Gaeco apresenta balanço da Operação Grãos de Ouro; prejuízos foram de R$ 44 mi

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul, por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) realizou coletiva de imprensa para apresentar um balanço sobre a Operação Grãos de Ouro deflagrada nesta quarta-feira (08/08) em sete Estados.

 

A coletiva foi conduzida pela promotora de Justiça e coordenadora do Gaeco, Cristiane Mourão Leal Santos e acompanhada pelo promotor de Justiça do Grupo, Thalys Franklyn de Souza, pelo controlador-geral do Estado, Carlos Eduardo Girão e pelo corregedor-geral do Estado, José Barcellos.

 

De acordo com a coordenadora do Gaeco, a investigação do esquema criminoso começou em 2016 quando o MP-MS foi provocado pela Secretaria de Fazenda de Mato Grosso do Sul que apresentou suposta existência de um esquema de sonegação de tributos estaduais, ICMS, na comercialização de grãos produzidos no Estado de MS.

 

O Gaeco estima prejuízo de pelo menos R$ 44 milhões aos cofres de Mato Grosso do Sul com o esquema de fraudes fiscais mantido por produtores rurais, funcionários da Sefaz (Secretaria Estadual de Fazenda), caminhoneiros, corretoras, e a princípio 14 empresas de fachada que emitiam notas fiscais frias.

 

Balanço da Operação

 

Segundo a coordenadora do Gaeco, a operação cumpriu 33 mandados de busca em Campo Grande, 21 em Chapadão do Sul, 11 em Costa Rica, 1 em Coxim, 2 em Itaporã, 3 em Nova Alvorada do Sul, 1 em Fátima do Sul, 1 em Cassilândia, 1 em Rio Negro, 5 em Rio Verde de Goiás, 3 em Mineiros (GO), 5 em Alto Araguaia (MT), 2 em Cuiabá, 2 em Presidente Prudente (SP), 2 em São José do Rio Preto (SP), 1 em Paranapuã (SP), 1 em Jales (SP), 1 em Oroeste (SP), 1 em Cosmorama (SP), 1 em Três Fronteiras (SP), 1 em Álvares Machado (SP), 1 em Uberlândia (MG), 1 em Unaí (MG), 1 em Paranaguá (PR) e 2 em Rodeio Bonito (RS).

 

Em Campo Grande foram 13 prisões, incluindo servidores. Já no interior, foram 9 mandados de prisão em Chapadão do Sul, um dos municípios carros-chefes da produção rural no Estado, 2 foram em Costa Rica e 1 em Itaporã; 2 em Cuiabá; 1 em Rio Verde Goiás; 1 em Mineiros (GO); 2 Presidente Prudente (SP) e 2 em Rodeio Bonito (RS).

 

Participaram da Operação 34 promotores de Justiça e 250 Policiais Militares.





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