Número de mortes no trânsito da Capital reduz 18% nos 2 primeiros meses de radar

Os dois primeiros meses de 2019 registraram a diminuição de 18% nas mortes no trânsito de Campo Grande, ou seja, de onze mortes em 2018 para nove neste ano. A redução de óbitos nas vias está diretamente ligada ao retorno dos radares que começaram a ser reativados no final do ano.

 

Depois de ativados, quase 10 milhões de veículos passaram pelos radares e somente 0,14% deles foram notificados por desrespeito as regras de circulação incluindo avanço de sinal, velocidade, parada sobre faixa e conversão irregular contra 99,86% de condutores não notificados por seguirem as regras, segundo dados da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran).

 

“Esses números são frutos de um trabalho desenvolvido pela Agetran e parceiros como o Batalhão da Polícia Militar de Trânsito, a Guarda Municipal e o Detran, visando sempre salvar vidas, uma vida que a gente salva já faz toda diferença no nosso trabalho”, pontuou o diretor-presidente da Agetran, Janine de Lima Bruno.

 

Nos dois últimos anos a Agetran ainda melhorou consideravelmente a sinalização viária do município incluindo a implantação de mais de 50 semáforos, placas de regulamentação, sinalização horizontal, redutores de velocidade, quebra molas, faixas elevadas, manutenção semafórica constante, além do aumento na fiscalização da lei seca, presença maior de agentes e policiais nas ruas, educação de trânsito nas escolas, empresas e vias também.

 

“São os três pilares que a gente sempre busca: educação levando conscientização e disseminando um trânsito melhor, engenharia com a utilização de equipamentos como os semáforos e radares e a fiscalização com os agentes e policiais nas ruas. Com isso a expectativa é que esse número reduza ainda mais ao decorrer do ano, já que esses primeiros meses são de adaptação para o condutor”, completou Janine.

 

De acordo com levantamento da Agência de Trânsito, de 2017 para 2018, período em que os radares foram removidos da Capital, houve um aumento de aproximadamente 25% no número de óbitos no trânsito, devido à presença da alta velocidade, um dos principais fatores de risco no trânsito atualmente, comprovando assim a real necessidade dos equipamentos redutores nas ruas.

 

“A importância desses aparelhos para a cidade é essa, a preservação da vida e estamos otimistas que vamos conseguir reduzir cada vez mais os números de acidentes e mortes”, concluiu o diretor da Agetran. No início de março, apenas uma morte foi registrada. Em 2018, foram seis ao total.

 

Até agora 21 radares estão funcionando em Campo Grande. A partir do dia 23 deste mês, mais seis serão ativados. Confira os locais clicando AQUI.


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