Fiems, Estado, Prefeitura e Câmara de Três Lagoas criam força-tarefa para porto seco

Fiems, Governo do Estado, Prefeitura e Câmara de Três Lagoas iniciaram, em reunião nesta quarta-feira (29/11), força tarefa para acelerar o processo de instalação de uma EADI (Estação Aduaneira Interior), o chamado porto seco, no município. Com a união de esforços, o presidente da Fiems, Sérgio Longen, espera que o porto seco seja uma realidade na região já em 2018 e dê um salto nas operações de importação e exportação de Mato Grosso do Sul.

 

Além de Longen, participaram da reunião o secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck, o prefeito de Três Lagoas, Angelo Guerreiro, e secretários municipais e vereadores, bem como representantes legais do proprietário da Fazenda Rodeio, que já se comprometeu a doar 6 hectares, sem qualquer custo, para que o porto seja construído às margens da BR-262, no entroncamento da Ferrovia Estrela do Oeste.

 

“Em maio, o TCU (Tribunal de Contas da União) emitiu parecer autorizando a Receita Federal a dar continuidade nas ações para construção do porto seco e, desde então, aconteceram uma série de reuniões para definir a área ideal para instalação. Campo Grande hoje também pleiteia um porto seco, mas, o que importa para nós, empresários, é que Mato Grosso do Sul tenha um porto. A localização estratégica de Três Lagoas foi relevante para o TCU diante do entroncamento rodoviário, fluvial e ferroviário, o que facilita o transporte da produção industrial e agropecuária do Estado, trazendo mais competitividade no mercado para os nossos produtos”, pontuou o presidente da Fiems.

 

Ele destacou que o momento de concentrar a atuação do poder público de Três Lagoas, em conjunto com a iniciativa privada, para assegurar a instalação do porto seco. A questão, no momento, depende de aprovação da Câmara de Vereadores do projeto que doa a área a ser construído o porto seco para a União. “Precisamos do apoio de todos os vereadores. Como os proprietários da área já se comprometeram a doa-la para o município, é preciso que a Câmara autorize a repassa-la para a Receita Federal que, então, abre um edital para construção e exploração do porto”, explicou aos vereadores.

 

“Esse processo precisa ser célere porque a Receita Federal elaborou um estudo de viabilidade do porto, mas, internamente, existe um prazo de validade deste estudo. Se este prazo expirar, o estudo recomeça do zero”, alertou Sérgio Longen. O secretário Jaime Verruck acrescenta que, segundo a Receita Federal, Mato Grosso do Sul não comporta dois portos. “Neste momento, o mais importante é que avance o processo para instalação do porto seco e, após concluído o processo de doação da área, o que será relativamente simples, diante da magnitude da estrutura que é um porto seco, precisamos que a Câmara aprove a transferência para a União”, salientou.

 

O prefeito de Três Lagoas, Angelo Guerreiro, afirmou que 27% de tudo que é exportado pelo Estado sai da cidade. “É por números expressivos como esse que o presidente Sérgio Longen está reforçando a importância de acelerar o processo de instalação do porto, precisamos trabalhar juntos. O empresário sempre sonhou com isso porque, algo que demorava 21 dias, pode levar três. O que estamos fazendo terá uma importância histórica para Três Lagoas e deixará um legado econômico para o município”, disse.

 

Os parlamentares presentes concordaram com a importância do projeto e se comprometeram a aprovar a doação da área o quanto antes. “Entendo que não haverá qualquer dificuldade para aprovar um projeto tão relevante para Três Lagoas. Assim que chegar na Câmara, vamos atuar para que seja votado o mais rápido possível, acelerando a tramitação nas comissões, convocando sessões extraordinárias, o que for necessário”, assegurou o presidente da Câmara, vereador André Bitencourt.

 

Um dos representantes da Fazenda Rodeio, Antônio Mellão, salientou que o proprietário tem todo interesse em ceder a área. “É uma família de empresários que atua em Três Lagoas desde a década de 70 e, apesar de não ter interesse algum na exploração do porto seco, tem interesse nos benefícios que ele irá trazer para a economia de Três Lagoas”, pontuou.

POLÍTICA