TRT24: Hospital Procon reduzirá salários e jornada de seus funcionários durante período da pandemia do novo coronavírus

O Hospital Proncor reduzirá em 25% os salários e a jornada de trabalho de seus funcionários administrativos. O acordo coletivo foi firmado entre o Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Mato Grosso do Sul (Sintesaúde-MS) e o hospital, ontem (7), no Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região, em Campo Grande.

 

Essa foi a primeira audiência relacionada à pandemia de Covid-19 na Justiça do Trabalho em Mato Grosso do Sul. Os trabalhadores administrativos e o Proncor negociaram a diminuição dos salários e da jornada devido à queda dos atendimentos no hospital, uma vez que as cirurgias eletivas não estão sendo realizadas.

 

A redução está prevista na Medida Provisória nº 936/2020, que estabeleceu providências trabalhistas complementares para o enfrentamento do estado de calamidade pública no país.

 

As partes já haviam se reunido e chegado ao acordo coletivo para a redução proporcional de 25%, observados requisitos como a estabilidade provisória dos funcionários. Na audiência de mediação, foi feito o reconhecimento e a documentação do acordo firmado entre o hospital e os trabalhadores. A vigência da redução é de 6 de abril até 30 de junho de 2020.

 

A audiência de mediação pré-processual foi realizada pelo vice-presidente do TRT-MS e coordenador do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Disputas (NUPEMEC-JT), desembargador Amaury Rodrigues Pinto Júnior, acompanhado da coordenadora do Centro Judiciário de Métodos Consensuais de Solução de Disputas (Cejusc 1º Grau), juíza Déa Marisa Cubel Yule. Pelas partes estiveram presentes o diretor administrativo do Proncor, Luiz Fernando Curado Elias, a advogada Rosely Scândola e o presidente do Sintesaúde/MS Osmar Gussi e o advogado Reinaldo Leão Magalhães. A procuradora-chefe do Ministério Público do Trabalho, Cândice Gabriela Arosio, participou por videoconferência.

 

Novos acordos

 

Na próxima terça-feira (14/4), está agendada uma audiência entre a Federação dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de MS (Fesaúde) e o Sindhesul (Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado de Mato Grosso do Sul).

Prefeitura diz que famílias não precisam ir ao Cras para pedir auxílio emergencial

O Governo Federal disponibilizou ontem (7) o auxílio emergencial para pessoas em situação de vulnerabilidade social, durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Em Campo Grande, a SAS (Secretaria Municipal de Assistência Social), em parceria com a Fundação Social do Trabalho (Funsat) e a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedesc) vão orientar as pessoas a usarem o aplicativo do governo e tirar dúvidas para receber o beneficio.

 

Entretanto, a SAS ressalta que não é necessário ir até os CRAS (Centro de Referência da Assistência Social) para solicitar o auxílio. A família que se inscreveu no registro no Cadastro Único até o dia 20 de março deste ano, e atende às regras do programa receberá o auxílio sem precisar se cadastrar novamente. Já quem já é beneficiário do Bolsa Família receberá o valor automaticamente após liberação do Governo Federal.

 

Quem tem direito?

 

Trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEI), autônomos e desempregados. É necessário ainda ser mais de 18 anos. Não receber benefício previdenciário ou assistencial, seguro-desemprego ou de outro programa de transferência de renda federal que não seja o Bolsa Família (O Bolsa Família não impede receber Auxílio Emergencial).

 

É preciso também ter renda familiar mensal per capita (por pessoa) de até meio salário mínimo (R$ 522,50) ou renda familiar mensal total (tudo o que a família recebe) de até três salários mínimos (R$ 3.135,00). Os rendimentos tributáveis no ano de 2018 não pode ter sido acima de de R$ 28.559,70.

 

Quem preencher estes critérios deve baixar o aplicativo Auxílio Emergencial ou acessar o site auxilio.caixa.gov.br com o CPF em mãos. Após o preenchimento do CPF e confirmação dos dados, o próprio aplicativo informará a situação do seu benefício.

 

Quem tiver dificuldade para acessar o site ou baixar o aplicativo deve se dirigir aos Cras ou aos locais abaixo, das 8h30 às 13h30, de segunda a sexta-feira, e verificar as informações pessoalmente. Lembrando, que o isolamento social é muito importante neste momento e você só deve se deslocar se necessário.

 

  • FUNSAT – Rua 14 de Julho, 992, Vila Glória (Tel. 4042-0585);

  • Incubadora Mario Covas – Rua Leandro da Silva Salina, 668, Mario Covas (Tel. 4042-0497 (ramal: 2427 e 2428));

  • Incubadora Francisco Giordano Neto – Rua Marques de Leão, 1214, Estrela Dalva (Tel. 4042-0497 (ramal: 2429 ou 2430));

  • Incubadora Norman Edward Hanson – Rua General Alberto Carlos Mendonça Lima, 2251, Santa Emília (Tel. 4042-0497 (ramal: 2423 ou 2424));

  • Incubadora Zé Pereira – Rua Eugênio Peron, 676, Zé Pereira (Tel. 4042-0497 (ramal: 2425 ou 2426))

 

Quem recebe o benefício do Bolsa Família deve aguardar, pois o governo federal garantiu que o recebimento será automático. Caso ainda permaneçam dúvidas vocês podem ligar nos telefones 3314-4482, ramais 6030, 6037 e 6038.

Governador nomeia Alexandre Magno novo Procurador-Geral de Justiça do Estado

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPE-MS) será comandado no biênio 2020/2022 pelo promotor de Justiça Alexandre Magno Benites de Lacerda. Ele foi nomeado Procurador-Geral de Justiça pelo governador Reinaldo Azambuja, em ato publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) desta quarta-feira (8). É a primeira vez na história do MP estadual que um promotor de Justiça assume o mais alto cargo.

 

“Chefiar uma instituição tão importante para a sociedade como o Ministério Público é um desafio que, temos certeza, o novo procurador-geral de Justiça saberá enfrentar com determinação. É um jovem que desde o início da carreira se destacou pelo empenho, comprometimento e dedicação. E temos certeza que a harmonia entre o Executivo e os outros poderes e instituições, elemento fundamental para um trabalho profícuo, prosseguirá nos próximos anos”, disse o governador.

 

Com 42 anos de idade, Alexandre Magno diz estar pronto para essa nova fase na carreira. “É um orgulho ser nomeado o primeiro promotor de Justiça para o cargo de Procurador-Geral de Justiça. Da mesma forma, parabenizo o governador Reinaldo Azambuja pelo espírito democrático de respeitar a vontade da maioria da classe, e pelo compromisso de trabalhar com todos os poderes e instituições na defesa incondicional da sociedade sul-mato-grossense”. O promotor foi o mais votado durante eleição realizada pelo MPE-MS na semana passada.

 

Reinaldo Azambuja enalteceu o trabalho executado pelo procurador de Justiça, Paulo Passos, durante os dois mandatos de Procurador-Geral de Justiça. “Ao procurador Paulo Passos, só temos que agradecer pela parceria construída nesses anos, sempre com a preocupação da preservação das garantias do cidadão, a melhoria da qualidade de vida e o desenvolvimento do nosso Estado”.

 

Conta de energia elétrica ficará 6,9% mais cara em 74 cidades de Mato Grosso do Sul

A conta de energia elétrica vai ficar 6,9% mais cara para os consumidores dos 74 municípios de Mato Grosso do Sul atendidos pela Energisa, que detém uma base com mais de 1 milhão de clientes, em cidades como Campo Grande, Dourados, Corumbá, entre outras. O reajuste foi autorizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

 

A tarifa começaria a valer a partir dehoje (8), porém sua aplicação foi adiada por 90 dias a pedido da própria concessionária. Para os consumidores residenciais a elevação será de 6,89%%, já para as empresas 6,93%%. Com essa decisão, o incremento nos últimos três anos chega a  29,16%, uma vez que foi de 12,39% no ano passado e 9,87% em 2018.

 

O aumento foi impulsionado pelo custo da compra da energia elétrica, principalmente Itaipu. Já o abatimento dos efeitos dos anos anteriores contribuiu para segurar a elevação em mais 5,9%, de acordo com a área técnica da agência.

 

O relator do processo, Sandoval de Araújo Feitosa Neto, após anunciar o aumento ressaltou que “porém sem aplicação imediata das tarifas, a concessionara continuará a aplicar até 30 de junho de 2020 as tarifas atualmente vigentes. As novas tarifas começam a vigor em 1 de julho de 2020”, explicando que essa queda de receita “será compensado por meio de modulação  do valor mensal de R$  14 milhões das cotas da CDE mensais da Energisa MS”.

 

No ano passado, a Aneel elevou em média a tarifa de energia elétrica dos consumidores da Energisa MS em 12,39%, sendo 11,47% para consumidores residenciais. O cálculo foi impactado pelos custos de aquisição de energia, como por exemplo, a compra de energia da Usina Hidrelétrica de Itaipu que é precificada em dólar, a transmissão de energia elétrica, bem como os encargos setoriais. Por outro lado, o pagamento do empréstimo da Conta ACR e ajustes em rubrica (retirada CDE Decreto) da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) ajudaram a reduzir o reajuste em aproximadamente – 3,7%. Já a bandeira  tarifária contribuiu para reduzir em 2,83% o índice final do reajuste da EMS.

 

Fonte: Correio do Estado/Clodoaldo Silva

SES realiza a distribuição de testes rápidos para todos os municípios do Estado

O Governo de Mato Grosso do Sul iniciará a distribuição de testes rápidos de coronavírus  – recebidos pelo Ministério da Saúde – em todos os municípios do Estado. Por intermédio da Secretaria de Estado de Saúde (SES), o Estado enviará 6 mil unidades do teste que identifica casos da doença no Estado. Além disso, as barreiras sanitárias também receberão um volume de testes.

Segundo o secretário Geraldo Resende, o acesso ao teste rápido proporcionará agilidade na constatação dos casos de coronavírus. “Analisamos o panorama geral com a nossa equipe técnica e adotamos o critério populacional para definir a quantidade enviada para cada localidade, lembrando que os testes devem ser aplicados por profissionais de saúde e agentes de segurança pública”.

 

Os resultados deste teste saem praticamente na mesma hora, duram cerca de 15 a 30 minutos. Para garantir uma distribuição mais eficiente, os municípios que são sedes de microrregião e os municípios que são sedes de macrorregião irão receber quantidades maiores.

 

A SES aguarda a liberação dos lotes por parte do Ministério da Saúde para iniciar a distribuição conforme relação já feita. A secretaria também realizou a compra de dez mil unidades de testes rápidos. O processo ainda está em andamento.

 

Sobre os testes rápidos

 

Os testes rápidos adquiridos pelo Ministério da Saúde tiveram registro aprovado na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e avaliado pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS). São testes que identificam os anticorpos (IgM e IgM), marcadores de infecção recente ou tardia, respectivamente.

 

São usados para a vigilância na triagem. Não precisa de máquina, mas é preciso de equipamento de proteção individual, lanceta para punção digital, profissional de nível superior treinado na realização e de médico para interpretação do teste com informações clínicas e epidemiológicas, segundo instruções de uso do fabricante. Não deve ser usado por pessoas sem preparação técnica.

 

Os testes realizados pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen/MS) são de biologia molecular RT-PCR em tempo real que permite a identificação do vírus em amostras coletadas através de swab. Este teste é o padrão ouro recomendado pelo Ministério da Saúde para diagnóstico da doença.

É dengue, zika ou chikungunya?

Por Cristiane Bomfim – Um mosquito e três doenças. O Aedes aegypti é um antigo conhecido do brasileiro, especialmente pela dengue, doença que teve seus primeiros registros por aqui no início do século XIX. O inseto chegou a ser erradicado na década de 1950 e oito anos mais tarde, em 1958, o país foi considerado livre do vetor pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Mas a erradicação do mosquito não durou muito tempo: na década de 1960, novos focos do Aedes aegypti foram observados em várias localidades do país e o primeiro surto de dengue foi documentado em 1981 na cidade de Boa Vista, em Roraima.

 

Com medidas entre 0,5 cm e 1 cm, riscos brancos no corpo, cabeça e patas, o Aedes aegypti é, além da dengue, transmissor de zika, chikungnya e de febre amarela no meio urbano. Apesar do seu curto tempo de vida – de 45 dias – uma fêmea do mosquito é capaz de dar origem a até 1500 novos insetos. A desova acontece aos poucos e em vários lugares diferentes e, dessa forma, garante a preservação da espécie.

 

Em ambiente seco, os ovos conseguem resistir por períodos de até 450 dias, de acordo com estudos. No entanto, seu desenvolvimento requer água, preferencialmente limpa. Por isso, o verão – período marcado pelo aumento das chuvas – é propenso para a proliferação do Aedes aegypti.  Dados do Ministério da Saúde mostram que entre janeiro e 10 de dezembro do ano passado foram confirmados 10.319 casos de dengue e 141 mortes. Para chikungunya, foram 65.840 casos confirmados e 36 mortes. Com menor incidência, a zika teve 3.625 casos confirmados e 4 mortes.

 

Além de serem transmitidas pelo mesmo inseto, as três doenças têm em comum sintomas iniciais como mal-estar e dor muscular, mas é importante estar alerta aos indícios de cada problema e, principalmente, eliminar focos do mosquito. Veja abaixo:

 

DENGUE

 

É uma doença febril aguda causada por um vírus do gênero Flavivírus e transmitida por meio da picada do Aedes aegypti. De acordo com o Ministério da Saúde, é hoje a mais importante arbovirose (propagada por mosquitos artrópodes) que afeta o homem e é considerada um problema de saúde pública, especialmente em países tropicais onde o clima favorece a proliferação desse tipo de mosquito. Apesar disso, a doença está em expansão cada vez maior, com números alarmantes em regiões de clima não tão favoráveis, como é o caso dos Estados Unidos.

 

Apesar das variações do vírus em quatro tipos – todos presentes no Brasil – os sintomas iniciais da infecção por dengue são os mesmos: febre alta (que pode ultrapassar 39 °C), de início abrupto, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, fraqueza e dor atrás dos olhos. “Os tipos são apenas classificações dos vírus de acordo com as variações deles, mas a doença é a mesma. O que muda é como ela se desenvolve no organismo de cada pessoa”, explica o infectologista do Hospital Israelita Albert Einstein Hélio Arthur Bacha.

 

A dengue clássica é a forma mais leve da doença e representa a maioria dos casos. Tem duração de cinco a sete dias e seus sintomas mais comuns são febre alta, dores de cabeça, musculares e cansaço, que muitas vezes são confundidos com gripe. “A diferença é que a febre normalmente não vem acompanhada de coriza”, explica Hélio Arthur Bacha. Náuseas e vômitos e diarreia também podem ocorrer. Por isso, a recomendação do médico é que, diante da suspeita dos sintomas, o paciente procure imediatamente um médico para averiguação da doença e indicação do tratamento.

 

Já a dengue grave é a manifestação do problema na sua forma mais perigosa e pode levar à morte se não for tratada com rapidez. Os sintomas iniciais são os mesmos da dengue clássica, mas a febre pode diminuir após o terceiro ou quarto dia enquanto a doença evolui com prostração, queda da pressão arterial, desidratação e possíveis hemorragias.

 

Essa forma mais grave da doença acontece mais comumente em pessoas que já tiveram dengue alguma vez. Ao ser infectado pela primeira vez, o organismo produz anticorpos específicos para o tipo viral exposto (1, 2, 3 ou 4), mas continua sensível aos demais. A infecção pela segunda vez eleva as chances de manifestação da doença na sua forma grave e pode estar acompanhada pela produção exagerada de resposta inflamatória. Esse aumento dos mecanismos de defesa associado ao processo infeccioso causa lesões nas paredes endoteliais (internas) dos vasos com perda de líquidos.

 

ZIKA

 

Transmitida também pela picada do Aedes aegypti, em 80% dos casos, o vírus da zika não desenvolve sintomas e a doença passa despercebida. E quando aparecem seus sinais – febre, dor de cabeça, vermelhidão nos olhos, dores nas articulações e manchas no corpo – são, na maioria das vezes, considerados leves e têm cura espontânea após dez dias.

 

No entanto, em sua forma mais grave, o zika vírus apresenta risco de desenvolvimento de complicações neurológicas como encefalites, a síndrome de Guillain Barré e a microcefalia, que pode ocorrer em bebês de mulheres infectadas durante a gravidez. De acordo com o último Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde para Zika, entre 8 de novembro de 2015 e 10 de novembro de 2018 foram confirmados 3279 casos de alteração no crescimento e desenvolvimento de crianças relacionados à infecção causada pelo vírus. Desse total, 615 foram classificados como prováveis para a relação com a infecção durante a gravidez. Foram 67 mortes no período classificadas como prováveis para infeção durante a gestação.

 

“Há estudos em andamento para esclarecer questões como a atuação do vírus dentro do organismo humano e a infecção do feto e o período de maior vulnerabilidade para gestante e o bebê”, explica o médico infectologista Hélio Bacha.

 

CHIKUNGUNYA

Já conhecida na Europa, a febre chikungunya foi diagnosticada pela primeira vez no Brasil em 2014. Ela é causada pelo vírus Chikv e provoca sintomas iniciais bem parecidos com os da dengue: febre alta abrupta e mal-estar. O que a diferencia são as dores intensas nas articulações, especialmente as dos pés, mãos, dedos, pulsos e tornozelos. Isso ocorre porque, ao entrar em contato com a corrente sanguínea, o vírus se multiplica rapidamente e consegue afetar a membrana que recobre as articulações. Ainda não há uma vacina para a doença e o tratamento deve ser prescrito por médicos de forma individualizada, especialmente quando há um prolongamento nas dores articulares. “Na sua forma mais grave, a doença pode gerar dores crônicas nas articulações e os cuidados poderão ser permanentes”, diz o infectologista.

 

Hélio Bacha acredita que tanto para zika quanto chikungunya as vacinas devem ser realidade no futuro, mas enquanto isso a melhor forma de prevenção é o combate ao mosquito Aedes aegypti.

 

Fonte: Agência Einstein

 

Governador Reinaldo Azambuja destaca esforço conjunto para liberação de R$ 20 milhões de emendas aos 79 municípios

Em videoconferência no final da manhã desta terça-feira (7.4), o governador Reinaldo Azambuja, acompanhado dos secretários Eduardo Riedel (Governo) e Sérgio de Paula (Articulação Política), reafirmou compromisso aos parlamentares de cumprir, até o início da próxima semana, o pagamento de R$ 20 milhões em emendas destacadas pelos deputados estaduais aos 79 municípios.

 

“Estamos com pressa para que esses valores cheguem logo aos fundos municipais de saúde para que nossos prefeitos possam utilizá-los nas ações de combate ao coronavírus”, disse o governador, acrescentando que está faltando muito pouco para conclusão da parte burocrática (documentos) exigida pela legislação e finalizar os processos necessários à liberação dos recursos direcionados pelos 24 deputados estaduais à saúde da população.

 

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Paulo Correa (PSDB), disse que a Assembleia Legislativa não falhou no momento em que o Estado mais precisa com a decisão unanime de todos os 24 deputados em direcionar suas emendas para auxiliar no combate ao coronavírus. “Quero agradecer ao governador Reinaldo Azambuja pelo pronto atendimento das nossas reivindicações, e dizer aos nossos colegas de parlamento que esse dinheiro estará disponível às prefeituras por conta da decisão de cada um de nós neste momento delicado que atravessamos. Parabéns ao governador. Parabéns aos nossos deputados”.

 

Transferência


Para combater em Mato Grosso do Sul a pandemia da Covid-19, o Governo do Estado iniciou o processo para a transferência na próxima semana dos R$ 20 milhões de emendas parlamentares para os Fundos Municipais de Saúde. A primeira autorização da transferência foi publicada nesta terça-feira (7.4), um dia após o anúncio feito pelo governador Reinaldo Azambuja.

 

De acordo com a resolução, a aplicação dos recursos deve acontecer no período de até um ano. O governador Reinaldo Azambuja explicou que todos os municípios receberão o auxílio. A destinação de emendas para o combate ao novo coronavírus é um pedido dos próprios deputados estaduais.

Com 14 novos casos confirmados, Estado registra 80 pessoas com novo coronavírus

Com a confirmação de 14 exames novos com resultado positivo para o Covid-19, subiu para de 66 para 80 os casos confirmados de coronavírus em Mato Grosso do Sul. A Secretaria de Estado de Saúde (SES) monitora outros 26 casos suspeitos. As informações estão no boletim epidemiológico divulgado nesta terça-feira (07.04) em coletiva de imprensa online com autoridades do Governo do Estado.

 

Os casos novos são seis de Nova Andradina, quatro de Campo Grande e um caso de Chapadão do Sul, Corumbá, Sonora e Batayporã, sendo que a vítima deste último município faleceu nesta segunda-feira. Sendo assim Estado contabiliza, agora, dois óbitos pela doença.

 

Dos 80 casos confirmados, 29 estão em isolamento domiciliar, 33 finalizaram a quarentena e estão sem sintomas, 16 estão internados, sendo 5 em leitos públicos e 11 em leitos privados.

 

Desde o dia 25 de janeiro, foram registradas 753 notificações de casos suspeitos do coronavírus em Mato Grosso do Sul. Destes, 635 foram descartados após os exames darem negativo para Covid-19 e doze foram excluídos por não se encaixarem na definição de caso suspeito do Ministério da Saúde.

 

Os 26 casos suspeitos em investigação tiveram as amostras encaminhadas para o Lacen/MS, onde será feito o exame para nove tipos de vírus respiratórios, incluindo influenza e Coronavírus. O Lacen/MS realiza os exames para Covid-19 em Mato Grosso do Sul. Os resultados ficam protos entre 24h a 72 horas, após o recebimento das amostras.

 

A Secretaria de Estado de Saúde publica o boletim epidemiológico referente às notificações de casos suspeitos de coronavírus (Covid-19) diariamente. As informações divulgadas pela Secretaria são os dados oficiais consolidados do Estado que são repassados ao Ministério da Saúde.

 

MS tem 2ª pior taxa de isolamento do País; governador reforça pedido de isolamento

Apesar do apelo das autoridades e especialistas em saúde para que a população fique em casa e Mato Grosso do Sul já contabilizar duas mortes pelo Covi-19, o estado ocupa o segundo lugar no ranking dos estados brasileiros com pior taxa de isolamento.

 

Com média de 48,20% da taxa de isolamento registrada nesta segunda-feira (6.4), o estado perde apenas para Tocantins com taxa de 46,70%. Diante das estatísticas que apontam para um possível pico da pandemia em MS que pode sobrecarregar o sistema de saúde, o governador Reinaldo Azambuja reforça a gravidade da situação e pede que a sociedade tenha atitudes conscientes e responsáveis nesse momento de crise mundial.

 

“O pico da infestação no Brasil está previsto para abril e maio. Quanto mais ficarmos restritos ao ambiente familiar, quanto mais tivermos as precauções, menos pessoas contaminadas. Manter a vigilância, manter o isolamento é essencial para que possamos ultrapassar esse momento mais crítico. E o mais importante, dando suporte aquelas pessoas que necessitam da internação na rede pública estadual em todas as regiões do estado”, destaca.

 

O monitoramento por geolocalização coloca Campo Grande como a 36° cidade do estado no ranking, com 47,90% da taxa de isolamento nesta segunda-feira (6.4). No comparativo com o mesmo dia de semanas anteriores, o isolamento foi o menor de todos. A segunda-feira (30.3) registrou taxa de isolamento de 49%, enquanto a segunda (23.3) foi de 55%.

 

Gráfico mostra taxa de isolamento da Capital nas ultimas semanas

 

O comportamento tem sido o mesmo na maior parte dos municípios, ficando a maioria abaixo dos 60% de distanciamento social. Os piores municípios do ranking são Santa Rita do Pardo com 36,50% e Jardim com 39,70%. A melhor taxa se mantem com Bela Vista com 73,10%, seguido de Coronel Sapucaia com 67,40%.

 

O monitoramento

 

A ferramenta será utilizada de maneira interna e estratégica pelo Governo do Estado para direcionar ações de enfrentamento ao Coronavírus nos municípios e regiões com menos adesão ao isolamento.

 

startup disponibilizado pela In Loco, permite que o governo mapeie a movimentação de pessoas dentro de regiões específicas, e identifique as localidades que estão cumprindo ou não os protocolos de distanciamento social. Os dados são cruzados com os dados da SES de casos notificados, suspeitos e confirmados, e irão contribuir para a tomada de decisões.

 

A tecnologia foi desenvolvida para respeitar a privacidade das pessoas. Isso significa que a empresa não consegue identificar diretamente os usuários dos smartphones mapeados. “A única informação coletada é a localidade do aparelho, por meio de sensores presentes nos smartphones, como Wi-Fi, Bluetooth, GPS, entre outros. Portanto, não temos acesso aos dados de identificação civil como nome, RG, CPF e endereço de e-mail, por exemplo”, explica o CEO da In Loco, André Ferraz.

 

O projeto direcionado ao combate do coronavírus, respeita não apenas a privacidade dos indivíduos, mas todos os aspectos legais previstos na Constituição Federal, Marco Civil da Internet, o Código de Defesa do Consumidor, o Código Civil e se enquadra na Lei Geral de Proteção de Dados que entrará em vigor em agosto de 2020.