Entrega de cobertores pelo Governo do Estado atende os 79 municípios de Mato Grosso do Sul

Adquiridos pelo Governo do Estado, 80 mil cobertores vão aquecer a população carente dos 79 municípios de Mato Grosso do Sul. A entrega foi feita nesta terça-feira (19.6) pelo governador Reinaldo Azambuja e pela primeira-dama, Fátima Azambuja, em uma cerimônia no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo, na Capital.

 

O governador Reinaldo Azambuja destacou que é mais uma forma de atender a população que precisa se aquecer no inverno, além da Campanha do Agasalho dos servidores públicos. “Temos construído parceria com as 79 cidades. Essa entrega de cobertores mostra a nossa preocupação em atender aqueles menos assistidos, as pessoas em situação mais vulneráveis. O Governo investiu recursos próprios, comprou os cobertores, e será muito importante porque eles vão atender as famílias que mais precisam. É uma campanha que já vem de outros anos e se repete”.

 

Emocionada, Fátima Azambuja contou que conheceu uma mãe, no ano passado, que agradeceu por ganhar um cobertor para aquecer os cinco filhos. “De nada valem as grandes obras, se a população não está com saúde e com atendimento social”, resumiu.

 

A partilha entre os municípios foi organizada pela Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho (Sedhast), de forma proporcional ao número de famílias em situação de vulnerabilidade social, com base nos atendimentos dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras). Entre os critérios de prioridades estão a densidade populacional, característica de população indígena e quantidade de famílias em risco social.

 

“Neste momento, nós chegamos mais perto da população e daqueles que mais precisam”, afirmou a secretária Elisa Cleia, da Sedhast. Campo Grande recebeu 12 mil cobertores. “Infelizmente no nosso País existem irmãos que passam dificuldade. É mais que um evento, é um dever dos órgãos públicos”, disse o prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad. Ele também elogiou o critério justo de distribuição dos cobertores de forma a atender todos os municípios, sem distinção.

 

Em Três Lagoas, os quatro mil cobertores irão aquecer 2.860 famílias que estão na extrema pobreza, segundo o prefeito Ângelo Guerreiro. A distribuição dos cobertores recebidos pela prefeitura acontecerá no dia 26 de junho. “No período da manhã vamos fazer a entrega às pessoas carentes no ginásio de esportes de Três Lagoas”, acrescentou a secretária municipal de Assistência Social de Três Lagoas, Vera Helena.

 

A partilha entre os municípios foi organizada pela Sedhast, de forma proporcional ao número de famílias em situação de vulnerabilidade social

 

Em Sonora, a entrega dos 600 cobertores será feita no Centro de Convivência, segundo o prefeito Enelto Ramos. “Essa entrega é muito importante, contribui bastante para atender as pessoas que vivem em situação de risco”.

 

Para o prefeito Mario Kruger, de Rio Verde de Mato Grosso, a distribuição demonstra o perfil municipalista do Governo. “Às vezes, um cobertor pode fazer muita diferença para quem precisa. O governador Reinaldo Azambuja está se mostrando realmente municipalista, entregando os cobertores para que cheguem até quem realmente precisa”.

 

Também participaram do evento o secretário de Estado de Administração e Desburocratização, Carlos Alberto de Assis; os deputados estaduais Grazielle Machado, Onevan de Mattos, Felipe Orro, Professor Rinaldo, Zé Teixeira, Mara Caseiro, Enelvo Felini, Maurício Picarelli, Barbosinha e Herculano Borges; prefeitos, vices e vereadores.

Polícia Militar do Distrito de Ipezal apreende mais de 5 mil itens em contrabando

A polícia militar de Ipezal, distrito de Angélica, apreendeu na segunda-feira (18), uma grande quantidade de mercadorias contrabandeadas do Paraguai.

 

A equipe policial realizava rondas pelas ruas do distrito, que fica há aproximadamente 30 km da cidade de Angélica, quando visualizou um ônibus com placas da cidade de Alvorada do Sul-PR, e ao abordar o motorista para consulta de documentos, o homem apresentou nervosismo incomum e ao desembarcar disse que estava voltando de compras de Pedro Juan Caballero com vários passageiros que foram até o país vizinho para adquirir mercadorias.

 

Em checagem no bagageiro do ônibus foi encontrada uma grande quantia de produtos sem comprovação com nota fiscal, que após contagem totalizou 98 volumes com mais de 5 mil itens, entre brinquedos, eletrônicos, roupas, itens de perfumaria e cosmética, além de objetos diversos.

Ao todo 17 pessoas foram identificadas como proprietárias das mercadorias e vão responder por descaminho. O ônibus foi liberado para o motorista tendo em vista que o mesmo possui licença da ANTT e o veículo estar regularizado e sem nenhuma pendência administrativa ou criminal, e o material será entregue na delegacia da Receita Federal.

Comerciantes acreditam que revitalização da 14 de Julho vai ajudar a atrair mais clientes

O Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio-MS (IPF-MS) ouviu os empresários do comércio da Rua 14 de Julho que serão impactados com a revitalização do centro da cidade durante realização do projeto Reviva Campo Grande. A pesquisa, divulgada ontem (18), traça o perfil das empresas e a expectativa sobre o andamento das obras.

 

Para a maioria dos comerciantes (31,82%), a revitalização da principal via comercial do centro da cidade vai ajudar a atrair mais clientes, seguido pelo aumento das vendas (20,45%) e modernização (21,59).

 

Entre os aspectos negativos, os comerciantes apontam os ruídos e entulhos (21,01%) como principais problemas. A pesquisa foi realizada no mês de março e ouviu 67 dos 195 comerciantes da região. A maioria é composta por microempresários (51,56%), possuem imóveis alugados (87,50%) e contam com até cinco funcionários (44,26%). Entre as principais dúvidas dos comerciantes, o cronograma de obras (32,61%) e o projeto do estacionamento (21,74%).

 

A primeira fase do projeto vai contemplar o trecho da Rua 14 de Julho, entre as Avenidas Mato Grosso e Fernando Corrêa da Costa. A obra deve levar cerca de 20 meses para ser concluída e a etapa vai custar cerca de R$ 50 milhões.

 

Em relação às vagas de estacionamento na área central, a maioria dos entrevistados acredita que a criação de vagas verticais não vai resolver o problema (62,5%), mas avalia como positiva a iniciativa (63,64%).

 

A pesquisa foi realizada em parceria com o Sindivarejo Campo Grande, CDL e Prefeitura de Campo Grande. “É um projeto muito aguardado por todos nós do setor do comércio e, por isso, somos parceiros do Reviva. Vamos acompanhar cada etapa das obras, para que as reinvindicações e interesses dos empresários sejam levados em consideração”, afirma o presidente do Sistema Comércio MS, Edison Araújo.

 

O projeto

 

O projeto pretende transformar a 14 de Julho (da Afonso Pena a Cândido Mariano), rua mais tradicional da cidade, em um shopping a céu aberto. O calçadão terá áreas de convivência implantadas em baias; arborização; bicicletários e conexão via internet.

 

A calçada será ampliada para em alguns pontos ter 6,5 metros de largura (hoje tem 3 metros). Com o estacionamento proibido neste trecho, ao invés de três, serão duas faixas para o tráfego de veículo e o asfalto tradicional com CBUQ será substituído por pisos intertravados (o mesmo a ser usado nas calçadas). Com o meio-fio rebaixado, a pista será praticamente no mesmo nível da rua.

 

Cada quadra será interditada para tráfego de veículos por 38 dias, ficando assim calçadas livres para os pedestres e a rua toda cercada com tapumes. Todas as informações referentes ao projeto estão disponíveis no portal da prefeitura (Pmcg.ms.gov.br/reviva).

Plano Diretor: vereadores ressaltam diálogo e deixam portas abertas para sugestões

O presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, vereador Prof. João Rocha e demais vereadores concederam coletiva ontem (19), para falar sobre a tramitação do Projeto de Lei 594/18, de autoria do Executivo Municipal, que institui o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano Ambiental de Campo Grande.

 

De acordo com o vereador Prof. João Rocha o Projeto é baseado em cinco pilares de sustentação. “Entendemos que este Projeto é de extrema importância para a cidade. Esse Plano Diretor é baseado em cinco pilares de sustentação, relacionados ao aspecto social, ambiental e setor imobiliário e, também, relacionado a políticas territoriais, econômicas e culturais, todos os cincos pontos se interagem, não tem como dar atenção apenas para alguns pontos, mas sim para todos”, destacou.

 

“Importante frisar que em momento algum nós recebemos pressão de qualquer ordem ou natureza. Estamos aqui para representar a sociedade. Resolvemos tratar este assunto em uma coletiva de imprensa conceituando o plano, mostrando todos os passos que demos para chegar aqui, e dando a garantia que vamos tratar o assunto com bom senso”, alegou Prof. João Rocha.

 

Segundo o presidente da Casa de Leis, o Plano Diretor será votado pelo entendimento do colegiado. “É com um bom diálogo que vamos produzir o melhor documento possível, estamos aqui juntos com os colegas das comissões para mostrar a transparência que esta Casa tem procurado agir. Eu entendo que desta maneira que vamos construir uma política e uma sociedade mais forte, desta maneira vamos atrair investidores e empreendimentos. A Casa é um colegiado, este documento sairá pelo entendimento desse colegiado respeitando e ouvindo todos aqueles que nos procurarem”, garantiu.

 

Na ocasião, Prof. João Rocha explicou que o Projeto havia sido retirado da Casa para o estudo de alguns pontos no texto do Projeto. “O Projeto foi retirado para uma reanálise pelo Poder Executivo, Ministério Público e Legislativo, alguns itens que constam no estatuto da cidade que não estavam sendo contemplados, levando em consideração o entendimento de diversos segmentos da sociedade”, explicou.

 

Prof. João Rocha detalhou o processo de tramitação do Projeto na Casa de Leis. “Retornando a Casa o Projeto vai seguir toda tramitação normal e regular, nada do que foi feito se perde, todo trabalho realizado na Casa fica registrado, com o retorno vai tramitar com mais agilidade, vai ser distribuído pelas comissões, vai ser pautado para discussão e votação. Vamos trabalhar para ele ser votado antes do recesso, não quero estabelecer um prazo, tudo vai depender das necessidades das comissões, manifesto a vontade de votar o projeto antes do recesso parlamentar”, alegou.

 

Por fim, o parlamentar afirmou que a Casa de Leis está de portas abertas para todas as sugestões da sociedade. “Todas as sugestões serão analisadas da mesma maneira, não há diferenciação. Neste momento, o Projeto retornou a Casa e vai começar a tramitar internamente dentro das comissões, não vemos mais a necessidade de Audiências Públicas para tratar o assunto, diante de todo o trabalho já desenvolvido na Casa de Leis. Até concluirmos o trabalho estamos de portas abertas para receber qualquer sugestão”, reforçou.

Agetran interdita Rua 14 de Julho com Fernando Corrêa da Costa para execução de obras

A Prefeitura de Campo Grande está informando que, em decorrência das obras de infraestrutura do Programa Reviva Campo Grande, dois trechos da área central da cidade serão interditados durante uma semana, a partir de hoje  (20). São eles: Rua 14 de Julho – entre Avenida Fernando Corrêa da Costa e Rua 26 de Agosto; Avenida Fernando Corrêa da Costa – entre Rua 13 de maio e Rua 14 de Julho.

 

Segundo ainda a prefeitura, a interdição começa no dia 20 e segue até a próxima quarta-feira, 27 de Junho. A Agetran indica aos motoristas as seguintes opções de rotas:

 

Para condutores que descem a Rua 14 de Julho, pegar Avenida Fernando Corrêa da Costa e Rui Barbosa;

 

Para quem desce pela Av. Fernando Corrêa da Costa e quer acessar pela Rua 14 de Julho, pegar a Rua Rui Barbosa;

 

Para condutores que descem pela Avenida Fernando Corrêa da Costa e querem ir em direção ao Horto Florestal ou Avenida Calógeras, pegar a Rua 13 de Maio, Rua Calarge, Avenida Calógeras ou Av.enidaFábio Zahran.

STF absolve de corrupção e lavagem de dinheiro a senadora Gleisi e o ex-ministro Paulo Bernardo

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (19) pela absolvição da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e de seu marido, o ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo, dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. A Segunda Turma da Corte julgou nesta terça-feira a ação penal na qual a senadora foi acusada de receber R$ 1 milhão para sua campanha ao Senado em 2010.

 

Segundo a acusação, o valor foi desviado no esquema de corrupção na Petrobras e negociado por intermédio de Paulo Bernardo e do empresário Ernesto Kluger Rodrigues, que também é réu. Na denúncia, a Procuradoria-Geral da República (PGR) usou depoimentos do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa para embasar a acusação.

 

Saiba mais: STF julga hoje ação penal contra senadora Gleisi Hoffmann e ex-ministro Paulo Bernardo

 

Seguindo voto do relator, Edson Fachin, o colegiado entendeu que há divergências nos depoimentos de Youssef e de Costa e que não há provas suficientes para comprovar que Paulo Bernardo solicitou o dinheiro, muito menos que a senadora teria dado apoio ao ex-diretor para mantê-lo no cargo em troca da suposta propina.

 

Apesar de votar pela absolvição, Fachin ficou vencido ao propor a condenação da senadora pelo crime eleitoral de caixa dois por não ter declarado à Justiça Eleitoral R$ 250 mil que teriam sido recebidos pela sua campanha. No entanto, o voto foi seguido somente por Celso de Mello.

 

Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski votaram pela absolvição integral de Gleisi e Paulo Bernardo, por falta de provas.

 

No início do julgamento, a defesa da senadora e de Paulo Bernardo alegou que a PGR usou somente depoimentos de delações premiadas ao denunciar os acusados e não apresentou provas de que o recurso teria origem nos desvios da Petrobras.

 

Fonte: Agência Brasil

 

 

Suicídio, necessidade de atenção e preconceitos foram debatidos em seminário

Preconceito, abandono, suicídio, necessidade de atenção especial e crimes diversos contra idosos estiveram entre as questões centrais debatidas ontem (19) à tarde durante o 3º Seminário Estadual de Enfrentamento à Violência contra a Pessoa Idosa. O evento, promovido pela Frente Parlamentar em Defesa da Pessoa Idosa, presidida pelo deputado Renato Câmara (MDB), foi realizado no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul (OAB-MS), em Campo Grande, e contou com aproximadamente 200 participantes.

 

“No passado, os idosos tinham mais valor?”, questionou, retoricamente, o coordenador da Universidade Aberta à Pessoa Idosa da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Eduardo Ramirez Mesa, que proferiu a palestra “Violência contra pessoas idosas: o que governo e sociedade precisam saber para enfrentá-la?”, a primeira das três ocorridas durante o seminário.

 

 

A essa questão, ele notou que é equivocado pensar que, no passado, o respeito ao idoso era maior. “Não há nenhum estudo que respalde isso”, disse. Ao contrário, continuou o palestrante, pesquisas sobre alguns povos antigos mostram que havia o costume de deixar a pessoa mais velha morrer em local isolado quando acreditavam que não era mais útil à tribo.

 

“Avançamos muito”, afirmou Mesa. “A decisão política de universalizar direitos e proteger todos os idosos é nova, própria deste momento histórico da consciência nacional”, notou.

 

Apesar disso, é preciso superar a barreira dos preconceitos, segundo avaliou o palestrante. “Na base da violência contra a pessoa idosa, encontra-se o preconceito”, observou Mesa. Conforme ele, o envelhecimento, algo natural, é considerado negativo devido à representação social da velhice. “São estereótipos associados ao idoso, como pessoa doente, rabugenta, excêntrica”, acrescentou.

 

Suicídio

 

A internalização desses estereótipos pelos idosos pode desembocar, em situações extremas, no suicídio, tema abordado na segunda palestra, proferida pelo psicólogo Eduardo Pelliccioli, mestre em Psicologia da Saúde da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB). O título da palestra de Pelliccioli foi “Negligência, depressão e suicídio de pessoas idosas: um olhar sobre os aspectos biopsicossociais do envelhecimento humano”.

 

 

De início, o psicólogo apresentou números alarmantes sobre suicídio entre idosos. Dados do Boletim Epidemiológico (2017), publicação da Secretaria de Vigilância em Saúde, aludidos por Peccioli, mostram que, no Brasil, há 5,5 casos de suicídio para cada 100 mil habitantes. Entre pessoas com 70 anos ou mais, essa taxa sobe para 8,9. Na liderança dessa estatística, estão os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.

 

Ele informou, ainda com base no Boletim Epidemiológico, que o crescimento do índice de suicídio no País é mais acentuado entre idosos. O estudo também verificou que a forma mais comum de suicídio é o enforcamento e identificou o perfil das pessoas com mais de 70 anos que tiraram a própria vida: solteiro, viúvo ou divorciado.

 

“Falar sobre suicídio nunca é agradável. Mas é um problema de saúde e temos de enfrentá-lo. Assim, precisamos falar sobre esse assunto”, argumentou. “Quem se matou não é porque não pensava na vida. Ao contrário, pensava demais, mas não tinha com quem conversar”, atentou. Não ter com quem falar sobre a vida está relacionado com a solidão. E aqui está ponto crucial do problema, segundo avalia o professor. “O desamparo leva ao suicídio”, alertou.

 

A redução desse quadro, está, então, na outra ponta: a companhia, a convivência familiar e social. “Alguns fatores importantes de proteção são: apoio da família, dos amigos; integração social, com trabalho, inter-relações construtivas, lazer; experiências religiosas e culturais; envolvimento com a comunidade; acesso a serviços de saúde”, finalizou.

 

Faces da violência

 

O abandono, referido por Peccioli, está entre as faces da violência contra os idosos, segundo apontou o delegado Ricardo Meirelles Bernardinelli, o terceiro palestrante da tarde. Ele proferiu palestra intitulada “A violência contra pessoas idosas como fenômeno multicausal e multifacetado e o papel dos órgãos de defesa”.

 

De acordo com o delegado, o estelionato é um tipo de crime muito comum contra os idosos. “São vítimas de golpes diversos. Estelionatários ligam afirmando que alguém da família foi seqüestrado, que o idoso tem boleto vencido, coisas assim… Muitos perdem R$ 200, R$ 2 mil, R$ 20 mil ou mais. Acompanhei vários casos assim. É horrível!”, disse.

 

O delegado, a partir da própria experiência, enfatizou a necessidade de atenção especial aos idosos. Ele lembrou um caso ocorrido em Itaporã, município a 220 quilômetros de Campo Grande. “Certa vez, uma senhora de oitenta e poucos anos, de olhos bem verdes e cabelos brancos, muito parecida com minha avó materna, chegou à delegacia”, iniciou o delegado.

 

A idosa dizia que estava sendo perseguida por “malfeitores”, que tentavam, constantemente, roubar a casa dela. “Achei aquilo um absurdo. Fizemos a investigação, mas não descobrimos nada”, contou. A senhora terminou dizendo que algumas pessoas tinham instalado na cabeça dela um “mendrive” (ela se referia a pen drive), que fazia com que escutasse vozes de malfeitores que iriam roubá-la.

 

Bernardinelli buscou ajuda da rede de proteção, mas continuou recebendo a mulher na delegacia. Ele resolveu, então, entrar no universo da realidade construída pela idosa. Ajudado por um investigador, o delegado colocou partes de um rádio velho na cabeça da senhora, apertou alguns botões e disse que havia neutralizado o “mendrive”. Funcionou por uns tempos e a idosa ficou muito agradecida. O delegado também conta essa história em uma crônica, com o título de “Esmeralda” e escrita em projeto desenvolvido pela Polícia Civil (confira o texto clicando aqui).

 

O caso serviu para Bernardinelli ilustrar a necessidade da atenção aos idosos, saber ouvi-los. A isso se contrapõe série de situações de violência, ocorrida, inclusive, na própria família. “Há o abandono, a quebra de confiança, a exclusão familiar”, listou. “E esse tipo de violência (contra o idoso) é o mais triste que existe”, concluiu.

 

Depois das palestras, foi realizada mesa redonda para discutir o assunto a partir dos diversos problemas e análises apresentados pelos palestrantes. Entre as propostas, está a de fortalecer a discussão sobre a criação, em Mato Grosso do Sul, de delegacias especializadas no enfrentamento da violência cometida contra idosos.

 

Participantes

 

Além do presidente da Frente, deputado Renato Câmara, diversas autoridades estiveram presentes: os deputados estaduais João Grandão e Pedro Kemp (ambos do PT), o presidente da OAB/MS, Mansour Elias Karmouche, o  bispo auxiliar de Campo Grande, Dom Marian Danecki, a vereadora da Capital Cida Amaral (PROS), a advogada Rita de Cássia (OAB/MS) e o assistente social Sergio Wanderly Silva (SAS).

 

 

No início do seminário,  eles fizeram uso da palavra para alertar sobre a importância do enfrentamento a todas as formas de violação de direitos das pessoas idosas.

 

Arte e reflexão

 

Na abertura e depois do intervalo, os participantes puderam apreciar apresentações culturais e refletir, com a ajuda da arte, sobre a violência contra idosos.

 

A orquestra Raízes de Acordeons e Violões tocou e cantou músicas regionais, com belas vozes, acompanhadas dos instrumentos que estão no nome do grupo (violões e acordeons). No meio da tarde, a Trupe Dell’art da UFMS sensibilizou os presentes com a metáfora de um velho jatobá que seria cortado.

1ª Câmara Criminal mantém condenação por abandono material do filho de 13 anos

Os desembargadores da 1ª Câmara Criminal negaram provimento, por unanimidade, ao recurso interposto por R.S. de C. contra a sentença que o condenou a um ano e dois meses de detenção pela prática do crime de abandono material, como previsto no artigo 244 do Código Penal.

 

Consta dos autos que no dia 14 de abril de 2010, por volta das 9h30, no bairro Dom Bosco, em Corumbá, o apelante bateu e ameaçou de morte seu filho R.G.C., na época com 13 anos, caso não arrumasse trabalho. O pai já se recusava a prover seu sustento, impedindo-o até de fazer refeições em casa.

 

Para a vítima, R.S. de C. dizia que não sustentaria vagabundo e que ele deveria trabalhar para poder comer em casa. O menino alimentava-se na casa da avó materna e, de acordo com o processo, relatou que o pai não lhe comprava roupas ou material escolar. Alegou ainda que o pai nunca gostou  dele e do irmão, tendo que se alimentar na casa de amigos ou da avó e que houve dias que ficou sem comer porque o pai não permitiu.

 

Para os desembargadores da 1ª Câmara Criminal, o delito de abandono material é de natureza formal, bastando que seja comprovado o dolo para caracterizar o ilícito penal, não se exigindo o prejuízo à vítima.

 

Para o relator do processo, desembargador Geraldo de Almeida Santiago, está amplamente comprovado o dolo do apelante que, mesmo tendo alimentos em casa, não permitia que o filho se alimentasse a não ser que trabalhasse para ajudar nas despesas de casa.

 

Para o argumento de insuficiência probatória de R.S. de C., o desembargador entendeu que não deve prosperar, uma vez que a autoria e a materialidade dos fatos estão presentes nos autos – inclusive prova testemunhal da vítima, do irmão, da mãe e avó materna, uníssonos e coesos em apontar o réu como autor dos fatos.

 

“Ante ao farto conjunto probatório, não há que se falar em absolvição por falta de provas, pois está amplamente comprovada a prática do crime de abandono material pelo acusado”.

 

O processo tramitou em segredo de justiça.

 

Fonte: TJ/MS

Fiems e Detran assinam termo de cooperação para levar robótica à Cidade do Trânsito

O presidente da Fiems, Sérgio Longen, assinou, nesta terça-feira (19/06), no Edifício Casa da Indústria, em Campo Grande (MS), convênio com o Detran/MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) para, por meio do Sesi e do IEL, fomentar o projeto “Detranzinho – Cidade Escola de Trânsito”. O termo foi assinado junto ao diretor-presidente do órgão, Roberto Hashioka, durante reunião com as participações dos superintendentes do Sesi, Bergson Amarilla, e do IEL, José Fernando Amaral, respectivamente.

 

A área de educação do Sesi vai levar tecnologia e inovação ao Detranzinho, projeto que existe desde 1999 para repassar orientações de trânsito a crianças da Reme (Rede Municipal de Ensino). A instituição vai implantar na Cidade Escola, localizada na sede do Detran na Capital, duas salas de educação para o trânsito, além de disponibilizar para aos alunos visitantes a metodologia LEGO, utilizada nas aulas de robótica que integram a grade curricular da rede de ensino do Sesi. O IEL, por sua vez, também contribuirá com o trabalho educativo do Detran após vencer o chamamento público para atuar no encaminhamento de 18 estagiários para o órgão de trânsito.

 

“A palavra-chave é educação. Este é um compromisso do Sistema Fiems como um todo e, como temos na figura do presidente do Detran, Roberto Hashioka, um grande parceiro, ficamos bastante felizes em poder contribuir, por meio do Sesi, com este projeto que conscientiza crianças desde cedo sobre a educação no trânsito, e com o IEL, que abrirá a estudantes de diversas áreas as portas do mercado de trabalho”, avaliou Sérgio Longen após a assinatura do convênio com o Detran/MS.

 

Para Roberto Hashioka, a cooperação das instituições com o trabalho do órgão é estratégica. “Por quase 20 anos o programa permaneceu igual e, a partir de agora, teremos essa inovação, por meio da parceria com o Sesi, e estagiários que, após serem encaminhados pelo IEL, terão a oportunidade de conhecer o universo do mercado de trabalho e receberem uma remuneração, por meio da bolsa-auxílio que fornecemos”, completou o diretor-presidente.

 

Superintende do Sesi, Bergson Amarilla afirmou que a instituição utiliza diversas ferramentas tecnológicas em suas escolas, e tem como missão social estender este trabalho em toda à comunidade. “Esta parceria é uma oportunidade para o Sesi levar sua metodologia de ensino inovadora para estimular a criatividade não somente entre nossos alunos, mas para jovens de toda a comunidade que participa do programa do Detran”, disse.

 

Para o superintendente do IEL, José Fernando Amaral, a vitória no chamamento público para a contratação de uma agência de estágios reforça a expertise do instituto na área de desenvolvimento de carreiras. “O IEL venceu esta concorrência e já estamos fazendo a seleção dos estagiários, e tenho certeza que estamos mudamos a vida dos estagiários e das famílias, ainda mais como um órgão sério igual ao Detran”, finalizou.