesma sobrevida de uma pessoa não infectada, desde que tome o medicamento. Mulheres que tomam o medicamento podem ter crianças por parto normal. Elas têm estímulo para engravidar.”

 

Hoje, em todo o país, todas as mulheres grávidas atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) devem, obrigatoriamente, fazer o teste de HIV. Os casos positivos devem ser notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

 

Mudanças no atendimento

 

Com a obrigatoriedade do teste, muitas mulheres só descobrem o HIV quando engravidam. Foi assim com Aninha*, em 1992. “Não havia quase nada para mulheres na época, não tinha uma política específica para nós. Muito sobre o HIV era voltado para gays, mulheres trans, etc. As mulheres que descobriam ficavam isoladas, poucas pessoas falavam que estavam passando pela mesma situação.”

 

Quando engravidou, na década de 1990, Aninha passou por uma série de dificuldades para ter o filho. “Foi bem difícil, porque tinha pouca informação, eu não sabia se teria um bebê saudável.” Ela contou que recebeu do médico que a acompanhava no pré-natal, uma carta com a indicação de que o parto deveria ser feito por cesariana.

 

“Passei por algumas unidades hospitalares enquanto estava tendo contrações. Quando eu entregava a carta, as pessoas diziam que não estava ainda no momento de ter o bebê e me mandavam voltar para casa. Fui a quatro lugares e recebi a mesma resposta. Percebi o preconceito”, disse.

 

Ela acabou tendo o filho de parto normal. Como tomava a medicaçãocontra a Aids e fazia o devido acompanhamento, o filho não foi infectado pelo vírus HIV.

 

Hoje, mais de 20 ano depois, o cenário está diferente e, ainda que seja preciso melhorar, mais pessoas estão fazendo o teste de HIV e mais pessoas estão recebendo o tratamento.

 

Natália*, por exemplo, é soropositiva e tem duas filhas, uma de 4 anos e outra de 2 anos. “Eu já sabia do diagnóstico e já fazia tudo direitinho. Quando tive minhas filhas, recebi leite, tudo pelo hospital”, disse.

 

Ela brinca que tem mestrado e doutorado em partos. “Eu tive duas experiências. A mais velha foi por parto normal. A mais nova foi por cesariana, porque a bolsa já havia estourado há algumas horas. Assim que entrei no centro cirúrgico, tive que fazer cesárea, mas [dependendo apenas do HIV] poderia ter sido normal também”.

 

Certificação

 

A prova de que o país avançou no atendimento às gestantes é a redução da chamada transmissão vertical, quando o HIV é passado da mãe para o filho na gestação, no parto ou durante a amamentação. A taxa caiu de 3,6 casos a cada 100 mil habitantes, em 2008, para 1,9 mil casos, em 2018, o que corresponde a uma queda de 47,2%.

 

Três municípios brasileiros receberam a Certificação de Eliminação da Transmissão Vertical de HIV. No Paraná, Curitiba e Umuarama receberam a certificação em 2017 e 2019, respectivamente, e, mais recentemente, São Paulo. A capital paulista, com 12,1 milhões de habitantes, é a cidade com maior população no mundo a receber tal título, segundo o Ministério da Saúde.

 

No Rio de Janeiro, o Hospital Universitário Gaffrée e Guinle, vinculado à Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), é referência no atendimento a gestantes com HIV. “Desde 2008 não nasce nenhum bebê com HIV aqui. A maternidade é a melhor maternidade pública do Rio de Janeiro”, ressaltou o diretor do hospital, Fernando Ferry.

 

Para Ferry, o aumento de notificações entre grávidas deve-se principalmente à obrigatoriedade do exame. “Muita gente hoje vive com HIV e não sabe. Com tratamentos mais eficazes e com menos efeitos colaterais, a geração mais nova não tem medo da aids.”

 

Ele defende, no entanto, que a síndrome merece atenção e que é necessário educar a população. “Existe um tabu de que é errado, que é feio, é pecado e, por isso, não se discute sexualidade. Isso deveria ser ensinado nas escolas, de forma técnica por professores preparados e capacitados”, disse.

 

Ações nacionais

 

Os dados do Ministério da Saúde mostram que há ainda grupos mais vulneráveis que outros à síndrome. Em 2018, cerca de 56% dos casos de aids foram registrados entre pessoas negras e, cerca de 60%, entre aqueles com até o ensino médio completo.

 

“O Brasil tem uma epidemia concentrada de aids/HIV. O que quer dizer que 0,4% da população tem HIV”, diz Pereira, que ressalta que as populações mais vulneráveis à infecção são homens que fazem sexo com homens, mulheres trabalhadoras sexuais, pessoas transsexuais e usuários de drogas.

 

De acordo com Pereira, a estimativa é que 86% das pessoas infectadas estejam diagnosticadas e 78% estejam em tratamento. A meta é elevar ambas proporções para 90%.

 

O ministério trabalha também com distribuição gratuita e com campanhas para incentivar o uso de preservativos nas relações sexuais, que são a principal via de transmissão do vírus HIV.

 

A pasta pretende ainda zerar os casos de transmissão vertical e, para isso, em parceria com estados e municípios, incentiva a formação de pessoal para a realização adequada do pré-natal.

 

Fonte: Agência Brasil

*As entrevistadas pediram para não se identificar

Saque-aniversário do FGTS pode quintuplicar crédito consignado privado

O saque-aniversário, modalidade de saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) que entrará em vigor em abril, tem o potencial de quintuplicar o volume de crédito consignado (com desconto no salário) para os trabalhadores da iniciativa privada. A estimativa foi divulgada pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia.

 

De acordo com a secretaria, o saque-aniversário deve criar um mercado de até R$ 100 bilhões em recebíveis de crédito nos próximos quatro anos. Os recebíveis representam os recursos de que os bancos podem se apropriar em caso de calote do tomado. A lei que criou o saque-aniversário permite que os trabalhadores usem o dinheiro sacado a cada ano como garantia em operações de crédito.

 

Os recebíveis do saque-aniversário deverão fazer com que os juros médios caiam para o tomador. Isso porque a garantia de receber parte do saldo do FGTS em caso de inadimplência reduz os riscos para os bancos, que podem cobrar taxas mais baixas.

 

“Como os recebíveis de saque-aniversário são uma garantia com risco zero, à medida que é possível uma substituição de crédito de risco elevado por crédito com risco zero, os juros cobrados serão menores, logo, há a tendência de expansão significativa de crédito estimulando a economia. Ademais, os juros cobrados nessa modalidade deverão ser inferiores a todas as outras opções no mercado”, explicou a SPE em nota.

 

A secretaria fez uma simulação em que considerou o impacto dos R$ 100 bilhões de recebíveis no mercado de crédito consignado para os trabalhadores da iniciativa privada. No primeiro cenário, que considera a substituição de 50% do crédito pessoal não consignado pelo crédito com recebíveis do FGTS, o crédito pessoal consignado saltaria dos atuais 0,32% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país) para 1,24% do PIB em até quatro anos. Os juros médios do crédito pessoal total (consignado e não consignado) cairiam de 2,77% para 2,14% ao mês.

 

No segundo cenário, que considera não apenas a substituição de 50% do crédito, mas também a expansão do crédito pessoal total, decorrente da entrada de novos clientes que não contraíam empréstimos, a evolução seria maior. O volume de crédito pessoal consignado saltaria para 1,72% do PIB no mesmo período. A taxa média de juros do crédito pessoal total cairia ainda mais, para 2,11% ao mês.

 

Segundo a SPE, a estimativa é conservadora porque considera que o crédito com recebíveis do FGTS pagará juros médios de 1,57% ao mês, equivalente à taxa média do crédito consignado para servidores públicos e beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Para o órgão, a nova modalidade de crédito tem o potencial de cobrar juros ainda menores.

 

Saque imediato

 

O relatório estimou que o saque imediato, retirada de até R$ 998 das contas ativas e inativas do FGTS, injetou R$ 26,2 bilhões na economia em 2019. A SPE calcula que o saque-aniversário, que prevê a retirada de parte do saldo do FGTS a cada aniversário do trabalhador, resultará em crescimento de 2,57% do PIB (Produto Interno Bruto) per capita nos próximos dez anos apenas pela injeção de dinheiro na economia. O cálculo, no entanto, desconsidera o impacto da expansão do crédito por meio do mercado de recebíveis.

 

Fonte: Agência Brasil

EUA acreditam que avião ucraniano foi abatido por míssil disparado pelo Irã

Os Estados Unidos acreditam que o avião ucraniano que caiu na quarta-feira (8) em Teerã pode ter sido abatido na sequência de um erro. A informação foi divulgada por duas fontes norte-americanas. O Irã já rejeitou a teoria, argumentando que “não poderia estar mais incorreta”.

 

De acordo com a agência Reuters, uma fonte norte-americana revelou que os satélites norte-americanos detetaram o lançamento de dois mísseis iranianos pouco antes da queda do avião que vitimou 176 pessoas. Washington acredita que poderá ter sido abatido na sequência de um erro.

 

“Alguém poderá ter cometido um erro”, disse Donald Trump, acrescentando que sempre suspeitou que a queda do avião não estava relacionada com erros mecânicos.

 

O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, disse também ter provas de que foi um míssil iraniano que atingiu o avião.

 

“Temos informações de várias fontes, incluindo dos nossos aliados e de nossas próprias fontes. As provas apontam para que o avião tenha sido abatido por um míssil terra-ar iraniano”, anunciou Trudeau, ressalvando que “pode não ter sido intencional”.

 

O acidente aconteceu horas depois do lançamento de mísseis iranianos contra duas bases da coligação internacional liderada pelos Estados Unidos, em Ain Assad e Erbil, no Iraque.

 

Teerã rejeita acusações

 

As autoridades iranianas já rejeitaram a tese de que o desastre do Boeing 737 da Ukraine International Airline esteja relacionado com um eventual ataque com mísseis, afirmando que essa teoria “não faz sentido”.

 

“Vários voos domésticos e internacionais voam ao mesmo tempo no espaço aéreo iraniano à mesma altitude de 8.000 pés, e essa história de ataque com mísseis (…) não podia estar mais incorreta”, disse o Ministério dos Transportes iraniano, num comunicado.

 

“Se um foguete ou um míssil atinge um avião, ele entra em queda livre”, explicou o presidente da Organização de Aviação Civil iraniana (CAO) e vice-ministro dos Transportes, Ali Abedzadeh, à CNN, acrescentando ao seu argumento que o avião continuou no ar por mais cinco minutos.

 

“Como é que um avião pode ser atingido por um rocket ou míssil e o piloto depois tentar voltar para o aeroporto?”, questiona Abedzadeh. “Esses rumores não fazem qualquer sentido”.

 

Caixas pretas

 

A propósito das caixas pretas do aparelho, encontradas no mesmo dia do desastre, Ali Abedzadeh declarou que “o Irã e a Ucrânia têm os meios para descarregar as informações” que os aparelhos contêm. No entanto, explica que as caixas negras estão “danificadas”.

 

“A caixa negra do Boeing 737 está danificada”, disse Abedzadeh, afirmando ainda que os investigadores ucranianos que foram enviados para o Irão “começarão a descodificar os dados a partir de amanhã (hoje)”.

 

“Mas, caso sejam necessárias medidas mais especializadas para extrair e analisar as informações, podemos fazê-lo na França ou em outros países”, afirmou o representante iraniano, num momento em que foram divulgadas informações que dão conta de que Teerã recusa o acesso às caixas negras do avião ao fabricante norte-americano Boeing.

 

“Nessa altura, qualquer que seja o resultado, será publicado e divulgado ao mundo”, esclareceu Abedzadeh à CNN.

 

Sem desmentir explicitamente tais informações, o comunicado do ministério rejeitou “os rumores sobre a resistência do Irã em dar as caixas negras (…) aos Estados Unidos”.

 

Ucrânia investiga causas

 

As autoridades ucranianas – que enviaram para Teerão uma equipa de 45 investigadores para participar no inquérito em curso – disseram nesta quinta-feira que investigam potenciais cenários que esclareçam a queda do avião.

 

Até ao momento, existem sete possíveis causas para o acidente, incluindo um eventual ataque com mísseis e terrorismo. Por enquanto, “nenhuma é prioritária”, revelou o secretário do Conselho Ucraniano de Segurança e de Defesa Nacional, Sergei Danylov, à agência France Presse.

 

O presidente iraniano, Hassan Rohani, prometeu à Ucrânia uma investigação objetiva das causas do desastre.

 

De acordo com um relatório inicial da CAO, a queda do avião esteve relacionada com um “problema” técnico não especificado.

 

O Boeing 737 caiu pouco depois de descolar do aeroporto internacional Imam Khomeini, em Teerã. O avião tinha como destino a capital ucraniana Kiev.

 

O acidente ocorreu algumas horas depois do lançamento de 22 mísseis iranianos contra duas bases da coligação internacional anti-jihadista liderada pelos Estados Unidos, em Ain Assad e Erbil, no Iraque, numa operação de retaliação pela morte do general iraniano Qassem Soleimani num ataque em Bagdad ordenado por Washington na sexta-feira passada.

 

Os 167 passageiros e nove membros da tripulação que seguiam a bordo do aparelho não sobreviveram ao acidente.

 

Fonte: Agência Brasil

Foto: WANA NEWS AGENCY

Justiça Militar aceita denúncia contra sargento preso com 39 quilos de cocaína

A Justiça Militar aceitou a denúncia do Ministério Público Militar (MPM) contra o segundo-sargento da Força Aérea Brasileira (FAB) Manoel Silva Rodrigues, detido na Espanha ao transportar 39 quilos de cocaína pura a bordo de um avião oficial.

 

O MPM denunciou o sargento por tráfico internacional de drogas. Apesar de o crime não estar previsto no Código Penal Militar, a promotoria militar entendeu que o caso se enquadra na hipótese de crime de natureza militar por extensão, já que Rodrigues estava a serviço e, supostamente, atentou contra a ordem administrativa militar. Para o Ministério Público Militar, independentemente das eventuais punições que forem aplicadas pela Justiça espanhola, Rodrigues deve responder à Justiça Militar brasileira.

 

O sargento foi detido em 25 de junho, na Espanha, onde continua preso. Ele chegou a Sevilha a bordo de uma aeronave da Força Aérea Brasileira, na qual viajava com um grupo de oficiais e servidores que, costumeiramente, dão apoio às viagens oficiais do presidente da República, chegando antes ao destino para se encarregar dos preparativos. Segundo o Ministério Público Militar, o sargento estava escalado para seguir viagem com o grupo no dia 26, na função de comissário no trecho Sevilha/Brasília, mas foi preso antes por policiais espanhóis.

 

Cálculos periciais apontam que a droga apreendida poderia ser vendida por algo em torno de R$ 6.3 milhões. Ao acatar a denúncia, o juiz federal Frederico Magno de Melo Veras marcou o início da oitiva das testemunhas para a tarde do dia 21 de maio de 2020.

 

Fonte: Agência Brasil

Foto: Reprodução

MEC vai enviar ao Congresso proposta com novas regras para o Fundeb

O governo federal encaminhará, em breve, ao Congresso Nacional, uma proposta de mudança nas regras de financiamento do ensino básico. Ontem (9), ao apresentar as realizações do Ministério da Educação (MEC) em 2019, o ministro Abraham Weintraub disse que o governo não desistiu de ver aprovada sua própria proposta de aumento da contribuição da União para o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

 

O debate sobre transformar o fundo, com previsão para ser extinto este ano, em permanente, e de elevar, gradualmente, o percentual de recursos repassados pela União, já ocorre na Câmara dos Deputados, onde uma comissão especial foi criada para discutir a PEC 15/2015, e também no Senado, onde tramita a PEC 33/2019. Além disso, o próprio ministro da Educação defende a proposta do governo.

 

“Ao longo deste ano [2019], tentamos colocar o novo Fundeb com propostas que acreditamos pertinentes. Infelizmente, não andou na direção e na velocidade que queríamos. Diante desse quadro, estamos encaminhando [ao Congresso] uma PEC [Proposta de Emenda Constitucional]”, disse Weintraub.

 

O governo federal discorda da minuta que a relatora do projeto que tramita em comissão especial na Câmara, deputada federal Professora Dorinha (DEM-TO), apresentou em setembro de 2019. No texto, a relatora propôs que o percentual da contribuição da União para o Fundeb passe dos atuais 10% para 15% em 2021, com acréscimos anuais de 2,5 pontos percentuais até chegar a 40% em 2031. Já o ministro Abraham Weintraub defende que o percentual dos recursos que a União repassa a estados e municípios aumente dos atuais 10% para 15%.

 

“É um aumento expressivo. Além de aumentar o volume de recursos, cobraremos resultados para receber esses recursos. Estados e municípios terão que adotar critérios de desempenho e mostrar resultados”, disse Weintraub.

 

Fundeb

 

Criado em 2006, para vigorar até 2020, o Fundeb é, hoje, a principal fonte de financiamento da educação básica, respondendo por mais de 60% do financiamento de todo ensino básico do país. Os recursos provém de impostos e transferências da União, estados e municípios.

 

Em 2019, só a União destinou R$ 14,3 bilhões aos estados. Dados da comissão especial criada pela Câmara dos Deputados para discutir a PEC 15/2015, apontam que, caso a proposta de ampliar a participação da União dos atuais 10% para 40% em 2031 seja aprovada, o impacto orçamentário da mudança será da ordem de R$ 279,8 bilhões.

 

Pisa

 

O ministro Weintraub disse que a meta da pasta é fazer com que o Brasil avance no ranking do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), índice que avalia o nível da educação básica no mundo.

“Esperamos tirar o Brasil da última posição na América do Sul e colocar ele, até 2030, na primeira posição. Sendo que esperamos já ter resultados no próximo Pisa. E este ano vão aparecer muito mais resultados. Vai aparecer rápido. Já no primeiro trimestre vai ter muito mais números mostrando melhoras”.

 

Em 2018, o Pisa foi aplicado para 600 mil estudantes de 79 países e regiões. O Brasil, onde cerca de 10,7 mil estudantes de 638 escolas fizeram as provas, obteve, em média, 413 pontos em leitura, 384 pontos em matemática e 404 pontos em ciências. Na avaliação anterior, aplicada em 2015, o Brasil obteve, 407 em leitura, 377 em matemática e 401 em ciências. Apesar da pequena melhora nas pontuações, o resultado revelou que apenas dois de cada 100 estudantes brasileiros atingiram os melhores desempenhos em, pelo menos, uma das disciplinas avaliadas. Além disso, o Brasil ficou abaixo das médias dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

 

“Vamos sair da última posição da América do Sul. O fundo do poço foi 2018”, garantiu o ministro.

 

Fonte: Agência Brasil

Percentual de famílias endividadas registra leve aumento em Campo Grande, mostra pesquisa do mês de dezembro

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), mostra que o percentual de famílias endividadas em Campo Grande teve um leve aumento no mês de dezembro de 2019, com 60,1%, contra 59,1% em novembro.

 

Em números absolutos, são 186.947 famílias endividadas em dezembro, seja com cheques pré-datados, cartões de crédito, carnês de lojas, empréstimo pessoal, prestações de carro e seguros, um aumento de 3,4 mil famílias em relação ao mês de novembro (183.520).

 

Confira a pesquisa na íntegra:

Peic_Dezembro

Números de violência contra a mulher aumentam no recesso forense

Doze mulheres ameaçadas, 15 agredidas fisicamente e uma estuprada, esses são os números da violência contra a mulher registrados em Campo Grande apenas nas audiências de custódia durante o plantão judiciário.

 

Todos os anos, com o fim do feriado forense, que se estende de 20 de dezembro de um ano até 6 de janeiro do seguinte, o TJMS realiza um levantamento do quantitativo de procedimentos desempenhados pelo seu plantão. São diversas atividades que não cessam com o recesso, a fim de manter a sociedade protegida pelo direito. Uma dessas funções é a audiência de custódia.

 

Deste modo, neste último feriado, o Fórum da Capital realizou 130 audiências de custódia, em que 148 detidos em flagrante delito foram ouvidos pela justiça e tiveram a sua prisão mantida ou não pelo juiz de plantão. Dentro do montante de crimes praticados, a segunda infração penal mais cometida, apenas atrás do tráfico de drogas, foi o crime de violência contra a mulher. Vinte e cinco casos registrados, contra 15 do recesso anterior.

 

Os dados apresentados pelas custódias, portanto, tornam possível verificar que, a despeito de todas as ações e políticas desenvolvidas no combate à violência contra a mulher, ela continua a crescer.

 

De 66% foi o aumento no número de flagrantes, de um ano para o outro, referentes à violência em razão do sexo. Isso quer dizer que, em apenas 18 dias, 27 mulheres foram ameaçadas por homens de seu círculo íntimo, tendo 15 chegado a serem agredidas pelos mesmos. Já o total de ocorrências durante o plantão manteve-se estável, registrando dois casos a menos que no ano anterior.

 

Importante ressaltar que esse aumento da violência contra a mulher corresponde apenas aos casos que foram comunicados às autoridades e que resultaram em prisões em flagrante, e não incluem os casos tratados diretamente pelas varas de violência doméstica, o que leva a crer ser o número real de mulheres agredidas bem maior.

 

Embora sejam vítimas de violência, poucas mulheres foram surpreendidas praticando-a ou cometendo delitos. Enquanto 132 homens foram presos em flagrante ao longo do recesso, só seis mulheres foram detidas. É um número menor, inclusive, ao de menores infratores, o qual foi de 10 apreensões.

 

As mulheres, assim, foram vítimas, em razão do sexo, de aproximadamente 20% dos casos registrados neste plantão, mas foram autoras de somente 4% de todas as ocorrências. A polícia da Capital prendeu apenas duas mulheres por tráfico de drogas, duas por roubo e duas por lesão corporal nesses dias de recesso.

 

Não há como se falar, portanto, em diminuição da violência contra a mulher, ou cessação de políticas e ações que busquem o enfrentamento a essa situação preocupante. Assim, mais medidas devem ser implementadas e reforçadas ao longo de 2020, visando a conscientização, a prevenção, e a uma mudança da sociedade do Estado, sem a qual a violência não cessará.

 

 

Policial rodoviário federal é atropelado na MS-258 e morre na Santa Casa da Capital

O policial Vladimir Benedito Struck, de 45 anos de idade, morreu por volta das 23h20min de ontem (9), assim que deu entrada no Pronto Socorro da Santa Casa de Campo Grande, vítima de um atropelamento automobilístico na rodovia MS-258, no momento em que participava de um bloqueio da Polícia Rodoviária Federal. 

 

Segundo informações extraoficiais, Struck fazia abordagem durante a operação policial e dado momento, se afastou para o meio da pista quando foi colhido por uma caminhonete que trafegava sentido Sidrolândia. Uma guarnição do Corpo de Bombeiros prestou os primeiros socorros a vítima que sofreu múltiplas-fraturas.

 

Na unidade móvel de urgência dos bombeiros, durante trajeto, Struck sofreu ao menos duas paradas cardiorrespiratória até dar entrada na unidade de pronto atendimento do hospital, Elmiria Silvério Barbosa, de onde foi levado as pressas em estado grave para Santa Casa da Capital.

 

Ainda em Sidrolândia, na unidade hospitalar, a vítima sofreu outras paradas cardiorrespiratória devido a gravidade de seu estado de saúde. Amigos e familiares buscavam por informações a cerca de seu estado de saúde, quando a ala vermelha da Santa Casa, confirmou sua morte.

 

Fonte: Região News

PMA autua mulher detida por manter aves silvestres ilegalmente em cativeiro

Policiais Militares Ambientais de Dourados autuaram administrativamente uma mulher de 30 anos por manter aves silvestres ilegalmente em cativeiro. A PMA foi acionada para realizar os autos administrativos ambientais (multa), por Policiais Militares do 3º Batalhão PM da cidade ontem (9), que atenderam a denúncia da criação dos animais ilegalmente em cativeiro, no bairro Panambi-Verá.

 

Os Policiais Militares do 3º Batalhão apreenderam cinco aves silvestres da espécie canário-da-terra e um canário belga que é considerado doméstico, que estavam em uma gaiola e conduziram a infratora à delegacia de Polícia Civil para responder por crime ambiental. Se condenada, poderá pegar pena de seis meses a um ano de detenção.

 

Os Policiais Militares Ambientais autuaram a infratora em R$ 2.500,00 em virtude da manutenção de animais silvestres em cativeiro. As aves serão encaminhadas ao Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), na Capital.