Contra a pandemia: Mato Grosso do Sul recebe neste sábado novo lote de vacinas da Coronavac para aplicação da 2ª dose

O Governo do Estado recebe neste sábado (8.5) um novo lote de vacina a contra Covid-19 enviado pelo Ministério da Saúde. As vacinas chegam às 10h no Aeroporto Internacional de Campo Grande.

 

O secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende, destaca que as doses recebidas serão distribuídas para que os municípios possam realizar a aplicação da segunda dose do imunizante naquelas pessoas que estão aguardando para completar o esquema vacinal.

 

“Aguardamos com muita expectativa essa nova remessa da coronavac. O atraso na importação do insumo para fabricação da coronavac ocasionou na falta de vacinas para aplicar a segunda dose. Com a retomada dos envios, vamos conseguir imunizar a nossa população”, disse.

 

O 19º lote é composto por 13.300 doses da vacina da Coronavac. A remessa faz parte do carregamento de 1 milhão de doses  entregue pelo Instituto Butantan ao Ministério da Saúde nesta quinta-feira (6.5).

 

Com a chegada do novo carregamento de Coronavac, Mato Grosso do Sul soma 979.380 doses recebidas do imunizante. As doses que chegarão neste sábado serão exclusivamente para aplicação da segunda dose.

 

A previsão é que na segunda-feira (10.5), Mato Grosso do Sul receba mais um carregamento com 14.040 doses da vacina da Pfizer, que serão enviadas aos 79 municípios.

 

A orientação do Ministério da Saúde é que a população deve tomar a segunda dose da vacina covid-19 mesmo que a aplicação ocorra fora do prazo recomendado, para se completar o esquema vacinal para assegurar a proteção adequada contra a Covid-19.

 

A Secretaria de Estado de Saúde tem orientado os municípios a aplicar as doses mediantes as determinações do ministério da Saúde. Desde a 8ª remessa, o ministério da Saúde determinou que fosse utilizado a reserva de doses para D2 para aplicar a D1, uma vez que havia previsão do envio regular e crescente de doses da Coronavac e Oxford. Com a redução da produção da vacina coronavac, ocorreu a redução das remessas aos Estados.

 

Mato Grosso do Sul recebeu o primeiro lote com 158,7 mil doses da vacina Coronavac em 18 de janeiro. O segundo lote chegou ao Estado em 24 de janeiro com 22 mil doses da vacina AstraZeneca/Oxford. O terceiro lote chegou ao Estado em 25 de janeiro com 10,2 mil doses da vacina Coronavac produzida no Brasil. O quarto lote chegou em 07 de fevereiro com 32 mil doses vacina Coronavac produzida pelo Instituto Butantan.

 

O quinto lote chegou em 24 de fevereiro com 35.700 doses, sendo 22.500 dose da AstraZeneca/Oxford e 13.200 doses da Coronavac. O sexto lote chegou em 04 de março com 27,8 mil doses da vacina Coronavac. O sétimo lote chegou em 09 de março com 30.600 doses de Coronavac. O oitavo lote chegou em 17 de março com 54.600 doses da Coronavac. O nono lote chegou em 20 de março com 48.650 doses, sendo 47.400 da Coronavac e mais 1.250 AstraZeneca/Oxford.

 

O décimo lote chegou em 26 de março com 46,7 mil doses, composto por 38.800 doses da vacina Coronavac e 7.900 doses da vacina AstraZeneca. O 11º lote com 109,5 mil doses chegou em 01 de abril, composto por 101.000 doses da vacina Coronavac e 8.500 doses da vacina AstraZeneca. O 12º lote 53,6 mil doses chegou em 08 de abril, composto por 24.600 doses da vacina Coronavac e 29.000 doses da vacina AstraZeneca.

 

O 13º lote chegou no dia 15 de abril, com 77,9 mil doses da vacina contra Covid-19 sendo 31,4 mil doses da vacina Coronavac e 46,5 mil doses da vacina AstraZeneca. O 14º lote chegou em 22 de abril com 45,5 mil doses, sendo 35,5 mil da AstraZeneca/Oxford e mais 10 mil doses da Coronavac. O 15º lote chegou em 29 de abril com 66.950 doses, sendo 1.200 doses da vacina Coronavac e 65.750 doses da vacina AstraZeneca. O 16º lote chegou em 01 de maio com 5.600 doses da vacina Coronavac. O 17º lote chegou no dia 2 de maio, composto por 7.020 doses da vacina da Pfizer e 82.500 doses da vacina AstraZeneca. O 18º lote foi enviado em 06 de maio com 50.500 doses da vacina Astrazeneca.

Wi-Fi Brasil leva internet a mais de 13 mil pontos remotos do país; Internet gratuita chega a 8,5 milhões de pessoas

São cerca de oito horas de viagem para chegar à comunidade indígena Guató, localizada no Pantanal sul-mato-grossense. Mas não são oito horas de carro não, são oito horas de barco. E de barco rápido, conta o cacique Osvaldo Correia da Costa: “Para comprar mantimentos, precisamos de um barco maior. Aí são três dias navegando pelo rio.”

 

O acesso complicado dificulta a chegada de serviços e a comunicação com outras comunidades. A secretaria especial de Saúde Indígena (Sesai) é a responsável pelo atendimento dos indígenas e diz que o contato com o mundo externo antes era feito apenas por meio de um telefone, que ficava na base do Exército na aldeia. Com a chegada da internet, no entanto, a comunicação ficou mais fácil. A Sesai conta hoje com o auxílio do programa Wi-Fi Brasil e consegue entrar em contato com a aldeia até por aplicativo de mensagens.

 

A chegada da internet pelo Wi-Fi Brasil também impactou a vida na aldeia Porto Lindo, localizada no município de Japorã, em Mato Grosso do Sul. Segundo o líder guarani-kaiowá, cacique Roberto Carlos Martins, os 5,5 mil indígenas passaram a ter melhores oportunidades de trabalho, estudo e pesquisa, além dos aspectos de comunicação. “Rapidamente a gente consegue se comunicar não só com a comunidade mas a comunidade também com o poder público, poder privado. Então a gente tem essa facilidade hoje”.

 

O cacique, no entanto, alerta que a internet também traz aspectos negativos à aldeia, assim como ocorre em grandes centros urbanos: o tempo excessivo que o indivíduo fica conectado. “Em vez de estar conversando e brincando estão ligados na internet”, comenta.

 

Pelo Brasil afora

 

Hoje o programa conta com mais de 13,3 mil pontos de internet em funcionamento, instalados em escolas, unidades de saúde, de segurança e de prestação de serviços públicos em áreas remotas, de fronteira ou de interesse estratégico, além de aldeias indígenas e comunidades quilombolas – todos lugares de difícil acesso.

 

“Aonde ninguém chega, a gente chega com sinal de internet de qualidade”, diz o secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, José Afonso Cosmo Júnior. O número de pessoas atendidas ultrapassa os 8,5 milhões, segundo o governo.

 

Panorama geral do Wi-fi Brasil.

Arte/Agência Brasil

 

Pessoas como a dona de casa Maria Aparecida Pereira, moradora do povoado Conceição do Jacinto, que fica no interior de Minas Gerais. “Com a internet eu consigo escutar o choro e a voz do meu neto, acompanhar o engatinhar, os primeiros passos. Vou assistindo ao crescimento dele por videochamada. Se não fosse a internet, não conseguiria.”

 

E não é só para conversar com a família que a internet serve. Cosmo Júnior conta o exemplo de uma comunidade que, assim que obteve o sinal de internet, foi logo questionar o prefeito sobre uma bomba d’água que teria sido retirada sem qualquer explicação. “No fim das contas, a exclusão digital é também social”, diz.

 

Wi-fi Brasil, por regiões.
Arte/Agência Brasil

Tecnologia via satélite

 

O secretário de Telecomunicações lembra que o programa só foi possível depois do lançamento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC): “Não tínhamos, antes, um satélite que cobrisse todo o Brasil com essa capacidade de dados que o SGDC tem.”

 

Lançado em 2017, o SGDC está em órbita a 36 mil quilômetros da Terra e possibilitou o estabelecimento de uma política pública de atendimento às regiões mais remotas já que cobre, com o mesmo sinal, o país inteiro.

 

O programa tem duas modalidades. Na primeira, a internet é instalada em pontos fixos como escolas e unidades de saúde. Na segunda, ela é levada a praças públicas onde podem ser usadas por qualquer pessoa. Atualmente são 21 praças que contam com o sinal do Wi-Fi Brasil, mas outros 2 mil pontos já estão com contratação em andamento, segundo o Ministério das Comunicações.

 

Brasília - Primeiro satélite geoestacionário brasileiro para defesa e comunicações estratégicas é lançado ao espaço (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
Primeiro satélite geoestacionário brasileiro para defesa e comunicações estratégicas foi lançado em 2017 Marcello Casal jr/Agência Brasil

 

Previsão

 

A expectativa, segundo o secretário de Telecomunicações, é que 500 novos pontos sejam instalados até a primeira quinzena de maio, e mais 4 mil até o fim de 2021. De acordo com Cosmo Júnior, boa parte dos recursos para o programa está vindo de emendas parlamentares.

 

De 2020 para 2021 o valor das emendas destinadas ao Wi-Fi Brasil passou de cerca de R$ 17 milhões para mais de R$ 100 milhões. “O que mostra que os parlamentares reconhecem o programa como a forma mais rápida de levar internet a essas comunidades”. E completa: “A ideia é acabar com o deserto digital do país. A integração de todas as políticas públicas do ministério tem um objetivo só: conectar todas as pessoas.”

 

Semana Nacional das Comunicações

 

De segunda-feira (3) a domingo (9), os veículos da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) publicam o Especial Conecta, com conteúdos sobre a Semana Nacional das Comunicações. O especial reúne reportagens sobre história das telecomunicações, 5G, Internet das Coisas, o impacto das novas tecnologias na educação e no agronegócio, entre outros temas.

 

 Confira todo o conteúdo no hotsite.

 

Índia vê Covid-19 se espalhar em áreas rurais e tem recordes diários

A esperança de que a segunda fase de Covid-19 da Índia estava prestes a atingir um pico se desfez nesta quinta-feir (6). O país registrou recordes diários de infecções e mortes, enquanto o vírus se espalha de cidades para vilarejos da segunda nação mais populosa do mundo.

 

A Índia registrou o recorde de 412.262 novos casos da doença nas últimas 24 horas e um recorde de 3.980 mortes. As infecções por covid-19 já ultrapassam 21 milhões, e o total de óbitos é de 230.168, mostram dados do Ministério da Saúde.

 

Especialistas do governo haviam previsto um pico de infecções da segunda fase na quarta-feira (5).

 

“Isso detém temporariamente as especulações sobre um pico”, disse Rijo M John, professor do Instituto Indiano de Administração de Kerala, estado do sul, no Twitter.

 

Como os hospitais estão em busca de leitos e oxigênio por causa da disparada de infecções, a Organização Mundial da Saúde (OMS) informou, em relatório semanal, que a Índia foi responsável por quase metade dos casos de covid-19 notificados globalmente na semana passada e por um quarto das mortes.

 

O país tem 3,45 milhões de casos ativos. Os especialistas dizem que os números reais da Índia podem ser de cinco a dez vezes maiores do que a contagem oficial.

 

A crise de covid-19 é mais aguda na capital, Nova Delhi, entre outras cidades, mas em áreas rurais – que abrigam quase 70% da população de 1,3 bilhão de habitantes – a rede de saúde pública limitada está criando mais desafios.

 

“A situação se torna perigosa nos vilarejos”, disse Suresh Kumar, coordenador de campo da Manav Sansadhan Evam Mahila Vikas Sansthan, uma instituição de direitos humanos.

 

Em alguns vilarejos de Uttar Pradesh, estado do norte que abriga cerca de 200 milhões de pessoas e onde a instituição atua, “há mortes quase em uma de duas casas”, disse Kumar.

 

“As pessoas estão assustadas e recolhidas em casa com febre e tosse. Os sintomas são todos de covid-19, mas sem informações disponíveis muitas pensam que é a gripe sazonal”.

 

Em Nova Delhi, menos de 20 dos mais de 5 mil leitos de tratamento intensivo de covid-19 ficam livres em qualquer momento.

 

No escritório de um crematório hindu da capital, o chão e as prateleiras estão repletos de potes de argila, pacotes plásticos e contêineres de aço cheios de cinzas das muitas vítimas da doença da cidade em que foram cremadas.

 

Fonte: Agência Brasil

* Reportagens adicionais de Anuron Kumar Mitra e Danish Siddiqui

Contra pandemia: Butantan envia mais 1 milhão de doses da CoronaVac ao PNI

O Instituto Butantan envia hoje (6) para o Ministério da Saúde um lote de mais 1 milhão de doses da vacina CoronaVac, desenvolvida pelo instituto em parceria com o laboratório chinês Sinovac. Desde o mês de janeiro, o Butantan entregou 42,05 milhões de doses da vacina ao Plano Nacional de Imunização (PNI), responsável pelo planejamento, coordenação e logística de distribuição do imunizante em todo o país.

 

O Butantan informou que no último dia 19 recebeu nova remessa de 3 mil litros do ingrediente farmacêutico Ativo (IFA), matéria-prima importada necessária para a produção de novas doses da vacina contra o novo coronavírus.

 

“Os insumos já foram processados, e as doses começam a ser liberadas a partir desta sexta [7] para completar as 46 milhões de doses do primeiro contrato firmado com o Ministério da Saúde”, diz o instituto, responsável pelo envase, a rotulagem, embalagem e inspeção de qualidade do imunizante.

 

O instituto informou ainda que está negociando com a Sinovac o envio de mais um carregamento com 3 mil litros do IFA. “O Butantan trabalha para entregar mais 54 milhões de doses para a vacinação dos brasileiros até o dia 30 de agosto, totalizando 100 milhões de unidades contratadas até agora para a campanha contra a Covid-19”.

 

 

Fonte: Agência Brasil

 

Operação policial no Jacarezinho (RJ) deixa pelo menos 25 mortos

Pelo menos 25 pessoas foram mortas na manhã de hoje (6) durante a Operação Exceptis, da Polícia Civil, na favela do Jacarezinho, na zona norte do Rio de Janeiro. Entre os mortos, um seria policial. A operação visava combater grupos armados de traficantes de drogas que estariam aliciando crianças para o crime.

 

De acordo com a Polícia Civil, a região do Jacarezinho é um dos quartéis-generais da facção Comando Vermelho na zona norte e abriga “uma quantidade relevante de armamentos” protegidos por barricadas e táticas de guerrilha adotadas pelo grupo criminoso.

 

A corporação vai divulgar o balanço da Operação Exceptis em coletiva de imprensa na tarde de hoje.

 

Durante o tiroteio pela manhã, dois passageiros do metrô foram feridos dentro de um trem da Linha 2, na altura da estação Triagem, na zona norte. Segundo o MetrôRio, o acidente ocorreu “após o vidro de uma das composições aparentemente ser atingido por projétil vindo da área externa”. Um passageiro foi atingido de raspão no braço e o outro por estilhaços de vidro. Ambos foram socorridos para hospitais municipais.

 

Fonte: Agência Brasil

Chanceler brasileiro diz que pretende ampliar relações com China

O ministro das Relações Exteriores, Carlos França, disse hoje (6) que o Brasil pretende ampliar e diversificar as relações econômicas e comerciais que têm com a China. Em audiência na Comissão de Relações Exteriores do Senado, o chanceler acrescentou que a relação com o país asiático está entre as prioridades do governo brasileiro.

 

Ao iniciar sua fala, o ministro das Relações Exteriores disse que a China é um dos países priorizados pelo Brasil e que, além de ser o maior parceiro comercial, é um dos nossos cinco maiores investidores estrangeiros.

 

“O comércio bilateral cresceu em 2020, apesar da pandemia, para volume recorde de US$ 102,5 bilhões, com saldo superavitário para o Brasil de US$ 33 bilhões. Queremos um relacionamento econômico e comercial maior e mais diversificado com a China. Nossas exportações, ainda concentradas em poucos produtos primários, poderão expandir-se em quantidade e em variedade”, disse o chanceler.

 

A afirmação foi feita após a presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, Kátia Abreu (PP-TO), ter manifestado preocupação com a possibilidade de as relações entre os dois países serem “vetadas, atrapalhadas ou impedidas”.

 

“Em 2020, a China absorveu 32,3% de exportações brasileiras, o que propiciou ao nosso país superávit comercial de US$ 33,8 bilhões. O Brasil responde hoje por 4% de tudo que a China importa, e esse número cresce para 22% no caso do agronegócio. Temos espaço para avançar. Caso a China cresça a uma taxa anual de 4,6% na próxima década, as exportações podem saltar de US$ 34 bilhões ao ano, para US$ 53 bilhões. Nada nem ninguém pode vetar, atrapalhar ou impedir essa grande perspectiva para nosso país”, disse a senadora ao abrir a audiência.

 

Fonte: Agência Brasil

Pesquisa mostra que percentual de famílias endividadas registra novo aumento em Campo Grande durante o mês de abril

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), mostra que o percentual de famílias endividadas em Campo Grande teve um novo aumento no mês de abril deste ano, com 65,7%, contra 62,7% em março. É o terceiro aumento seguido do índice.

 

Em números absolutos, são 207.227 famílias endividadas em abril, seja com cheques pré-datados, cartões de crédito, carnês de lojas, empréstimo pessoal, prestações de carro e seguros, um aumento de quase 10 mil famílias em relação ao mês de março (197.619). Desse total, 34,5% têm contas em atraso e 14,2% não terão condições de pagar as dívidas. Os muito endividados somam 14,7%, os pouco endividados 27,3%, já os que não possuem dívidas do tipo são 34,3%.

 

O cartão de crédito continua na liderança como principal fonte de dívidas dos campo-grandenses (56,8%), seguido pelos carnês (27,6%). Financiamento de casa vem logo em seguida (15%) e financiamento de carro (13,3%).

 

“Ainda estamos vivendo os reflexos da economia durante esse longo período de pandemia. Tudo oscila muito rápido e as consequências de perda ou diminuição de renda percebemos no aumento do endividamento e da inadimplência. Apesar do número de famílias com contas em atraso estar praticamente estável, as que não terão condições de saldar as dívidas aumentou um pouco em relação a março”, explica a economista do Instituto de Pesquisa da Fecomércio-MS (IPF-MS), Daniela Dias.

Com 98% asfaltada, MS-379 já diminui em 40% os custos do escoamento da safra

Com 98% de pavimentação asfáltica, a MS-379, que liga Laguna Carapã aos municípios vizinhos, já transformou a realidade dos produtores, contribuindo para o desenvolvimento local. A estimativa é de que o percurso já asfaltado tenha diminuído em 40% os custos de transporte. Ao todo estão sendo pavimentados 42,5 quilômetros, da MS-379 em Laguna ao Posto Taji, no entroncamento com a MS-386 (Ponta Porã-Amambai). O valor do investimento é de R$ 77,3 milhões.

 

De acordo com o presidente do Sindicato Rural de Laguna Carapã, João Firmino Neto, a rodovia pavimentada conecta o município ao resto do Estado. “Antes quem estava nos distritos tinha que percorrer cerca de 40 quilômetros de estrada de chão para fazer o transporte. As condições eram precárias para o escoamento da safra. Essa dura realidade ficou para trás graças ao trabalho do governador Reinaldo Azambuja”, ressalta.

 

 

O produtor rural Marco Winter é morador no Distrito de Campo Seco. Segundo ele, antes da obra a classe ruralista enfrentava verdadeiro “calvário” para fazer o escoamento da safra. “As péssimas condições da estrada de terra quebravam os caminhões ou deixavam os veículos atolados, causando prejuízo. Sem contar a distância que era muito maior para levar os grãos. Antes da pavimentação, quando quebrava uma peça de trator, por exemplo, a gente tinha até dor de cabeça só de pensar em ir para a cidade”, relata.

 

Segundo ele, esse “pesadelo” ficou para trás. Conforme Winter a rodovia encurtou distância. “De 135 minutos que eu gastava para chegar na Coamo de caminhão, agora gastamos apenas 80 minutos. De carro esse tempo caiu de 80 minutos para 30 minutos apenas”, comemora.

 

O produtor rural Ademir Adroaldo Bohm, diz que a MS- 379 pavimentada é um sonho de mais de 40 anos. “O problema no transporte fazia com que a gente, aqui no Bocajá, perdesse R$ 1 por saca porque o comprador alegava dificuldades para vir até aqui. Até chegar numa estrada pavimentada a gente percorria cerca de 30 quilômetros”, ressalta.

 

Secretário Eduardo Riedel (Seinfra)

O secretário de Estado de Infraestrutura, Eduardo Riedel acredita no desenvolvimento do município a partir da obra concretizada. “A pavimentação da MS-379 é uma obra histórica que vai mudar os destinos dos municípios da região. Laguna Carapã deixa de ser final de linha e passa a ser integração com outros municípios pela interligação à BR-163 pela MS-386. Com essa obra, Laguna Carapã sai do isolamento”, ressalta.

 

Secretário Sérgio Murilo (Segov) – Foto: Saul Schramm

O secretário de Estado de Governo e Gestão Estratégica, Sérgio Murilo Mota, ressalta o olhar atento de Reinaldo Azambuja para com o município de Laguna Carapã. “O governador não mediu esforços para realizar uma obra aguardada há tantos anos pela comunidade. Além do setor econômico, essa obra valoriza o mais importante, que é a vida de cada cidadão. Num momento de crise sanitária como a que estamos passando essa rota de integração garante a chegada do agente de saúde e o socorro mais rápidos aos distritos, além de gerar emprego e renda para aqueles que foram prejudicados pela pandemia. O governador cumpre mais um compromisso importante com cada cidadão de Mato Grosso do Sul”, ressalta.

Quinta-feira de queda na temperatura em grande parte de Mato Grosso do Sul

Para quem gosta de frio o grande destaque do tempo nesta quinta-feira (6) em Mato Grosso do Sul será a queda nas temperaturas. Ao mesmo tempo, uma grande massa de ar seco inibe a formação de nuvens de chuva volumosa.

 

As condições estimadas pela meteorologia são de céu nublado a encoberto na região sudoeste, e claro a parcialmente nublado nas demais áreas.

 

Há possibilidade de chuva localizada e com baixos acumulados no setor sul e oeste, podendo vir acompanhada de ventos moderados.

 

Nesta quinta os índices de umidade relativa do ar poderão variar entre 90% a 30% ao longo do dia.

Uma forte massa de ar de origem polar provoca queda acentuada nas temperaturas máximas, especialmente nas regiões sudoeste, leste e pantaneira, centro-norte e leste. A variação estimada para o Estado fica entre 14°C a 34°C, sendo a máxima para a região do bolsão.

Na capital o sol aparece entre nuvens, e as temperaturas variam entre 16°C a 28°C neste dia.

A Climatempo destaca que a combinação de umidade elevada e ventos fortes aumenta a sensação térmica, ou seja, o corpo sente mais frio do que a marcação do termômetro.