Fim do Horário de Verão: com mudança no domingo, especialistas do Detran-MS alertam sobre cuidados no trânsito

Os moradores de dez estados e do Distrito Federal, atrasar o relógio em uma hora, a partir da 0h de domingo (18), quando encerra o período de horário de verão 2018/2019.

 

O médico credenciado do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS), especialista em medicina do tráfego, Jorge Vasconcelos, explica que quando ocorre uma mudança de horário, o organismo pode ter dificuldade para se adaptar.

 

“Com a mudança do horário, aumentam as chances de a pessoa ter sonolência, lentidão de raciocínio, perda de memória, ansiedade, baixa autoestima e variações no humor, o que pode influenciar diretamente no ato de dirigir”, ressalta o médico.

 

O gestor de Educação e Segurança de Trânsito do Detran-MS, Nedis Gonçalves, explica que nos primeiros dias de adaptação é exigida uma atenção redobrada ao volante e na direção defensiva.

 

Nedis comenta algumas dicas para minimizar o cansaço em qualquer período, principalmente na primeira semana de adaptação. “É necessário dormir mais cedo, evitar dirigir após a ingestão de alimentos pesados, inclusive após o almoço e evitar viajar à noite e sozinho”, conclui.

 

Mesmo com a mudança de horário, o Detran manterá o atendimento normalmente na semana que vem.

 

Confira:

  • Fácil Aero Rancho
    Horário de atendimento: das 08h às 16h
    Agência Geraldo Garcia – Shopping Pátio Central
    Horário de atendimento: das 12h às 18h

 

  • Fácil Guaicurus
    Horário de atendimento: das 08h às 16h
    Agência Regional – Sede – Saída para Rochedo
    Horário de atendimento: das 07h30 às 13h30

 

  • Agência Suzana Lopes Sgobbi – Shopping Campo Grande
    Horário de atendimento: das 10h às 22h

 

  • Fácil Coronel Antonino
    Horário de atendimento: das 8h às 16h

 

  • Fácil Shopping Bosque dos IpêsHorário de atendimento: das 10h às 22h

 

Projeto resgate história musical do Estado e contempla 2 mil alunos da Reme

Mostrar aos alunos de oito escolas do campo da Reme (Rede Municipal de Ensino) o legado de músicos sul-mato-grossenses e a trilha sonora que ajudou a consolidar nossa cultura é o objetivo do projeto “Trajetória da Música Sul-Mato-Grossense”, que chega às unidades por meio dos músicos Jerry Espíndola e Rodrigo Teixeira.

 

As primeiras apresentações tiveram início esta semana nas escolas Governador Arnaldo Estevão de Figueiredo e José do Patrocínio e também contaram com a presença dos músicos Ju Souco e Deise e Renan Nonato.

 

DSC_0096O trabalho dos artistas esta entre as 44 propostas culturais financiadas pelos editais FMIC (Fundo Municipal de Incentivo à Cultura) e Fomteatro (Programa Municipal de Fomento ao Teatro) no ano passado. Parte deles já recebeu aporte financeiro e começa a sair do papel.

 

De acordo com Jerry a ideia do projeto que percorre as instituições de ensino é despertar o interesse das crianças e jovens pelos artistas do Estado, além de formar um público para a música regional.

 

“Estou feliz porque já passamos pelas escolas estaduais e agora temos a oportunidade de fazer os shows nas unidades do município por meio do FMIC (Fundo Municipal de Incentivo à Cultura). É um resgate da nossa história e uma maneira de levar essas canções às crianças que não viveram as décadas passadas”, ressaltou Jerry.

 

No total, dois mil alunos entrarão no ritmo musical sul-mato-grossense por meio da iniciativa dos cantores. Durante 40 minutos de show os artistas exploram o rico repertório da música de nosso Estado, acompanhados por violão, sanfona e percussão.

 

Contudo, antes de conferirem o show, os alunos aprendem sobre a trajetória dos músicos e das canções que compõem a trilha musical do Estado, como “Trem do Pantanal” (Geraldo Roca e Paulo Simões), “Tocando em Frente, (Almir Sater e Renato Teixeira) “Vida Cigana” (Geraldo Espíndola) e “o Sol e a Lua” (Délio e Delinha). Canções mais atuais também não foram esquecidas, como “Meu Carnaval” (Filho dos Livres), “Chora me Liga” (João Bosco e Vinícius e “Agradece” (Marina Peralta).

 

Durante a apresentação, o grupo fala de forma clara e direta sobre todas as gerações da música sul-mato-grossense e passeiam por várias vertentes como o sertanejo, MPB e rock.

 

Para a aluna Ester Macedo, 16, do 3º ano da escola Governador Arnaldo Estevão de Figueiredo, o show retratou bem a diversidade musical de Mato Grosso do Sul. “Gostei bastante porque amplia nosso conhecimento sobre música.  Com certeza, mostra além do que conhecemos. Sou fã da música Trem do Pantanal”, disse.

 

Na opinião da chefe da Divisão de Educação e Diversidade da Reme (Rede Municipal de Ensino), Magali Luzio, trabalhar a cultura regional também é função da escola.

 

“É importante despertar o interesse pela música típica de nosso Estado, que é um patrimônio imaterial. Só aqui ouvimos ritmos como a polca paraguaia e as modas de viola que retratam a vida do pantaneiro”, ressaltou.

 

Quanto a questão pedagógica, Magali lembra que as canções podem ser trabalhadas de forma interdisciplinar, explorando a geografia e história de Mato Grosso do Sul.

 

Para a secretária-adjunta e superintendente de Cultura da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Sectur), Laura Miranda, ver o resultado de um projeto financiado por recursos municipais traz à tona a importância de valorizar as propostas que nascem no meio artístico de Campo Grande.

 

“Este é o nosso papel, enquanto Poder Público, de incentivar e estar à disposição dos artistas para dar mais vez e valor à cultura regional”, comenta.

 

Os editais FMIC e Fomteatro destinaram R$ 4 milhões no ano passado para propostas teatrais, musicais, de audiovisual, literatura, dança, circo, fotografia, moda e design, capoeira, patrimônio cultural e cultura popular.

Exportações de industrializados de MS iniciam 2019 com alta de 19%, diz Fiems

A receita obtida com as exportações de produtos industrializados de Mato Grosso do Sul em janeiro de 2019 alcançou US$ 315,67 milhões contra US$ 266,06 milhões no mesmo mês do ano passado, representando um crescimento de 19% em relação ao período analisado, conforme levantamento do Radar Industrial da Fiems.

 

Segundo o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, esse foi o melhor resultado para o mês de janeiro da série histórica de exportações industriais do Estado. “Quanto à participação relativa exportada pelo Estado, a indústria respondeu por 92% de toda a receita obtida com vendas ao exterior por Mato Grosso do Sul”, informou.

 

Os principais destaques ficaram por conta dos grupos “Celulose e Papel”, “Complexo Frigorífico”, “Extrativo Mineral”, “Siderurgia e Metalurgia Básica” e “Couros e Peles”. “Os produtos produzidos por esses grupos, somados, representaram 97% da receita total das vendas sul-mato-grossenses de produtos industriais ao exterior”, completou Ezequiel Resende.

 

Detalhamento por grupos 

 

O grupo “Celulose e Papel” registrou receita de US$ 185,46 milhões, um aumento de 41%, que foram obtidos apenas com a venda da celulose (US$ 182,43 milhões), tendo como principais compradores China, com US$ 82,89 milhões, Holanda, com US$ 25,33 milhões, Itália, com US$ 18,95 milhões, Estados Unidos, com US$ 18,85 milhões, e Espanha, com US$ 10,05 milhões.

 

“A exportação de produtos florestais atingiu um destaque pouco comum no ano passado, saindo da tradicional 4ª posição e se aproximou do 2º posto, ocupado pelas carnes. Em 2018, as exportações desse setor (Papel, Celulose e Madeira) somaram US$ 14,2 bilhões, 23% mais do que em 2017. A diferença para as exportações de carnes foi pequena e o volume e preço da celulose determinaram o avanço dos produtos florestais”, analisou Ezequiel Resende.

 

Já no grupo “Complexo Frigorífico” a receita conseguida em janeiro foi de US$ 68,95 milhões, uma redução de 17% em relação ao mesmo período do ano passado, sendo que 40% do total alcançado é oriundo das carnes desossadas de bovinos congeladas, que totalizaram US$ 27,57 milhões, tendo como principais compradores Hong Kong, com US$ 11,63 milhões, Chile, com US$ 9,51 milhões, Emirados Árabes Unidos, com US$ 7,70 milhões, China, com US$ 4,45 milhões, e Arábia Saudita, com US$ 3,83 milhões.

 

“Arábia Saudita suspendeu as importações de carne de frango de cinco frigoríficos brasileiros e a medida afetou a BRF, que é a maior exportadora de carne de frango halal do mundo. Desde a Carne Fraca, a Arábia Saudita também deixou de habilitar frigoríficos do Brasil pelo sistema de pré-listing, por meio do qual os estabelecimentos são autorizados a exportar por amostragem, sem que seja necessário inspecionar todas as fábricas interessadas em exporta”, ressaltou o economista.

 

Outros grupos 

 

Para o grupo “Óleos Vegetais”, a receita alcançou US$ 20,97 milhões no mês de janeiro, um crescimento de 171% na comparação com o mesmo período de 2018, com destaque para farinhas e pellets, que somaram US$ 20,91 milhões, tendo como principais compradores o Reino Unido, com US$ 10,58 milhões, a Polônia, com US$ 8,26 milhões, a Indonésia, com US$ 2,02 milhões, a Romênia, com US$ 62 mil, e o Uruguai, com US$ 23,5 mil.

 

“Em 2019, a oferta de farelo de soja deve diminuir no Brasil e a expectativa é de que sejam produzidas 32,6 milhões de toneladas, ou seja, 0,6% a menos que em 2018. Na demanda, a situação é oposta com previsão de aumento de 0,6% no consumo interno e de 1,9% nas exportações. Apesar da menor produção e maior demanda, os estoques de passagem deverão ser maiores, em função dos estoques iniciais maiores”, pontuou Ezequiel Resende.

 

No grupo “Siderurgia e Metalurgia Básica”, as exportações somaram US$ 10,80 milhões, uma elevação de 818% na comparação com janeiro de 2018, com destaque para ferro fundido bruto não ligado, que somou US$ 10,29 milhões, tendo como principais compradores a Itália, com US$ 10,29 milhões, Paraguai, com US$ 310,5 mil, Bolívia, com US$ 159,8 mil, Estados Unidos, com US$ 32,1 mil, e Chile, com US$ 5,3 mil.

 

“A Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia, confirmou que adotará medidas de salvaguarda definitivas sobre importações de aço a partir de 2 de fevereiro. A iniciativa, que já havia sido antecipada em meados de janeiro, substitui medidas provisórias que estavam em vigor desde julho do ano passado. As medidas afetam 26 produtos siderúrgicos e consistem na aplicação de tarifas de 25% para importações que excederem cotas predeterminadas”, finalizou o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems.

PMA identifica campo-grandense por caça de jacaré postada em redes sociais

Policiais Militares Ambientais de Campo Grande autuaram na quinta-feira (14), um caçador na Capital por abate de animal silvestre da espécie jacaré. A equipe chegou até o infrator devido postagens da caça em redes sociais.

 

A PMA localizou o endereço do caçador que afirmou ter abatido o animal no mês de janeiro, em uma represa no assentamento Eldorado próximo a Sidrolândia, onde tem um lote. Portanto, devido já ter passado vários dias e o fato ocorrido em local adverso do seu domicílio, não foi encontrado nenhum vestígio da caça.

 

O infrator foi autuado por caça ilegal de animal silvestre e multado em R$ 500,00. A pena para o crime de caça é de seis meses a um ano de detenção.

 

Condenado por roubo a mulher grávida tem pena aumentada pelo Tribunal de Justiça

Por unanimidade, os desembargadores da 3ª Câmara Criminal deram provimento ao recurso interposto pelo Ministério Público contra a sentença que condenou P.C.G.B. a cinco anos e seis meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, e 40 dias-multa, por roubo seguido de violência e grave ameaça.

 

Conforme o processo, no dia 12 de março de 2018, a vítima  – que estava no oitavo mês de gravidez – trafegava de bicicleta com a filha de cino anos, quando parou para se abrigar do sol. Nesse momento, foi surpreendida por P.C.G.B., que parou sua bicicleta ao lado dela e anunciou o assalto, avisando que queria somente os pertences.

 

Assim que ele tomou a carteira e o celular da vítima, ela tentou pegar de volta e o réu a empurrou e xingou, de forma extremamente agressiva. Uma testemunha que passava na rua de motocicleta  desconfiou da situação e parou para falar com a vítima, que informou que havia sido roubada. A testemunha conseguiu alcançar o autor do crime e segurá-lo até a polícia chegar. P.C.G.B. foi preso em flagrante.

 

O Ministério Público requereu o aumento da pena, em razão da culpabilidade acentuada do acusado, que usou de violência e grave ameaça na presença de uma criança de cinco anos e com uma gestante à época dos fatos. Pediu a aplicação de 1/8 para cada circunstância desfavorável e a fixação do regime inicial fechado para o início do cumprimento de pena.

 

Para o relator do processo, desembargador. Jairo Roberto de Quadros, a prática do delito de roubo mediante violência empregada à mulher, que estava na companhia de filho menor, é conduta acentuada suficiente para negativar a moduladora da culpabilidade.

 

“A exasperação da pena basilar deve se efetivar à luz da proporcionalidade e da razoabilidade e, nessa esteira, consoante critério emanado da doutrina e da jurisprudência, deve incidir para cada circunstância negativa, o acréscimo de 1/8 da diferença entre as penas mínima e máxima cominadas em abstrato ao delito”, escreveu em seu voto.

 

Sobre o quantum de pena privativa fixada, o desembargador apontou que, constatada a reincidência do acusado e havendo circunstâncias judiciais do art. 59 do Código Penal desabonadoras, inviável o cumprimento da pena em regime inicial que não seja o fechado.

 

“Ante o exposto, com o parecer, dou provimento ao recurso para negativar o vetorial das circunstâncias do crime e aplicar a fração de 1/8 na primeira fase da dosimetria, e após o redimensionamento, fixar a pena em definitivo em sete anos, quatro meses e 20 dias, e pagamento de 16 dias-multa, à razão de 1/30 do valor do salário-mínimo vigente à época dos fatos, em regime inicial fechado, permanecendo inalterados os demais termos da sentença atacada”.

Durante visita a Ponta Porã, governador Reinaldo Azambuja entrega patrulhas mecanizadas para sete municípios

O governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, esteve em Ponta Porã nesta sexta-feira (15.2) realizando a entrega de dez patrulhas mecanizadas, totalizando 52 equipamentos, para seis municípios da região e também visitando obras realizadas pelo Governo do Estado. “Totalizamos a entrega de 1.100 novos equipamentos, fortalecendo nossa parceria com a agricultura familiar. Em quatro anos entregamos R$ 25 milhões em equipamento se somente para 2019 já temos R$ 28 milhões disponíveis para atender as demandas da agricultura familiar”, disse o governador.

 

Reinaldo Azambuja atende a imprensa durante o evento em Ponta Porã.

Durante o evento, o governador Reinaldo Azambuja destacou obra da ponte de concreto que liga os assentamentos Nova Itamarati e Nova Era, sobre o rio Dourados, que será finalizada nas próximas semanas, com investimentos de R$ 2 milhões. Ele também comunicou que o Governo do Estado recebeu o projeto da obra de anel viário em Ponta Porã e que agora segue para análise documental e processo licitatório.

 

O prefeito de Ponta Porã, Hélio Peluffo, destacou que a agricultura familiar na cidade detém 40% da licitação para merenda escolar, que atende mais de 12 mil alunos. “São 4,4 milhões de refeições por ano”. Ele avaliou que essa porcentagem poder ser maior com o fortalecimento da agricultura familiar, ocasionado pela entrega dos equipamentos e tratores.

 

Trabalhando no campo desde criança, Catalino Ramos Melgarejo, 71 anos, é agricultor no assentamento Nova Itamarati II. Ele afirmou que o maquinário entregue hoje facilita o trabalho de todas as famílias. “Hoje existe tratores e maquinários no assentamento, mas só usa quem tem condições de pagar particular. E é caro. Então isso tudo aqui é um presente dado que melhora a vida de muita gente. Agora só vamos ajudar a manter esses equipamentos, pagando óleo e manutenção”, completou Catalino.

 

O investimento dos equipamentos entregues foi de R$ 1,4 milhão

 

As patrulhas foram distribuídas para os municípios de Aral Moreira, Caarapó, Caracol, Coronel Sapucaia, Laguna Carapã e Ponta Porã. O investimento dos equipamentos entregues foi de R$ 1,4 milhão, que foram adquiridos com recursos oriundos de emendas parlamentares do deputado federal, Vander Loubet; ex-deputados federais, Zeca do PT, Geraldo Resende e Elizeu Dionisio; do ex-senador Waldemir Moka, e recursos próprios do Governo do Estado.

 

O diretor-presidente da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer), André Nogueira Borges, destacou que a agricultura familiar tem colocado merenda nas escolas de Ponta Porã e injetou R$ 18 milhões na economia local nos últimos três anos. Para ele, essas entregas fortalecem ainda mais a atividade.

 

Também compareceram à solenidade os secretários Jaime Verruck (Semagro), Geraldo Resende (Saúde) e Sérgio de Paula (Escritório de Articulação Política); deputado federal Vander Loubet; deputado Estadual José Carlos Barbosinha; prefeitos e vereadores de municípios beneficiados com as entregas de patrulhas e maquinários.

 

O governador também visitou a obra de pavimentação asfáltica e drenagem de águas pluviais na avenida Jamil Saldanha Derzi, no Bairro São João. A obra faz parte da parceria entre o Governo do Estado e a bancada federal. A obra é dividida em duas etapas, sendo a primeira parte no valor de R$ 301 mil para drenagem de águas pluviais e a segunda parte no valor de R$ 610 mil para pavimentação asfáltica e drenagem. Ao todo, as obras foram executadas em 411,52 metros da Avenida Jamil Saldanha Derzi, custando R$ 911 mil.

Procon divulga pesquisa de preços de produtos que compõem cesta básica

A Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor (Procon-MS) divulgou nesta sexta-feira (15.2) pesquisa com valores de itens de primeira necessidade que integram a cesta básica.

 

No decorrer dos trabalhos, realizados pelo Procon Estadual no período de 11 a 15 de fevereiro deste ano, foram visitados os supermercados Assaí, Atacadão, Carrefour, Comper, Duarte Rede Econômica, Extra, Fort, Pires e Walmart, totalizando nove estabelecimentos.

 

O superintendente do Procon, Marcelo Salomão, explica que a decisão de pesquisar os itens de primeira necessidade da cesta básica em separado foi para possibilitar que os consumidores possam adquirir os produtos com os preços mais baratos. “Nossa intenção é ajudar a população e facilitar que nesse momento de crise possam comprar os itens mais baratos em variados estabelecimentos”, diz.

 

O Procon comparou o valor de 110 produtos. A maior variação foi encontrada em uma marca de esponja de aço, com o preço variando 178,29% entre o valor mais baixo e o valor mais alto. Também foi encontrado macarrão com variação de 160,64% e pacote de açúcar com 126% de variação.

 

A menor diferença de preços foi encontrada no biscoito maisena que teve 0,62% entre o valor mais alto e mais baixo cobrado pelos supermercados.

 

Confira a pesquisa.

Com R$ 29 milhões para 2019, governador quer organizar agricultura familiar em MS

Em 2019, com recurso garantido no valor de R$ 29 milhões destinados à agricultura familiar em Mato Grosso do Sul, o Governo do Estado pretende organizar o setor dando fim a antigos problemas, como a regularização fundiária. Com o investimento, o Governo quer também acelerar projetos que irão beneficiar os produtores rurais, como recuperação de estradas municipais, criação das centrais de abastecimento e organização de cooperativas e associações na abertura ao mercado.

 

Durante mais uma etapa de entrega das patrulhas mecanizadas, na tarde dessa quinta-feira (14.02), em Três Lagoas, o governador Reinaldo Azambuja afirmou que com mais recursos será possível equipar “ainda mais os produtores” e oportunizar a melhoria da qualidade na produção.

 

“Com esse recurso de R$ 29 milhões, valor equivalente ao que foi recebido nos últimos quatro anos, vamos equipar ainda mais o agricultor. Também vamos regularizar a questão fundiária dos assentamentos de Mato Grosso do Sul. Vamos fazer uma parceria com o Governo Federal, fazendo uma integração para liberar esses títulos definitivos, porque isso atrapalha muito a vida, tanto do homem, quanto das mulheres assentadas. São donos de fato, mas não são donos por direito, já que não têm o documento”, disse em entrevista o governador.

 

A entrega das patrulhas mecanizadas é resultado da parceria entre o Governo do Estado e a bancada federal

 

O governo tem buscado parcerias que possam acelerar a recuperação de estradas, confirmou o governador. “Estamos buscando parceria para a agricultura familiar para acelerar a recuperação das estradas, principalmente daquelas estradas municipais que cortam os assentamentos”.

 

Engrossando o discurso do governador, sobre a venda organizada e abertura de mercado, o deputado federal Vander Loubet destacou que é preciso focar na comercialização, com a construção das centrais de abastecimento.  “Nos últimos quatro anos de mandato, junto com o deputado (federal) Zeca (do PT), colocamos R$ 5 milhões todos os anos para agricultura familiar, por meio de emendas individuais, em parceria com o governador. Contamos ainda com as emendas de bancada, que estão sendo entregues hoje, para fomentar e verticalizar a agricultura familiar, que é a coisa mais importante para nós. Poderemos contar com as 10 centrais de abastecimento que serão construídas no Estado”, disse o deputado.

 

Ele ainda afirmou que será preciso profissionalizar, efetivamente, a cadeia da agricultura familiar.  “Essa profissionalização acontece com a preparação do solo, com os tratores entregues; se preciso com assistência técnica, por meio da Agraer e, por fim, a comercialização por meio dos 10 centros de abastecimento”, finalizou.

 

Conforme o  prefeito de Três Lagoas, Angelo Guerreiro, a obra da central de abastecimento no município já foi licitada. “Em breve será dada ordem de início de serviço”, disse ele, destacando ainda a construção de uma feira que será modelo para MS, mais uma medida em parceria com o Governo do Estado que fortalece o trabalho dos pequenos agricultores.

 

Reinaldo Azambuja afirmou que há alguns anos Mato Grosso do Sul importava 95% das frutas, legumes e verduras. Hoje, o Estado importa 70% dos produtos e ocupa o mercado com 30% de produção própria. “Temos que abrir espaço para agricultura familiar, abrir o mercado, organizar as cooperativas, organizar as associações dos assentamentos, fortalecer com a Agraer a venda dos produtos, porque quando o produtor vende sozinho, ele perde competitividade. Ele é engolido pelo mercado e pelo atravessador. Quando ele vende em escala maior na cooperativa ele ganha mercado. Ele tem competitividade de venda”, completou.

 

Entrega de Patrulhas

 

O governador entregou nessa quinta-feira (14.2), em Três Lagoas, 30 máquinas e equipamentos e nove patrulhas mecanizadas para atender a agricultura familiar. Um investimento de mais de R$ 1,1 milhão. Considerando as entregas feitas no primeiro mandato, as entregas realizadas ontem (13.02) em Campo Grande e hoje (14.2) pela manhã no município de Aquidauana e região, todos os municípios sul-mato-grossenses passam a ser contemplados com patrulhas.

 

Municípios contemplados na região de Três Lagoas: Anaurilândia, Aparecida do Taboado, Brasilândia, Cassilândia, Inocência, Paranaíba, Santa Rita do Pardo e Três Lagoas. Os equipamentos são oriundos de recursos de emendas parlamentares dos deputados federais  Zeca do PT, Vander Loubet, Dagoberto Nogueira, Geraldo Resende, Elizeu Dionízio, Tereza Cristina, Luiz Henrique Mandetta e Fábio Trad, e dos senadores Waldemir Moka, Pedro Chaves e Simone Tebet.

 

De janeiro de 2015 a julho de 2018 foram 136 patrulhas entregues. Só nesta semana em Campo Grande, Aquidauana e região e Três Lagoas e região o Governo do Estado entregou 189 conjuntos adquiridos por meio de parceria com a bancada federal.

 

Imasul apresenta relatório da vistoria da força-tarefa nas barragens de Corumbá

A força-tarefa que realizou nos dias 29 e 30 de janeiro a vistoria nas barragens de resíduos de minério de ferro e manganês em Corumbá, com a coordenada pelo Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), apresentou na tarde desta quinta-feira um relatório onde aponta anormalidades constatadas na parte operacional, de segurança e de manutenção dos referidos depósitos, que necessitam serem sanados com urgência. O Imasul é vinculado à secretaria estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro).

 

Uma das principais preocupações dos órgãos que fizeram a inspeção – Imasul, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil do Estado, Crea, Defesa Civil de Corumbá , Polícia Militar Ambiental e Ministério Público do Trabalho – relaciona-se a infiltrações no setor do extravasador (drenos) da barragem Lais e manutenção precária e sulcos erosivos da barragem Monjolinho, ambas da Mineração Vetorial, problemas que podem acarretar em instabilidade das unidades.

 

Ricardo Eboli, do Imasul

O diretor-presidente do Imasul, Ricardo Ebole, fez uma detalhada explanação da vistoria à imprensa, no auditório da Associação Comercial de Corumbá, e adiantou que o relatório será encaminhado ao Ministério Público Federal, que investiga as mineradoras desde 2016, e também ao Ibama e Agência Nacional de Mineração, órgãos responsáveis pela fiscalização destas atividades. Também disse que o Estado poderá tomar medidas administrativas.

 

Planos de emergência

 

Segundo Ebole, no caso da barragem Lais (Morro Urucum), o extravasamento à jusante poderá implicar na interrupção do processo de ampliação de sua capacidade – de 800 mil m³ para 1,09 milhão de m³ – até a correção do problema. As duas barragens da Vetorial também não atendem aos quesitos obrigatórios do plano de emergência, em caso de algum colapso, para garantir segurança das pessoas que residem na rota da mancha de inundação.

 

Barragem da Lais, da Vetorial, que apresenta problemas de infiltração e necessita adequar plano de segurança (Foto: Edemir Rodrigues)

 

Em relação à barragem Gregório, da Vale, que tem capacidade para 9 milhões de m³, o relatório aponta que a unidade atende aos critérios operacionais e de segurança, com estrutura de solo compactado, que direciona o rejeito para o seu centro, e possui plano de emergência para evacuação da população local. A barragem opera com 50% de sua capacidade e realizou simulação de acidente, em novembro de 2018, para testar o sistema de alerta.

 

A força-tarefa recomenda, ao concluir o relatório, a necessidade de as empresas contratarem uma auditoria externa especializada em segurança de barragens para correção de algumas anomalias, com ênfase no atendimento à população no caso de um rompimento. Foi constatado também que empresas de engenharia de outros estados, contratadas pelas mineradoras, não estão cadastradas no Crea/MS, configurando irregularidade administrativa,